Visitante “Vagabundo”! Wanderers bate Nacional no Clausura Uruguaio

Visitantes batem o atual campeão do Apertura e Intermedio e abre caminho para o Peñarol disparar e Torque bate Boston de virada

Na abertura da 9ª rodada do Clausura Uruguaio, dois jogaços de tirar o fôlego aconteceram neste sábado (15). Jogando em casa, o Torque sofreu, mas venceu o Boston River de virada e se aproxima de uma vaga na Copa Sul-Americana. Porém, o principal duelo do dia foi entre Montevideo WanderersNacional, vencido pelos donos da casa por 3 x 1, assim, não tomando conhecimento do adversário. Veja todos os detalhes do Campeonato Uruguaio.

Clausura Uruguaio –  9ª rodada

Torque 3 x 2 Boston River

O Torque já pode começar a esquecer o rebaixamento, o foco agora é Copa Sul-Americana. O duelo contra o Boston River, em casa, foi uma verdadeira final. Embora o Centenário estivesse praticamente vazio, os poucos que foram ficaram orgulhosos e, de certo, valeu a pena pagar o ingresso para ver este embate. O time mandante começou melhor, tomando a iniciativa. No entanto, um erro no início custou caro e rapidamente se viu em desvantagem. Bruno Foliados roubou a bola e serviu Diego Coelho, na área, que aproveitou um rebote do goleiro para inaugurar o marcador logo aos 13 minutos.

Mas os torquenses foram fiéis ao seu estilo de jogo e mantiveram sua essência. Com isso, rapidamente se recuperaram. Num chute seco, forte, Mauricio Gómez colocou a bola no cantinho, sem chances para o goleiro. Simplesmente, um golaço. E, ainda na etapa inicial, Gomez serviu Darío Pereira, aos 38′, para o atacante só ter o trabalho de empurrar para o fundo do arco e colocar ânimo na partida.

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No segundo tempo, o jogo continuou com a mesma vertigem, pois, embora o Torque conseguisse fluir o jogo apenas no campo de ataque, o Boston River também deu dinâmica ao jogo, propondo jogo e buscando o empate. A falha estava na falta de precisão no último passe e o time não tinha um meia com qualidade para distribuir o jogo. A única vez que conseguiram fazer a bola chegar ao ataque, foi aos 59′, quando Coelho foi derrubado dentro da área. Na cobrança de pênalti, Gonzalo Mastriani deixou tudo igual de novo. Dois erros que custaram muito ao Torque, que jogava melhor. Mas o melhor ainda estava por vir, aos 74′, quando, num tiro cruzado que atravessou a pequena área, Pablo Olivera marcou e decretou o 3 x 2.

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Os últimos 15 minutos foram, como dizia Galvão Bueno: “teste pra cardíaco, amigo”. Cheio de erros e dois times com medo, os visitantes de perderem a partida, se jogando ao ataque, e os anfitriões evitando erros para não tomar o empate, se fechando bem na defesa e mantendo a diferença no placar até o fim. Na verdade, o Torque teve chance de fazer o quarto gol, mas evitaram a fadiga. Triunfo chave e determinante para o time da casa que passou o rival na tabela e já mira a Sul-Americana. Em sua primeira experiência na categoria mais alta do futebol uruguaio, o Clausura já é sua melhor campanha, com 14 pontos.

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Nacional 1 x 3 Montevideo Wanderers

No Gran Parque Central, casa do Nacional, quem se sentiu a vontade foi o Montevideo Wanderers, que não tomaram conhecimento do rival, vencendo por 1 x 3. Porém, embora o jogo tenha sido movimentado, o início foi sonolento. Os Wanderers não tiveram chances claras, enquanto o Nacional teve poucas. Os Tricolores até chegaram a controlar as ações do jogo, ditou o ritmo, mas não soube concluir com qualidade. Os boêmios tentavam reverter, tomar a posse, entretanto, ficavam encurralados no campo defensivo.

Contudo, a etapa complementar foi um alvoroço. Os mandantes começaram a achar espaço na zaga visitante. Dois cabeceios em escanteio levaram perigoso a defesa do Wanderers. Até que, aos 14′, o Nacional, que havia chuetado seis vezes contra duas do adversário, foi surpreendido. Alejandro Villoldo tentou um chute de fora e deu errado, mas foi um bom passe cruzado para Manuel Castro, que protegeu a bola e deu um passe, por trás dos defensores, que encontrou Nicolás Albarracín chegar batendo, abrindo o placar.

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A pequena quantidade de torcedores vagabundos mal tiveram tempo de comemorar o primeiro gol e Rodrigo Pastorini foi derrubado por Erramuspe e o árbitro Andrés Matonte, sem hesitação, marcou pênalti. O mesmo atacante da equipe Boêmia pegou a bola a cobrou bem, levando a torcida visitante a loucura.

Mas o Nacional não desistiu e foi para cima tentar diminuir a diferença para depois buscar o empate. Aos 27′, depois de uma jogada coletiva entre Sebastián Fernández e Santiago Romero, Gonzalo Bergessio chutou, mas foi bloqueado, porém, no rebote, o atacante conseguiu cortar sua sequência de quatro jogos no uruguaio sem marcar e diminuiu para os anfitriões. Ainda buscando o empate, os mandantes sofreram o terceiro e derradeiro gol. Rodrigo Rivero, o “Chino”, caiu pela esquerda, esperou Pastorini chegar e rolou para o goleador da noite fechar o placar. O Wanderers não só derrotou o Nacional, como também quabrou a invencibilidade do rival no Gran Parque Central que durava 19 jogos. Mas, acima de tudo, colocou em risco o topo da tabela anual dos Tricolores, que estavam apenas dois pontos a frente do Peñarol, que joga neste domingo podem assumir a ponta.

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Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 25 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol.Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.


 

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