Honda estreia balançando as redes, mas Botafogo só empata com o Bangu (Foto: Foto: André Durão/GloboEsporte.com)

Nesta temporada, o Botafogo agitou o mercado da bola por ir atrás de contratações ousadas e até certo ponto peculiares. Em 2020, a contratação impactante foi a chegada do japonês Keisuke Honda, que estava há um ano sem atuar e chegou até e treinar a Seleção do Camboja, pois já não vislumbrava uma carreira ainda como jogador. Mais recentemente, o Glorioso foi atrás de Arjen Robben, Yaya Youré e Obi Mikel, além de anunciar Salomon Kalou.

O mais recente é Salomon Kalou, marfinense que ficou conhecido no mundo do futebol por defender o Chelsea. Porém, o atleta sempre foi tratado com mais mídia por ser uma grande promessa do futebol inglês, do que propriamente por atuações de alto nível. Isso retrata a política errada que o Botafogo tomou para fazer as suas contratações.

O Botafogo tem a maior dívida do futebol brasileiro, como resultado ficando atrás apenas do Cruzeiro, que teve um 2019 que todos os adeptos do esporte já sabem. Ao invés dos diretores procurarem meios de arrecadação, um bom projeto de marketing, revolucionar o sócio torcedor, preferiu o caminho mais curto e perigoso.

BOTAFOGO E O CAMINHO PERIGOSO

Contratações deste tipo devem ser feitas com cuidado, pois a margem para dar errado é gigantesca. Vale lembrar, que Keisuke Honda estava praticamente aposentado e foi contratado por mídia, não houve qualquer plano de marketing, de aproveitar a marca do jogador, principalmente no Japão, seu país natal e onde é conhecido.

Se contratou o jogador apenas para ”lacrar” em meio a um Flamengo que estava começando sua dominância no futebol brasileiro. Contratar jogadores em final de carreira não será a solução para o Botafogo, não diminuirá o abismo que os dois clubes tem entre eles no momento.

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JOGADORES SEM ACRÉSCIMO TÉCNICO

Yaya Touré desde a sua saída do Manchester City não conseguiu se firmar em nenhum clube. Além disso, era mais um a ficar pouco mais de um ano sem atuação. Salomou Kalou até está em uma liga mais forte, como a alemã, mas sequer conseguiu ter um mês de destaque por lá, ou pelo Lille onde esteve anteriormente.

O que valeria mais para o clube, o que poderia ter mais retorno? Investir em uma promessa da base, dar oportunidades e vendê-lo no futuro para conquistar meios de aliviar a crise financeira ou pagar um salário questionavam a um jogador que dificilmente dará retorno técnico.

O Botafogo está carente, precisa de cuidados e ser tratado para voltar as glórias que tanto marcaram a sua história. O clube é gigante, e precisa voltar a ser protagonista, mas não será com jogadores em final de carreira que o torcedor vai se contentar. Ao invés de iludir seu patrimônio com a política de pão e circo, cuidem das finanças, da instituição. O projeto de retomada de títulos deve ser um plano longo, não será tampado por atletas que já foram badalados.

Foto Destaque: Reprodução/André Durão/Globoesporte.com

Alexsander Vieira
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