Exclusiva: Eduardo Tironi afirma: ”Fernando Diniz não pode entregar mais nada”.

- Eduardo Tironi conversou com exclusividade com o portal Futebol na Veia
Tironi concedeu entrevista ao Futebol na Veia

O portal Futebol na Veia entrevistou com exclusividade o jornalista Eduardo Tironi, atualmente apresentador no podcast ‘Posse de Bola‘, do UOL. Na conversa, o comunicador relatou como o atual momento da pandemia do Covid-19 (novo coronavírus) tem refletido na sua rotina diária no jornalismo esportivo. Além disso, comentou à respeito do futebol brasileiro, em especial, sobre o momento do São Paulo Futebol e a contratação do novo técnico do Flamengo: Domènec Torrent.

CARREIRA NO JORNALISMO ESPORTIVO

Eduardo Tironi tem quase 30 anos de carreira no jornalismo, tendo passado pelo Lance!, comentarista e editor no canal ESPN Brasil e, atualmente, está no UOL, comandando o podcast ‘Posse de Bola'. Ainda assim, tem um canal no YouTube chamado ‘Arnaldo e Tironi‘. A princípio, o seu início foi em 1992, na era ”pré-internet”. O jornalista afirma que a sua motivação pela área se firmou por três pilares: curiosidade, ler jornal e gostar de música e futebol. Sob o mesmo ponto de vista, tinha o desejo de trabalhar em algum desses setores.

Eduardo Tironi teve o seu primeiro emprego no jornal Notícias Populares, cobrindo a editoria de esportes. Pelo periódico, cumpriu várias funções, desde repórter a editor. Além disso, esteve na cobertura da Copa do Mundo de 1998, na França. Ademais, esteve em outras editorias, no noticiário, como a de Variedades e Cidades. Após o mundial da França, Tironi foi convidado para trabalhar no Lance!, onde trabalhou por 11 anos, tendo sido editor executivo. Nesse período, junto ao PH Ferreira, levou o portal ao seu ápice de crescimento, chegando aos seis dígitos de pageviews por mês no site e no L!Mobile. Dessa forma, o grupo se tornou líder em audiência no segmento de esportes.

IDA AO CANAL ESPN BRASIL

Após 11 anos no Lance!, onde esteve, em maior parte, cobrindo o futebol carioca, Eduardo Tironi foi para a ESPN, onde atuava como editor-executivo na redação de São Paulo. Assim também, era comentarista esportivos dos programas: Linha de Passe, Bate Bola e Sportscenter. No canal de Televisão, ficou até agosto de 2019, quando a emissora iniciou um processo de reformulação, tendo desligado diversos profissionais do meio.

TIRONI  CONTA COMO TEM SIDO SUA ROTINA DIÁRIA NO JORNALISMO

Com o atual momento da pandemia do Covid-19 (novo coronavírus), o jornalismo tem adotado, em alguns casos, o método home office. Dessa forma, equipes têm usado menos profissionais em estúdios, seja de televisão ou rádio. Assim, dificuldades são encontradas, mas, sem deixar de exercer o papel fundamental do jornalismo. Tironi, por sua vez, tem mantido as suas Lives semanais no canal ‘Arnaldo e Tironi', trazendo entrevistas com pessoas do meio do futebol, entre outros. No ‘Posse de Bola', o mesmo método Online tem sido usado.

Como tem sido pra você, nesse período de pandemia, trabalhar com o jornalismo esportivo? Tem encontrado dificuldades ou se adaptado bem?

”Tenho me adaptado muito bem. São muitas plataformas em que você pode se relacionar com as pessoas remotamente. Eu tenho até gostado”, relatou.

EDUARDO TIRONI ANALISA A DERROTA DO SÃO PAULO PARA O MIRASSOL

Na última quarta-feira (29), o São Paulo foi surpreendido e derrotado em casa, para o Mirassol, por 3 a 2. Na ocasião, o jogo era válido pelas Quartas de final do Campeonato Paulista. Por conseguinte, o tricolor paulista foi eliminado. Desse modo, emplaca mais uma eliminação vexatória, e o sonho da conquista do estadual, que não vem há anos, ficou mais uma vez adiado. Por outro lado, após o fim da partida, torcedores protestaram e o nome de Leco e Fernando Diniz foram, mais uma vez, os alvos das manifestações.

Como você analisa a derrota do São Paulo para o Mirassol? Mais uma vez é eliminado em mata-mata, agora, em pleno Morumbi.

”Esta derrota está na conta do comando técnico. Diniz tem dez meses de trabalho, tem um bom elenco, perdeu apenas um jogador, tinha apoio absoluto da diretoria, o departamento de comunicação atuou para que a torcida estivesse apoiando também. Mas o nível do jogo é quase infantil, de tão inocente e inofensivo. Bater na diretoria é o caminho mais fácil. É obvio que a diretoria é horrorosa, mas o que aconteceu dentro de campo não foi culpa dela”, afirmou.

O JORNALISTA OPINA SOBRE A SITUAÇÃO DO TÉCNICO FERNANDO DINIZ NO COMANDO DO SÃO PAULO

Fernando Diniz foi contratado como novo técnico do São Paulo em 26 de setembro de 2019. Desde então, ficou marcado por mais baixos do que altos no comando da equipe. A princípio, muitos torcedores falam que a principal ”conquista” do comandante foi um empate em 0 x 0 com o Flamengo, no Campeonato Brasileiro. Ao passo que foi eliminado do Paulista, o treinador se vê mais uma vez balançado na posição.

Você acredita que Fernando Diniz é o técnico ainda para o São Paulo? Ou seria interessante o clube buscar uma nova alternativa, como o Ramírez, do Del Valle, por exemplo.

”Diniz não pode entregar mais nada. Teve tempo, teve apoio, jogadores, tudo. E foi mal. Da pra contar nos dedos de uma mão quantas partidas realmente boas o São Paulo fez em dez meses. Ele pode continuar até o fim do ano com esta diretoria. Mas o novo presidente vai mudar”, disse.

TIRONI COMENTA SOBRE AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NO SÃO PAULO

O São Paulo vive em crises políticas há anos. Contudo, a atual gestão do Presidente Leco tem sido a mais contestada, de longe. Além disso, os dirigentes Pássaro e Raí são alvos de grandes críticas por parte da torcida. Dessa forma, o jornalista comenta sobre o pleito, que ocorrerá esse ano.

O São Paulo tem 2020 como um ano de decisão. Tanto dentro de campo, quanto fora. O que você espera dos candidatos? Acha que dessa vez tem bons nomes no pleito, para enfim por o clube em ordem?

”Só tem um candidato até agora, o Julio Casares. Que apoiou o Leco e agora é oposição.  A atual diretoria é tao ruim que qualquer um pode fazer melhor. Então há esperança de melhorar”, comentou.

EDUARDO TIRONI COMENTA SOBRE O NOVO TÉCNICO DO FLAMENGO

Após a saída de Jorge Jesus, o Flamengo, sob liderança de Marcos Braz e Bruno Spindel, iniciaram a busca por um novo técnico para o clube. Nesse ínterim, muitos nomes foram citados, entre eles: Marcelo Gallardo, do River Plate, Miguel Ángel Ramírez, do Del Valle, Carlos Carvalhal, ex- Rio Ave, Leonardo Jardim e Marcos Silva, ambos desempregados. Contudo, o acerto foi com Domènec Torrent, técnico catalão que, por 10 anos, foi auxiliar de Pep Guardiola no Barcelona, Bayern de Munique e Manchester City. O seu trabalho como treinador foi no New York City, da MLS, em 2019.

Após a saída de Jorge Jesus, o Flamengo encaminhou a contratação de Domenec Torrent. Acha que é uma boa aposta? Ou poderiam ter focado em técnicos sul-americanos/brasileiros?

”Acho uma boa aposta. Eu não apostaria em nenhum treinador brasileiro no caso do Flamengo. O nível que o time alcançou é outro. Nenhum brasileiro poderia manter”, finalizou.

Foto Destaque: Reprodução/MeiaHora

Matheus Aquino

Sobre Matheus Aquino

Matheus Aquino já escreveu 137 posts nesse site..

Matheus Aquino, 19 anos, estudante de Jornalismo - 2° período na UFPB. A paixão pelo jornalismo surgiu desde pequeno. Aos 17 anos entrou para uma rádio comunitária com um programa chamado Na Marca do Pênalti, onde era apresentador. No ano seguinte, ingressou no principal site de seu município como colunista de esportes e repórter jornalístico. Em 2019, entra para uma outra rádio local, dessa vez, fazendo comentários todos os domingos sobre futebol. A facilidade na escrita e a intimidade com o microfone e as câmeras tornaram o jornalismo ainda mais a sua paixão.

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Matheus Aquino, 19 anos, estudante de Jornalismo - 2° período na UFPB. A paixão pelo jornalismo surgiu desde pequeno. Aos 17 anos entrou para uma rádio comunitária com um programa chamado Na Marca do Pênalti, onde era apresentador. No ano seguinte, ingressou no principal site de seu município como colunista de esportes e repórter jornalístico. Em 2019, entra para uma outra rádio local, dessa vez, fazendo comentários todos os domingos sobre futebol. A facilidade na escrita e a intimidade com o microfone e as câmeras tornaram o jornalismo ainda mais a sua paixão.

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