Vida que segue pós-Copa do Mundo

Após uma excelente Copa do Mundo, é hora de retornar a rotina de Campeonato Brasileiro e afins

Existia uma vida pré-Copa e também há após seu fim. É difícil, sabemos, pois apenas alguns poucos neste mundo não amam Copa do Mundo, mas vamos sobreviver. Voltemos a rotina de pegar um metrô com organizadas batendo nos vagões e, possivelmente, quebrando algumas coisas, pulando catracas, violência à beira dos estádios nossos de cada dia, enfim, voltamos a rotina.

Quebra-quebra nas estações e trens do metrô do Recife fez categoria parar atividades (Reprodução/Facebook Sindmetro-PE)

É rato no campo, ninho de coruja, cachorro no gramado e invasão de campo (por mais que esse último também tenha acontecido na final da Copa). Voltamos, senhoras e senhores. Está de volta nossa “querida, amada e pífia” arbitragem. Reclamações e discussões em vossos bares não mais faltará, ó torcedor que adora uma rixa com o rival. Voltamos a era dos pontos corridos, este que correm desesperadamente para a conta de quem tem “mais ajuda do juiz” ou “menos interferência” da arbitragem. Nosso “país do futebol” já tem, de novo, suas polêmicas. E quem fica feliz com isso são as mesas redondas, os debates e etc. O que mais enriquece um debate não é a qualidade dos jogadores, mas os erros dos mesmos e, quando muito, de quem escala ou apita. E o VAR (Video Assistant Referee), tão famoso na Copa do Mundo, não poderá ajudar, uma vez que a “excelente” CBF (por favor, entenda a GRITANTE IRONIA) queria que os clubes pagassem pela implantação da tecnologia, que corrige marcações e dúvidas da arbitragem em determinados tipos de lances, como gol, pênalti, aplicação de cartão vermelho e identificação de atletas. O custo estimado para os 380 jogos da Série A era de R$ 20 milhões. Para cada clube, (o árbitro de vídeo) custaria R$ 500 mil apenas para o segundo turno, ou R$ 1 milhão para o campeonato inteiro.

(Reprodução/UOL Esporte)

Estamos fadados ao fracasso? Longe disso! Mas temos que aceitar que somos um país de terceiro mundo que precisamos nos reunir e reorganizar este campeonato. Quando me refiro a parte de reorganização, falo de cotas, direitos, luvas, bônus, premiação, acessos e decessos, distribuição de vagas, organização das divisões inferiores e etc. É realmente definir conceitos e regras para moldar um futebol de alto nível. Mais ousadia e alegria e menos STDJ. Que tal profissionalizarmos a arbitragem? Existem alguns profissionais de bom nível, mas nenhum é unanimidade. O salário de um árbitro não é pequeno, árbitro (Fifa e ex-Fifa): R$ 4.140 por jogo, árbitro (CBF): R$ 3 mil por jogo, assistente (Fifa e ex-Fifa): R$ 2.484 por jogo e assistente (CBF): R$ 1,8 mil por jogo. Isto mostra que, deixando de lado a comparação com os jogadores de futebol, os árbitros e assistentes recebem bem, então não é o salário que culmina em erros, mas sim a falta de preparo. Culpa de quem?

Blogueiro Willian Costa participa de curso de árbitro ministrado pelo Profº Marcelo Filho, ex-árbitro da CBF (Reprodução/Willian Repórter Ação)

Temos, talvez, o maior celeiro de craques que o mundo do futebol já viu. Quantos “Friedenreichs”, “Leônidas”, “Pelés”, “Garrinchas”, “Tostões”, “Gérsons”, “Rivellinos”, “Jairzinhos”, “Sócrates”, “Carecas”, “Zicos”, “Romários”, “Taffarels”, “Rivaldos”, “Cafus”, “Roberto Carlos”, “Ronaldos”, “Marcelos”, “Danieis Alves”, “Neymares” e outros vão precisar nascer até que tomemos conta de que temos que alterar nossa forma de revelar e vender jogadores? Precisamos, num primeiro momento, formar seres humanos dignos de respeito e educação, desde o berço, para que, quando se tornarem “jogadores de respeito”, dêem orgulho a nossa pátria mesmo sem a bola nos pés. Necessitamos começar do zero o trabalho de base e fazer com que a garotada entenda o valor do esporte e o quanto o futebol representa para o brasileiro, criando, além de jogadores, pessoas dignas. É preciso melhorar nossa formação de atletas, mas isso só acontecerá quando a política pífia do nosso país mudar. Queremos atletas de ponta em nosso campeonato? Queremos que nossas joias fiquem aqui por mais tempo? Queremos que nossos ídolos joguem em solo tupiniquim? Isso sim, é algo que está muito fora da nossa realidade.

Com apenas 17 anos de idade, Vinicius Júnior (base do Flamengo) foi vendido ao Real Madrid antes mesmo de se tornar maior de idade (Reprodução/O Globo)

Temos um diamante bruto pronto para ser lapidado. Quando isso vai mudar? Acredita em Deus? Pois só ele sabe.

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 25 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol.Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.

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