Brasileiros são vendidos cada vez mais cedo para a Europa

- Mas estas transferências para o futebol europeu feitas precocemente não são exclusividade brasileira
Brasileiros, como Éverton Cebolinha, são vendidos cada vez mais cedo

A Europa é o destino certo para os grandes jogadores do futebol mundial. Mas isso é porque o poder aquisitivo dos clubes europeus atrai cada vez mais jovens promessas do esporte mundial. Assim, com os brasileiros não é diferente. Desta forma, a cada ano que passa, vemos revelações irem para os países do Velho Continente cada vez mais jovens. 

Nesta temporada, por exemplo, o garoto Rodrygo, de apenas 18 anos, foi apresentado pelo Real Madrid e fará parte do elenco do time B espanhol até ganhar uma chance na equipe principal. Ele seguirá os passos de Vinícius Júnior, que chegou ano passado ao time madrilenho, com 17 anos, e hoje faz parte do elenco galáctico comandado por Zinédine Zidane. 

Mas estas transferências para o futebol europeu feitas precocemente não são exclusividade dos brasileiros. De mesmo modo, na América do Sul, isto também acontece com frequência. O exemplo mais recente foi a saída do jovem argentino Lautaro Martínez, de 21 anos. Ano passado o atacante do Racing, na época com 20, se destacou na disputa da Libertadores e chamou a atenção dos italianos, que o contrataram para a Inter de Milão. Martínez foi um dos destaques da 3ª colocada Argentina na última Copa América. 

O principal motivo da transferências rápidas dos futuros craques para a Europa é a vitrine. As ligas europeias e a Liga dos Campeões são os maiores campeonatos do mundo. Assim, são as competições que reúnem craques de várias nacionalidades e que atraem o olhar de investidores, olheiros e treinadores. A chance de ingressar na seleção do seu país é melhor jogando na Europa.

Cebolinha, a bola da vez

É uma questão de tempo. Nos próximos dias, Everton Cebolinha estará se despedindo do Grêmio para atuar no futebol europeu. E o destino do jovem craque poderá ser o Milan, que tem muito interesse em contar com o camisa 11 do Tricolor. 

Mesmo a falta de interesse do público na Copa América não foi suficiente para afastar os olhos dos times europeus do craque do Grêmio. A excelente atuação do atacante com a camisa da Seleção Brasileira acabou com qualquer chance do jogador permanecer no Brasil. E isso não é de graça. Além de ser destaque e terminar como artilheiro da Copa América com três gols, Cebolinha é um dos grandes nomes do Grêmio nas últimas temporadas, vencendo torneios importantes brasileiros, como a Copa do Brasil 2016, a Libertadores da América 2017 e a Recopa Sul-americana de 2018. Foram 148 jogos pelo clube gaúcho com 38 gols.

Enquanto nenhuma proposta chega, Everton segue atuando no Grêmio. Esta espera pode ser ruim para o jogador. Ele já foi proibido de dar entrevistas pelo técnico Renato Gaúcho. 

“As propostas precisam chegar e agradar ao clube. Quem está falando que o Everton sairá? Pedi para tirá-lo do foco, das entrevistas. Se ele sair, será normalmente, mas não adianta 15 milhões de euros, 20 milhões de euros, 25 milhões de euros. Propostas podem chegar. Cheguem com uma boa, aí o clube pode conversar”, disse o treinador.

Campeões no mercado

Além de Cebolinha, outros jogadores campeões pela Seleção Brasileira estão no mercado em busca de um novo clube. O primeiro deles é o capitão Daniel Alves, um dos destaques do time de Tite na Copa América. Desde o fim da temporada europeia, o baiano de 36 anos já tinha confirmado sua saída do Paris Saint-Germain. Seu futuro ainda está sendo negociado, mas é bem possível que o seu destino seja a Premier League, no Manchester City, time comandado por Pep Guardiola.

Outro jogador que procura novo clube é Filipe Luís. Revelado pelo Figueirense, o jogador do Atlético de Madrid poderá fazer o caminho inverso e já demonstrou interesse em voltar a jogar em clubes brasileiros. O Flamengo negocia sua contratação desde então, mas por enquanto sem sucesso. O ala ainda tenta permanecer na Europa, mas o acerto continua incerto. O Barcelona já descartou a contratação. Esta novela deve terminar nos próximos dias.

Fora do grupo campeão da Copa América, Neymar também busca um novo clube. O jogador não se reapresentou ao PSG e sua saída é dada como certa. Seu destino pode ser novamente a Espanha. Além do Barcelona, o Real Madrid pode estar interessado em contar com o jogador. Segundo informações, o clube de Madri estaria esperando os últimos dias da janela de transferências para fazer a melhor proposta. Será?

As maiores transferências são de brasileiros

Neymar ainda segue como a transferência mais cara de um jogador brasileiro, por 222 milhões de euros, do Barcelona para o PSG em 2017. Contudo, outro brasileiro está no ranking. Philippe Coutinho segue na 2ª colocação com 145 milhões de euros, do Liverpool para o Barcelona em 2018. 

Então, pasmem. Na 3ª posição está novamente Neymar, com os seus 88 milhões na transferência do Santos para o Barcelona em 2013. O goleiro Alisson Becker aparece em quarto com 75 milhões de euros para sua troca da Roma para o Liverpool em 2018. Fechando o top 5 aparece Oscar, com os 74 milhões de euros gastos com sua transferência do Chelsea para o Shanghai SIPG em 2017.

Entretanto, a negociação de Everton com o futebol europeu pode render bem para os cofres do Grêmio e a transferência deve entrar no ranking das cinco maiores. Agora é só aguardar. 

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.

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