Jonathan Doin, o Paulo Miranda

Da cidade de Castro, localizada nas margens do Rio Iapó, sairia alguém que brilharia do sul ao nordeste do Brasil, chegando até aos campos de futebol austríacos na Europa. Nascido no dia 16 de agosto de 1988 com o nome de Jonathan Doin, foi batizado pela vida como Paulo Miranda. Sendo assim, completando 32 anos, a coluna Parabéns ao Craque homenageia o zagueiro e lateral-direito em mais um aniversário do atleta.

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INÍCIO DE CARREIRA

Iniciando sua carreira profissional em 2007 no Iraty, clube do interior do estado do Paraná, o atleta deu partida a um sonho de muitos com apenas 19 anos. Um sonho de garoto que se tornaria realidade, graças à versatilidade que o jogador apresentou dentro dos campos, ajudando a defender as redes de todos os clubes que passou e até marcando alguns gols durante essa caminhada.

Antes de se tornar atleta profissional, Jonathan passou por diversas dificuldades. Já carpiu lotes e foi servente de pedreiro para ajudar seu pai a levar comida para dentro de casa, mas morar nos fundos de uma escolinha de futebol foi o ponto de partida que mudaria sua vida. Porém, ele poderia ter sido apenas mais um dentre muitos que sonham em melhorar de vida fazendo o que amam.

Contudo, uma reviravolta durante um teste de futebol fez com que tudo mudasse. Assim, chegou para a peneira como centroavante e saiu como zagueiro, a posição em que se encontraria por um acaso e que interessaria os olheiros que ali estavam. Nesse dia, o ainda Jonathan Doin iniciaria um sonho: ser jogador de futebol.

Jonathan Doin, o Paulo Miranda, durante sua passagem no Palmeiras (2008-2009). Foto: Reprodução/Fernando Pilatos/Gazeta Express

Durante sua passagem pelo Iraty, ele ganhou o nome pelo qual ficou conhecido, durante uma conversa com o técnico Karmino Colombini.

Jonathan Doin não dá! Você, um negão desse tamanho, quem vai respeitar com esse nome?'. Daí ele começou a falar uns nomes e chegou em Paulo Miranda. Pegou na hora! Todo mundo começou a me chamar assim, e eu sempre atendia”, relatou o atleta durante entrevista à ESPN.

E ELE FEZ SEU NOME!

Suas passagens nos clubes de juventude foram breves, já que não demorou muito a ser notado pelos clubes da elite do futebol brasileiro. Porém, com a ida ao Verdão em 2008, um breve trauma que poderia desestabilizar muitos, se não fosse por sua resiliência utilizando suas chuteiras. Logo em sua estreia na Copa Sul-Americana pelo Palmeiras, uma derrota dentro de casa, no ainda estádio Palestra Itália, que se transformou em Allianz Parque anos mais tarde.

Apesar do que aconteceu, Paulo Miranda seguiu sua jornada. Sendo assim, após representar o Palmeiras, ainda vestiu a camisa do Oeste e do Bahia. No Tricolor de Aço, começou a ser sondado pelo Tricolor Paulista. Com apenas seis meses no clube nordestino, foi contratado pelo São Paulo, onde ficaria por mais quatro anos e construiria história com seus 138 jogos.

Pelo esquadrão do Morumbi, foi campeão da Copa Sul-Americana e da Eusébio Cup, em 2012 e 2013, respectivamente. A partir de 2015, tomou novos rumos e jogou na Europa, pelo Red Bull Salzburg, da Áustria. Dessa forma, lá, conquistou o título do Campeonato Austríaco e partiu para o Grêmio, em 2018.

Ainda representando o Grêmio, Paulo Miranda conquistou o que jamais imaginaria quando ainda ajudava seu pai como servente de pedreiro. De um lugar humilde, conquistou quatro títulos pelo clube de Porto Alegre. Entretanto, isso não foi o mais importante: seu trabalho permitiu a melhora de vida de sua família, sobretudo, de seus filhos, Pedro Henrique e Maria Victoria, por quem é movido e faz um trabalho duro dentro dos campos.

Foto Destaque: Reprodução/Paulo Miranda

Giulia Cavalheiro
Meu nome é Giulia Cavalheiro, tenho 18 anos e sou estudante de Jornalismo - 3° semestre da UFSM. No meio de uma confusão para decidir qual carreira seguiria na vida, juntei a minha paixão por escrever e pelo futebol para escolher qual caminho seguiria. De São Paulo, deixei tudo para trás e me mudei para o Rio Grande do Sul afim de seguir meu sonho no jornalismo.

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