Zetti, o paredão do Morumbi

De goleiro encostado no Palmeiras para ídolo tricolor. Zetti teve atuações memoráveis no São Paulo FC com defesas espetaculares. Os gritos de “Zetti!” nas arquibancadas do Morumbi ecoava após grandes defesas do camisa 1 que demostrou na sua carreira embaixo das traves, agilidade e técnica apurada no gol são paulino.

Chegou ao Morumbi, depois de uma lesão que o fez ficar no banco alviverde. A primeira oportunidade foi em uma excursão no México, aonde defendeu quatro pênaltis. O goleiro conquistou diversos títulos pela equipe, juntamente com Telê Santana que foi o treinador que bancou o arqueiro no elenco titular. Zetti conquistou o campeonato brasileiro de 1991, foi bicampeão do Paulista de 91/92, bicampeão da libertadores e mundial de 92/93, fez parte do tetracampeonato da seleção brasileira em 1994 como reserva de Taffarel. O goleiro é lembrado no Morumbi pelas defesas e por vestir a camisa do clube com honraria, mas para Zetti o São Paulo não foi apenas mais um clube na sua carreira “O São Paulo representa muito na minha vida. Vivi momentos marcantes, maravilhosos e pude dividir isso com a torcida”.

A Libertadores conquistada com a palma da mão

Em 1992 o tricolor buscava a sua primeira conquista da Libertadores da América, os clubes brasileiros não conquistavam o campeonato desde 1983 que foi vencida pelo Grêmio. O tricolor enfrentou o Newll´s Old Boys na final, perdeu o primeiro jogo por 1×0. A partida de volta foi no Morumbi, São Paulo levou á melhor nos 90 minutos, venceu por 1×0, gol de Raí. E foi nas penalidades que o camisa 1 foi decisivo e brilhou no Morumbi.

Nas penalidades o placar estava 3×2 para o tricolor. O zagueiro Gamboa do Newll´s Old Boys foi para cobrança na sua frente via o gol e Zetti, juntamente com a torcida que o vaiava. Gamboa cobrou no canto direito e Zetti pulou para marcar seu nome com a palma da mão, e colorir a América nas cores tricolor.

O sentimento de Libertadores

Após se aposentar em 2001, falou sobre o sentimento de ser campeão da Libertadores “ Jogar uma Libertadores é fantástico. Ela não era tão desejada pelos clubes até 1992, mas a nossa conquista foi um marco na história”. A libertadores é difícil até hoje, pouca organização, viagens desgastantes, fora a pressão da arquibancada. Zetti analisa que para vencer o campeonato, precisa ter vontade “A libertadores, para mim, vem logo depois da Copa do Mundo. É muito difícil, não tem favorito, é preciso ter raça e vontade antes de tudo. Acho que nasci na hora certa e cheguei ao São Paulo na hora certa. Nosso grupo era fantástico”.

Caio Souza

Sobre Caio Souza

Caio Souza já escreveu 28 posts nesse site..

Estudante de jornalismo, um apaixonado por futebol e NFL. Sonha em ser repórter na beira do gramado, assistir e jogar futebol nos finais de semana é uma obrigação. Fascinado por biografias de ex-jogadores, seu livro favorito “Alex, A Biografia”.

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