Difundindo o futebol: Charles Miller

Conhecido como “Pai do Futebol” em nosso país, Charles Miller foi um filho de um escocês com uma brasileira de origem inglesa. Essa mistura resultou neste paulistano tão inteligente a ponto de trazer para o país verde e amarelo o Football, esporte nascido na Inglaterra que seria, futuramente, conhecido como FUTEBOL. Logo, o Brasil se tornou o país do futebol.

F – Futebol
U – Uma
T – Tremenda
E – Epopeia
B – Bilateral
O – Originalmente
L – Linda

Esta deveria ser a sigla para futebol. Um esporte que mistura emoções, mexe com corações, mas, acima de tudo, enlouquece o amante deste esporte. As epopeias envolventes, os dois lados do espetáculo, sendo o mandante e o visitante lutando 11 x 11 por um único objetivo que é o gol. Depois a vitória, em seguida os títulos e, posteriormente, a glória. Ah… Que história!

O “cara” nasceu aqui no Brasil, foi estudar aos 10 anos na Inglaterra, aprendeu a jogar futebol na Bannister Court School, onde foi jogador, árbitro e dirigente desde o princípio. Além de difundir o futebol por aqui, fundou a Associação Paulista de Tênis. Tentou introduzir o pólo aquático, algo que não deu muito certo a princípio. Miller aprendeu vários esportes naquela escola. Tanto que foi um ‘cricketer’ famoso, consagrado tenista e temível ‘rugby player’. Entretanto, o críquete não pegou no Brasil. Mas, no caso do Rugby, ele também é considerado o “Pai do Rugby” no Brasil.

Charles Miller

Charles William Miller foi “o cara”, como já disse anteriormente. Ele trouxe uma bola de futebol, uma de rugby, um livro de regras de futebol, uma bomba de encher bolas, um par de chuteiras e dois jogos de uniformes para sua pátria amada, já sabendo que o povo brasileiro se apaixonaria, assim como ele se apaixonou. Então, no dia 14 de abril de 1895, na Várzea do Carmo, no Brás, em São Paulo, foi realizada a primeira partida de futebol do Brasil, disputada de forma organizada, entre os funcionários da Companhia de Gás de São Paulo (Gas Company of São Paulo) e da Companhia Ferroviária de São Paulo (São Paulo Railway Company) onde o São Paulo Railway, time de Charles Miller, venceu por 4 x 2.

Ainda foi fundamental na montagem do time do São Paulo Athletic Club (SPAC) e na Liga Paulista de Futebol, a primeira liga de futebol no Brasil. Assim, com ele como artilheiro, o SPAC ganhou os três primeiros campeonatos (1902, 1903 e 1904). Charles jogou no clube até 1910, quando encerrou a carreira. Depois disso, o pai do futebol brasileiro ainda atuou como árbitro.

Temos que reverenciar este “ser” que apresentou este esporte lindo pra gente

Mas este esporte que é uma tremenda ferramenta de mudança na sociedade, afasta as crianças da criminalidade, das drogas e da violência, e ainda atribui a eles um futuro, lhes traz a salvação de um mundo sem equidade, além de ensinar respeito, disciplina e lealdade. Inspira sonhos, mas também mostra a realidade. Faz sonhar que se tornará um grande atleta ou que seu time será campeão… E ver que, por circunstâncias da vida, esta “vitória” lhe escorre pelas mãos. Eis que te superas. Mostra-se outra pessoa. A derrota lhe trouxe motivação. Pois no esporte a de cair e não desistir. Por instantes chorar, mas em seguida, sorrir. Acreditar que a vitória está ganha e no minuto final… Aquele balde de água fria. Que faz de quem errou o vilão e leva o herói à idolatria.

Queremos hoje e sempre esporte e sociedade de mãos dadas, unidos e jamais sozinhos

Futebol engloba tudo. União em geral. Tenta fazer de cada evento um show de entretenimento e marketing, afim de levar o melhor para quem assiste. É mágica! Religião! Pressão! Drama! Ficção! Ação! Comédia! Cinema! História! Futebol nada mais é que a arte! Mas a arte de se sentir bem! É poesia pura! Uma vibração eufórica que arrepia todos os pelos do corpo, deixa seu coração pulsando a milhão e no seguinte instante… Solta o grito de “É CAMPEÃO”.

É o suor da luta pelo sucesso. O sangue da raça escorrendo em seu rosto ou suas mãos. É o tentar e não conseguir, o apanhar e reagir. A adrenalina te invade e faz sentir que pode tudo, até voar. E você pode! Voar em busca dos seus sonhos. Como fez Charles Miller ao sonhar que este esporte daria certo no Brasil. E deu! Portanto, hoje em dia, em frente ao Estádio do Pacaembu, existe uma praça com seu nome, dada sua importância histórica no Brasil.

Já imaginou como seria sua vida, amante do futebol, sem Pelé, Garrincha, Didi, Tostão, Rivellino, Zagallo, Evaristo de Macedo, Jairzinho, Carlos Alberto Torres, Nilton Santos, Djalma Santos, Leão, Sócrates, Zico, Falcão, Júnior, Taffarel, Romário, Bebeto, Ronaldo, Rivaldo, Cafu, Roberto Carlos, Ronaldinho, Kaká, Neymar…

Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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