Vitória conturbada do Belo sobre o Trovão Azul no Paraibano

Gol validado ilegal, gol legal anulado, expulsões e chuva de cartões amarelos protagonizados pelos líderes do Estadual, no Almeidão

Pela abertura da 3ª rodada do Campeonato Paraibano na noite desta quarta-feira (23), o Botafogo-PB venceu o Atlético-PB por 2 x 1, no Estádio Almeidão, em João Pessoa. Foi o encontro dos líderes de cada grupo do Estadual. Com um tempo melhor para cada time, Clayton e Dico marcaram os gols do Belo, ainda na 1ª etapa, enquanto Mendes diminuiu para o Trovão Azul na  2ª, quando já jogava com um a mais em campo.

Dessa forma, o Alvinegro da Estrela vermelha segue líder do grupo A, com 9 pontos conquistados e permanece com 100% de aproveitamento. Por outro lado, o Atlético Cajazeirense sofreu sua primeira derrota no Torneio, parou nos 6 pontos e agora está na torcida por um mau resultado do Campinense no final de semana, que, se vencer, pode assumir a liderança do grupo B.

1º TEMPO

O primeiro terço da partida vinha dominada pelo meio-campo do Atlético-PB, podendo surpreender o dono da casa a qualquer momento, que tinha dificuldades de fazer a bola chegar no ataque. O Belo veio acordar a partir dos 15′, quando quase abriu o placar com Marcos Vinícius, que mandou a bola por cima do gol, assustando os alvicelestes. A rede balançou um minuto após, numa tabela construída pelos botafoguenses Clayton e Nando. Nando, em posição de impedimento, recebe de Roniery e passa para Clayton, o craque do jogo e atual artilheiro da temporada, com três gols que tocou de pé direito no cantinho do gol do goleiro Fernando Henrique. Gol foi validado, dando início das polêmicas.

A partir daí, só deu Belo. A pressão pra cima dos visitantes era intensa e o Atlético tentava um modelo de jogo reativo, mas sempre deixando espaços para o adversário. Visivelmente o time sentiu a ausência do atacante Bruno e a falta de inspiração do meia Marcinho. Tudo fluía para o segundo gol do alvinegro, que saiu aos 35′. Dico se aproveitou de um bate-rebate dentro da área do Atlético e entrou com bola e tudo, fazendo 2 x 0 para os mandantes.

Pouco antes do intervalo, o zagueiro do Belo, Willian Goiano, levou cartão vermelho direto num lance em que foi afastar a bola adversária e levantou demais o pé, batendo forte com as travas no peito do volante Ferreira. Os minutos finais foram de empurra-empurra no gramado, cartões amarelos para ambos os lados, a desordem estava feita. Que viesse o intervalo para esfriar as cabeças dos atletas.

2º TEMPO

Com a desvantagem de um homem a menos, o técnico do Belo Evaristo Piza decidiu fechar o time e tirou importantes jogadores como Clayton e Marcos Aurélio. Quem se aproveitou da situação foi o Atlético de Cajazeiras, que foi com tudo para o ataque, fazendo a bola entrar aos cinco minutos, só que o gol foi anulado. Na jogada, o lateral Felipe cruzou da direita e Soares, de peixinho, desviou para o canto direito do goleiro Saulo. Entretanto, o auxiliar Herioberto Henrique entendeu que Mendes, que estava adiantado, participou da jogada, mas o camisa 8 nem tocou na bola. Mais uma polêmica no duelo dos líderes que resultou num cartão amarelo para o alviceleste Renan, por reclamação.

O Trovão Azul continuou focado, aproveitando a vantagem numérica em campo e quatro minutos mais tarde, conseguiu diminuir o placar. A defesa do Belo afastou mal, Marcinho encontrou o Yerien na esquerda. O nigeriano cruzou para a pequena área, onde Mendes só fez mandar pro gol, 2 x 1 para o Belo. Já entrou dando assistência e fazendo a diferença o atacante Yerien, tanto que numa outra jogada, partindo dele, aos 16′, quase o Atlético-PB empata, numa finalização do camisa 10 Marcinho, que terminou raspando no travessão de Saulo.

E assim foi seguindo a 2ª etapa, Atlético no campo de ataque e o Botafogo se defendendo como podia. O mandante só acertou um contra-ataque aos 24′. Dico avançou livre em velocidade e teve ótima oportunidade para ampliar o placar, mas a bola após desviar na zaga, passou ao lado do goleiro Fernando Henrique, saindo para escanteio.

Próximo aos 40′, a arbitragem perdeu a paciência e, além do William Goiano, expulsou dois gandulas pela pouca agilidade no fornecimento de bolas. A arbitragem realmente esteve animada nesta quarta.

Nos acréscimos, aos 48′, o lateral alvinegro Charles encontrou o camisa 11 na esquerda. Dico driblou Felipe e chutou cruzado de pé esquerdo, mas a bola foi pela linha de fundo. O juiz apitou fim de jogo aos 50′. Foram 9 cartões amarelos e três vermelhos, contando com os gandulas.

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E AGORA?

O Atlético-PB ainda segue parcialmente em 1º no grupo B, mas aguarda término da 3ª rodada, no final de semana. Vai à campo novamente no domingo (3), às 17h, no estádio Perpetão, contra o Nacional de Patos, buscando retomar a confiança do time.

Já o Botafogo-PB, segue em 1º lugar isolado do grupo A, sem chances de perder o posto. Na maratona de dois Campeonatos paralelos, enfrentará o Salgueiro-PE, no próximo domingo (27), às 19h, pelo Nordestão, no estádio Cornélio de Barros e, pelo Paraibano, vai encontrar com o Campinense, na próxima quarta (31), às 21h30. Lembrando que não contará com a presença do zagueiro William Goiano, que está suspenso pela expulsão no último jogo.

MELHORES MOMENTOS

 

 

 

Raisa Guglielmi

Sobre Raisa Guglielmi

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Meu nome é Raisa Cavalcanti Guglielmi, 28 anos, nascida em Criciúma-SC e residente em João Pessoa-PB desde os 8 anos de idade. Bacharel em Física pela Universidade Federal da Paraíba, onde, na época, estudei na Universidade de Oslo (Noruega) por um ano. Ano passado, após uma grande repercussão de uma história de amor com o Cruzeiro Esporte Clube, em que vendi diversas coisas para ir à final da Copa do Brasil, no Mineirão, fui chamada para participar de um programa de futebol em uma TV local e, a partir daí, começou a despertar dentro de mim uma paixão pelo Jornalismo Esportivo, unindo ao fato de que jogava futebol desde criança, o que já me aproximava bastante dos esportes. Hoje sou estudante de jornalismo e a cada dia mais encantada pela área. Espero vir a somar à equipe e, principalmente, apoiar e dar visibilidade às minorias.

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Meu nome é Raisa Cavalcanti Guglielmi, 28 anos, nascida em Criciúma-SC e residente em João Pessoa-PB desde os 8 anos de idade. Bacharel em Física pela Universidade Federal da Paraíba, onde, na época, estudei na Universidade de Oslo (Noruega) por um ano. Ano passado, após uma grande repercussão de uma história de amor com o Cruzeiro Esporte Clube, em que vendi diversas coisas para ir à final da Copa do Brasil, no Mineirão, fui chamada para participar de um programa de futebol em uma TV local e, a partir daí, começou a despertar dentro de mim uma paixão pelo Jornalismo Esportivo, unindo ao fato de que jogava futebol desde criança, o que já me aproximava bastante dos esportes. Hoje sou estudante de jornalismo e a cada dia mais encantada pela área. Espero vir a somar à equipe e, principalmente, apoiar e dar visibilidade às minorias.

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