Zé Roberto é grande: os parabéns ao craque que completa 46 anos

- Nossas felicitações a um dos jogadores mais renomados e queridos do Brasil
Zé Roberto

Na nossa coluna Parabéns ao craque de hoje,  comemoramos o aniversário de José Roberto da Silva Junior, o Zé Roberto, astro do futebol mundial com passagens por grandes equipes do Brasil e estrangeiras, além da Seleção Brasileira.

Nascido na cidade de São Paulo, no dia 06/07/1974, o pioneiro da frase épica “O Palmeiras é grande, é um dos futebolistas mais queridos do Brasil. Encerrou a carreira em 2018 e atualmente é embaixador do Verdão, realizando ações de marketing pelo mundo, além de representar o clube em eventos, quando necessário. Anteriormente, ocupou o cargo de assessor técnico, onde atuava diretamente com os jogadores e a comissão técnica.

INÍCIO DA VIDA PROFISSIONAL

Começou nas divisões de base do Palestra de São Bernardo, no final dos anos 80. Na equipe, se destacou ao apresentar um futebol diferenciado, caracterizado pelos belos dribles e passes geniais. Desse modo, não demorou para chamar a atenção da Portuguesa, que logo o contratou para integrar suas categorias de juniores, no começo dos anos 90.

Em 1994,  fez à sua estreia como profissional pela Lusa. Contudo, seu auge aconteceu apenas dois anos mais tarde, em 1996. Após conquistar o oitavo lugar nas fases classificatórias do Brasileirão, com vitórias diante os mineiros, Cruzeiro e Atlético-MG, de inicio, posicionado na lateral-esquerda, o jovem rapaz levou a Portuguesa para a grande final. Simultaneamente, no duelo decisivo diante o Grêmio, o time venceu o jogo de ida por 2 x 0, mas na volta, foi derrotado pelo mesmo placar.

O critério de desempate era o alinhamento na classificação, em que o clube gaúcho ficou duas posições à frente. Apesar da derrota, ao fim do campeonato, Zé Roberto foi escolhido como o melhor lateral-esquerdo do torneio, ganhando assim a Bola de Prata. O prêmio fez com que o jovem, na época com apenas 22 anos, ganhasse destaque internacional, assim despertando interesse dos gigantes europeus.

A EUROPA

No mesmo ano em que chegou a final com a Lusa,  Zé Roberto se despediu. Com suas atuações de destaque, surgiu o interesse do Real Madrid que investiu alto para tê-lo em seu elenco. Transferiu-se oficialmente para os Madrilenhos, em janeiro de 1997.

A negociação efetivou-se em torno de nove milhões de euros, o equivalente a R$ 41,6 milhões, sendo assim, a maior transação do futebol brasileiro envolvendo um lateral esquerdo. Contudo, apesar da grande expectativa criada, seus resultados não saíram como o esperado. Com isso, acabou por ser pouco aproveitado nas partidas da La Liga, atuando em campo por apenas 23 oportunidades.

Zé Roberto
Reprodução/Sportsphoto Ltd. an

DE VOLTA AO BRASIL

Seu baixo rendimento, acabou resultando em seu retorno ao Brasil. Desse modo então, que na mesma temporada, Zé Roberto, desembarcou no Rio de Janeiro rumo ao Flamengo. Na equipe, chegou por empréstimo, para disputar o Campeonato Carioca de 1998.  Posteriormente, entre seus companheiros de elenco estavam os badalados, Romário, Palinha, Juan e seu ex-colega de Portuguesa, Rodrigo Fabri, todos sob o comando de Paulo Autuori. Pelo Rubro-Negro fez boas atuações e novamente despertou o interesse dos europeus. Após o termino do seu empréstimo com os cariocas, os Real Madrid  negociou seu passe com o futebol alemão. A partir disso, acabou por ser contratado pelo  Bayer Leverkusen.

DE VOLTA À EUROPA

No final da década de 90, apesar de algumas desconfianças, Zé Roberto conseguiu alcançar seu auge no futebol europeu. Atuando pelo Bayer Leverkusen, jogou ao lado de grandes personagens do futebol internacional como o centroavante búlgaro Dimitar Berbatov e o goleiro Hans-Jörg Butt.

A temporada também serviu para o craque cultivar uma grande amizade com o zagueiro brasileiro, Lúcio, que havia chegado do Internacional a pouco tempo. Sobretudo, na época, os jovens não imaginavam que futuramente seriam companheiros no Bayern de Munique, e formariam uma dupla vitoriosa pela Seleção Brasileira, treinada por Carlos Alberto Parreira.

Em suma, na equipe alemã foram várioas êxitos como o vice-campeonato Alemão em duas oportunidades (1998/99 e 2001/02), além da final da Liga dos Campeões contra seu ex-clube, Real Madrid.  Ainda passou por equipes como Hamburgo, além do árabe, Al- Ghafara, antes de retornar ao Brasil.

SELEÇÃO BRASILEIRA

Pela  Seleção Brasileira,  conquistou, a Copa América e Copa das Confederações. Além disso, também disputou a Mundial de 1998, sendo vice-campeão, atuando ainda na lateral esquerda, reserva do então titular Roberto Carlos.

Apesar de ter disputado as preleções,  acabou não sendo convocado para integrar o elenco da Copa do Mundo de 2002, na qual a Seleção Brasileira se consagraria campeã. Na Copa de 2006, apesar da campanha frustrante do Brasil, Zé Roberto destacou-se como um dos melhores do torneio, fazendo inclusive parte da Seleção da Copa, eleita pela FIFA.

Em 2007, quando estava no Santos, foi convocado para a disputa de mais uma Copa América. No entanto, o jogador acabou recusando o convite, optando por encerrar seu ciclo na Seleção.

UM BOM FILHO A CASA TORNA

De volta ao Brasil, em maio de 2012, fechou contrato de uma temporada com o Grêmio. Na equipe, foi honrado com a camisa 10, tornando-se um dos destaques do time, juntamente com grandes figuras como, Elano, Gilberto Silva, Moreno e Marcelo Grohe. Dois anos mais tarde, em 2014, ganhou o prêmio Bola de Prata, por seu desempenho no Brasileirão. Entretanto, não teve seu contrato, que se encerraria no fim do ano, renovado.

PALMEIRAS

Desse modo então que em 22 de dezembro de 2014, foi anunciado como reforço do Palmeiras, equipe essa que seria uma das mais marcantes de sua carreira, em relação a identificação. Sua estréia aconteceu em janeiro do ano seguinte, em vitória por 3 x 1, sobre o Audax pelo Paulistão. Antes da partida, Zé Roberto deu uma expressiva preleção aos novos companheiros, sendo aclamado pela imprensa e pela torcida. Posteriormente, a famosa fase ” Bate no peito do amigo do lado e diz: o Palmeiras é grande“, viralizou em todo o Brasil.

Após ser vice-campeão paulista pelo clube, o veterano foi eleito o pela Federação Paulista de Futebol, o melhor lateral esquerdo da competição, sendo também incluso na seleção do campeonato. Com toda sua maturidade, se tornou exemplo de liderança no elenco palmeirense, alçando a faixa de capitão. Em 2 de dezembro de 2015, sagrou-se campeão da Copa do do Brasil de 2015 pelo Palmeiras na decisão contra o Peixe que representou a primeira finalíssima da história disputada no Allianz Parque.

Em 2016, aos 42 anos de idade, teve seu contrato renovado e seguiu calando as más línguas que o taxavam como velho. Posteriormente, disputou o Brasileirão por diversas partidas consecutivas, deixando muito novinho no chinelo. Sagrou-se campeão brasileiro no dia 27 de novembro de 2016. Pouco mais de uma semana, renovou seu contrato por mais um ano. Em maio de 2017, após fazer um gol contra o Atlético Tucumán pela última rodada da fase de grupos da Libertadores, tornou-se o jogador mais velho a fazer um gol pela competição, com 42 anos, 10 meses e 18 dias.

zé roberto
Versus/Reprodução

PENDURANDO AS CHUTEIRAS

Após 23 anos de carreira, em novembro de 2017, ainda jogando pelo Palmeiras, Zé Roberto anunciou sua aposentadoria. Em seu último jogo, na vitória diante o Botafogo, o craque recebeu aplausos de todos presentes no Allianz Parque. Em um dos momentos mais épicos da história do futebol brasileiro, Zé deu volta olímpica na Arena e teve seu nome gritado em coro pela torcida, além de ser festejado por todos os jogadores em campo e receber uma placa do clube alviverde.

Um ano após pendurar as chuteira, o veterano voltou aos gramados para disputar uma partida, dessa vez, defendendo as cores da Portuguesa, clube ao qual o projetou para o profissional. Na partida, mostrou que ainda joga um bolão, ao atuar por todo tempo regular de 90 minutos. Ainda chegou a atuar novamente em 2019, dessa vez defendendo o Palmeiras, em partida amistosa onde reuniu diversos ídolos de gerações palmeirenses.

Atualmente, Zé Roberto integra o cargo de embaixador do Verdão, realizando ações de marketing pelo Brasil. Além disso, evangélico, escreveu um livro: “Zé Roberto, Colhendo Frutos em Terra Seca”, da Editora Central Gospel. Em 2008, quando atuava pelo Bayern de Munique, cogitou a possibilidade de estudar teologia após abandonar o futebol, para se tornar pastor evangélico. Nós do FutebolnaVeia prestamos felicitações e desejamos vida longa ao Craque.

Foto de destaque: Cesar Grecco/Reprodução

Karine Valbusa

Sobre Karine Valbusa

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Jornalista em formação. Atualmente curso o 6° semestre em jornalismo pela Unicsul. Esporte sempre foi uma paixão, escrever foi um hobby descoberto. Desse modo, fiz do útil, agradável. Prazer, sou Karine Gomes 😉

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