Neste sábado (10), o Bahia encarará o São Paulo, no Morumbi, às 19h, pela décima primeira rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo coloca frente a frente dois tricolores em momentos distintos. O Tricolor de Aço ocupando a sexta colocação, com nove pontos a mais que o adversário, que beira o rebaixamento. O encontro terá um gosto especial para Júnior Chávare, gerente de futebol do Bahia, que em 2015 atuava como coordenador de base em Cotia, conhecendo bem o adversário, que utiliza diversos jogadores prata da casa.
Contratado no início de março pelo Bahia, Júnior Chávare, gerente de futebol profissional, reforçou a comissão técnica do Bahia para ajudar a montar o elenco da temporada 2021. Em conjunto com os dirigentes, Chávare buscou no mercado reforços pontuais e consolidou a equipe de transição, conseguindo colher os bons frutos coletivos. Ao passo que o clube conquistou a Copa do Nordeste, maior torneio regional de clubes do Brasil, está na quarta fase da Copa do Brasil e está na zona de Libertadores no Brasileirão.
A base e sua importância
Muito reconhecido pelo trabalho feito em categorias de base do Brasil, como Grêmio, São Paulo e Atlético/MG, Chávare não deixou de lado sua experiência quando assumiu o profissional do Bahia, pelo contrário, criou uma integração, fortalecendo o time de transição (aspirantes). Na decisão do Nordestão, por exemplo, Matheus Teixeira, goleiro, e Renan Guedes, lateral direito, do Sub-23, tiveram boas atuações e foram importantes para a conquista do título.
No Brasileirão, também se destacam Gustavo Henrique, zagueiro, Matheus Bahia, lateral esquerdo e o volante Pablo. Os atacantes Ronaldo e Marcelo também fazem presença constante no time, ainda não sendo promovidos de forma fixa.
“A integração do time de transição com o elenco principal está nos ajudando a revelar grandes atletas e suprir as necessidades do treinador, temos sempre jogadores atuando em alto nível do Sub-23 para que possam completar elenco, por qualquer desfalque. Sempre buscamos boas oportunidades no mercado e conseguimos trazer jogadores de qualidade, sem nenhuma loucura econômica”, contou.
Retrospecto profissional
Na bagagem, Júnior tem passagem pelo Grêmio, time no qual levou o técnico André Jardine, atual técnico da Seleção Brasileira olímpica. Enquanto, no processo de lapidação entre base e profissional, a dupla promoveu atletas de 17 a 20 anos, entre eles, Wallace, Pepê, Everton Cebolinha e Arthur.
Assim sendo, em 2015, Chávare recebeu proposta para ser o coordenador da base do São Paulo. E, novamente ao lado de Jardine, o time sub-20 ganhou os títulos da Copa Libertadores, duas Copas do Brasil, duas Copas Rio Grande do Sul, Campeonato Paulista e uma Copa Ouro. Além disso, nesta época, o dirigente lapidou jovens do quilate de Eder Militão, David Neres, Luís Araújo, Lucas Fernandes, todos na Europa.
Atualmente, no elenco profissional do São Paulo, todos os jogadores “MadeInCotia”, com exceção de Galeano, contratado mais recentemente, e Hernanes, que passou pela base são-paulina no início dos anos 2000, trabalharam com Júnior Chávare. Portanto, o profissional se orgulha de fazer parte da história dos atletas e também ter o reconhecimento deles, que fazem questão de manter o contato em todos os reencontros que o futebol proporciona.
“É uma realização profissional. Sem dúvida esses atletas, que vi surgir desde sub-11 até o Sub-20, com passagens pela Seleção Brasileira, alguns já na Europa, provam que tudo que idealizamos como método, processo e foco estão sendo atingidos. Mais do que isso, o trabalho realizado no São Paulo, assim como em outros clubes que passei, estão chegando ao objetivo final, que é entregar jogadores pontos aos times pós base. Espero continuar neste nível de profissionalismo e produzindo mais ainda pelo Bahia”.
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