Alex Alves, de comandado a comandante

Alex Alves, de comandado a comandante

Na semana passada, o Futebol na Veia divulgou sobre a troca de treinador do Clube Atlético Juventus, time que disputa a segunda divisão do Campeonato Paulista de 2018. Pouco tempo depois o anúncio do treinador chegou, e a bola da vez no comando técnico do tradicional time da Mooca, é Alex Alves.

Os primeiros passos como treinador

Nascido no Paraná, na cidade de Barbosa Ferraz à noroeste do estado sulista, o ex-jogador foi ídolo e artilheiro por onde passou. Começou no próprio Juventus em 1996, depois passando por Bahia, Portuguesa, Cruzeiro, Juventude, Brasiliense, Madureira, Denizlispor-TUR e Botafogo. No time carioca foi onde sua marca se eternizou, já nos anos 2000. O ex-jogador agora na carreira de treinador, falou em entrevista exclusiva ao nosso site e contou sobre as novas experiências no futebol e sobre a importância de assumir um cargo importante no clube que o revelou. Revelou que ainda dá uma pontinha de vontade de estar dentro das quatro linhas

Eu gostava de jogar muito, mas a sensação de ser treinador, quando você põe seu plano de jogo e o time segue para fazer. Quando sai um gol então é emocionante. Vou te falar, tô querendo jogar muito.

Foto: Lance.com

Há pouquíssimo tempo no cargo de treinador do tradicional clube paulistano, Alex Alves já fala em direção da torcida, e diz o que esperar do Moleque Travesso sob seu comando:

Esperar trabalho duro. Futebol hoje em dia sabemos que está carente de técnica, jogadores que desequilibram o jogo. Eu gosto de um time alegre. Falo para os jogadores ousarem mais e tentarem jogadas de efeito, porém com responsabilidade. Futebol se define mais atualmente pela força e velocidade, aí vem o esquema tático para suprir as necessidades.

O futebol de hoje em dia preza muito mais pelo esquema tático, do que pelo próprio talento do atleta, mas Alex busca levar aos seus jogadores, algo diferente do que é feito atualmente:

[Espero] Trazer esse futebol alegre, para frente, ofensivo. Quero fazer um time competitivo. Não será da noite para o dia, mas vamos trabalhar muito para isso.

Foto: Marcelo Germano/Juventus

Como jogador lembranças boas por onde passou

Falando mais de sua carreira como jogador, Alex Alves dentre outros títulos que conquistou, esteve presente no time do Cruzeiro de 2003, que ganhou a inédita tríplice coroa no Brasil (campeão mineiro, da Copa do Brasil e campeão brasileiro daquele ano). Quando perguntado sobre o momento mais marcante da carreira, relata momentos daquele ano.

Era uma equipe muito forte. Vanderlei Luxemburgo na época brincava dizendo que se colocasse o time titular e o reserva para disputarem o campeonato, um seria campeão e o outro vice. Eu, Alex Dias, Felipe Melo, Zinho, Maicon, então você nota a qualidade do elenco.

Rumo à Turquia

Após esse grande momento, foi parar na Turquia, mais precisamente no Denizlispor, clube que na época disputava a primeira divisão do país. Nesta temporada o clube está na zona do rebaixamento da segunda divisão, em 17º lugar. Alex Alves tem boas memórias do tempo em que ficou lá, mas confessa que sentiu falta de algo do Brasil.

[Foi uma] passagem muito boa. Eles têm um futebol dinâmico, forte, pegada constante e os campos excelentes, casa cheia. Eles são malucos por futebol num nível diferente dos brasileiros. Senti falta do feijão com arroz (risos), o churrasco, aquela resenha. Eles têm as particularidades e temos de nos adaptar a isso. Todo país tem suas culturas e costumes, é sempre importante respeitar e, além disso, os turcos são muito acolhedores.

Em sua chegada na Turquia, Alex se deparou com uma estrutura que pode ser muito bem comparada com grandes clubes do nosso futebol, mesmo não sendo um dos times do alto escalão do futebol turco. O nosso entrevistado comenta mais sobre o que viu ao chegar no então novo clube.

Eu achei que quando chegasse lá não teria uma grande estrutura para trabalhar. Quando eu cheguei lá rapaz (risos), vou te falar. A estrutura deles, fora do normal, era de primeiro mundo. Três campos excelentes, integração de academia, refeitório. Qualidade que competia com grandes clubes no Brasil, o São Paulo que era referência na época, o Atlético-PR e outros.

Para o futuro, foco no trabalho

Para o futuro muito trabalho, mas Alex Alves já busca um título como treinador e sendo no Juventus, seria muito gratificante. Ao fazer uma breve lembrança dos seus títulos como jogador, chegando aos dias atuais, o nosso entrevistado fala sobre o que sonha para o momento e revela uma conversa com um grande amigo que também é treinador hoje em dia.

Como jogador tive oportunidade de ser campeão. Cheguei em outras finais, mas infelizmente não ganhei. Fui artilheiro do Campeonato Paulista jogando pelo Juventus. Acho que ganhar um título como treinador seria muito gratificante. Falei com o Carille sobre isso, a gente é muito amigo e fiquei muito feliz com o título dele ano passado. Você ser campeão como jogador e depois como treinador mostra que o trabalho foi bem feito e isso é a maior recompensa que um técnico pode ter, mas como disse o Pep Guardiola, as vezes não é o título que conta, mas sim a qualidade do futebol apresentado pela equipe e que a torcida gosta de ver.

Foto: Juventus
Ruan Silva

Sobre Ruan Silva

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Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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Ruan Silva
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Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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