Atlético-MG é condenado a pagar dívida milionária a Ricardo Oliveira (Foto: Denis Dias/Gazeta Press)

Depois de rescisão contratual com o Atlético-MG em julho deste ano, Ricardo Oliveira levou o clube à Justiça do Trabalho. Inicialmente, a primeira audiência entre o Galo e o atacante terminou sem acordo na 27ª Vara de Justiça do Trabalho de Belo Horizonte. Assim, na ocasião, o jogador de 40 anos pedia cerca de R$ 3,7 milhões. Agora, na terça-feira (3), o Atlético-MG foi condenado a pagar R$ 3 milhões ao centroavante.

Além disso, o atleta também havia pedido danos morais, entretanto, acabou sendo indeferido pelo juiz da 27ª Vara do Trabalho da capital mineira. A decisão, contudo, cabe recurso. O valor estabelecido se refere a salários atrasados (de março a julho de 2020), férias proporcionais de 2020, FGTS de rescisão, recolhimento de FGTS (de março a julho de 2020) e, por fim, multa compensatória desportiva. Além disso, abaixo listamos as outras reclamações do atual atacante do Coritiba. Para ler o processo na integra, clique aqui.

  • Salários de março a julho de 2020;
  • 7/12 de férias proporcionais de 2020 mais 1/3;
  • 7/12 de salário trezeno de 2020;
  • FGTS da rescisão (exceto férias indenizadas);
  • depósitos de FGTS de março a julho de 2020;
  • multa de 40% do FGTS de todo o período contratual;
  • multa compensatória desportiva, no valor equivalente aos salários dos meses de agosto a dezembro de 2020, com observância do salário vigente no mês julho de 2020.

https://twitter.com/coritiba/status/1311702638350786560?s=21

Ricardo Oliveira no Atlético-MG

Em síntese, Ricardo Oliveira não jogava pelo Atlético desde 14 de março deste ano, quando atuou na partida contra o Villa Nova, pela 9ª rodada Campeonato Mineiro. Além disso, no jogo, o camisa 9 desperdiçou uma cobrança de pênalti. Entretanto, mesmo assim, o Galo venceu o duelo por 3 x 1. Por fim, pelo Alvinegro mineiro, o atacante fez 110 jogos e marcou 37 gols.

Com a chegada de Jorge Sampaoli ao time de BH, Ricardo Oliveira não teve muita oportunidades. Embora tenha entendido o lado do treinador, o centroavante se sentiu desrespeitado e declarou que faltou comunicação por parte presidente Sérgio Sette Câmara e do diretor de futebol Alexandre Mattos sobre sua situação no clube.

“Não fazer parte dos planos do treinador faz parte do futebol. Tenho 20 anos de carreira profissional e sei que é assim. Mas a forma com que eu fui tratado, não. […] Não recebi nenhuma ligação de diretor de futebol, de presidente, para falar a mim: ‘Ricardo, nós não contamos com você e não queremos que você se reapresente'. Não recebi ligação. Fizeram contato com o meu advogado dizendo que o Ricardo não estava nos planos do treinador, e vamos buscar uma saída. Até aí, tudo bem, não vejo problema nenhum. Mas, me proibir de treinar, isso foi o que mais me chateou. Até porque eu não fiz nada, não dei motivo nenhum para ser excluído desse jeito”, declarou Ricardo Oliveira em entrevista ao Seleção SporTV, no final de setembro.

Foto destaque: Reprodução/Denis Dias/Gazeta Press

Danyela Freitas
Danyela Freitas
Sou goianiense, graduada em Letras pela Universidade Federal de Goiás (UFG), pós-graduada em Jornalismo Esportivo pela Estácio-SP e tenho três grandes paixões: a escrita, a leitura e o esporte (não necessariamente nessa ordem).

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