Entrevista exclusiva de Carol, jogadora do Flamengo

Carolina Pereira, ou simplesmente Carol, chegou ano passado ao Flamengo, após uma peneira que ocorreu em abril de 2019, onde foram selecionadas meninas para o primeiro time feminino sub-18 da história do clube. Então,  a jogadora macaense sentiu alguma dificuldade no início, porque precisou sair de sua cidade natal e por sentir falta da família e amigos.

Entretanto, já adaptada, em entrevista exclusiva ao Futebol na Veia, a jogadora que tem seu pai e seu padrinho como grandes inspirações para seguir no futebol, falou um pouco sobre a sua carreira, futebol feminino e suas pretensões. Atualmente com 18 anos, a jogadora do clube rubro-negro sonha com grandes conquistas, sem deixar de lado suas raízes.

ENTREVISTA EXCLUSIVA – CAROL

Qual é a sua relação com o futebol? Sempre jogou? Conte um pouco da sua história.

“Comecei a jogar com nove anos sozinha em casa ou nas praças. Pedi pra minha mãe me colocar em alguma escolinha, mas só tinha categoria masculina. Fui assim mesmo. Meu início pra valer foi em um projeto na praça Washington Luiz, em Macaé, com o treinador Clayton Moraes. Aos 14, entrei em um time feminino de Beach Soccer (Macaense) e aos 16 em um de futsal (New Macaé).”

Algo mudou na sua vida depois que foi contratada pelo Flamengo?

“Mudou totalmente. Tive contato com profissionais de alto nível que me deram total suporte fisicamente e taticamente. O nível do meu futebol aumentou bastante, portanto, fica aqui minha gratidão ao Marcos Gaspar e ao André Cavalcanti.”

Atualmente, o Flamengo é visto como um clube muito forte na América do Sul e está em grande evidência no futebol nacional. Assim, o quanto isso influencia no futebol feminino?

“O Flamengo é gigante e muito respeitado por todos pela sua grandeza independente da categoria. Isso influencia bastante, dá bastante visibilidade e temos muito mais apoio da torcida.”

E nas categorias inferiores? Também existe essa influência? As jogadoras mais jovens sentem que podem aplicar o modelo de jogo do time profissional também?

“Desde a base temos ótimos profissionais que estão sempre à nossa disposição para ajudar a exercer o trabalho com excelência. O objetivo é ingressarmos no adulto. Claro que tem influência, pois faz sermos mais respeitadas nas competições.”

Carol - Flamengo
Carol – Flamengo

O futebol feminino ainda não é visto com o mesmo prestígio do masculino. Porque você acha que isso acontece?

“Há diversos motivos e um deles é o preconceito de achar que futebol é pra homem, mas com o passar dos anos, essa ideia vem sendo desconstruída. Infelizmente é um processo lento, mas acredito que daqui alguns anos não haverá mais diferença. Já provamos diversas vezes que somos capazes.”

A pandemia em que vivemos fez o futebol ficar paralisado durante muito tempo e afetou diversas competições. Você acha que isso pode influenciar no desempenho das jogadoras na volta dos jogos?

“Nada será como antes e com certeza vai afetar, mas cada um fez o que pode para manter o condicionamento físico em casa. É lógico que há uma diferença muito grande de treinar no campo, porém, fizemos tudo que podíamos dentro do nosso limite de espaço e segurança, para não corrermos riscos.”

Quais são suas projeções na carreira?

“Ganhar muitos títulos de expressão pelo Flamengo e ser convocada para a seleção brasileira.”

Qual a mensagem que você pode deixar para as meninas que sonham em ser jogadoras de futebol?

“Acreditem no sonho de vocês, por mais que seja muito difícil, não é impossível. Treinem dias após dia para aproveitarem a oportunidade quando ela surgir.”

Carol - Flamengo
Carol – Flamengo

Foto destaque: Reprodução/Flamengo

Celso Junior
Sou Celso Junior, carioca e moro em Rio das Ostras - RJ. Sou pai da Maria Sofia e amante do futebol, esporte o qual vivo desde criança. Sou professor, treinador, e estudo intensamente o futebol em suas diversas áreas.

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