A várzea ainda vive?

O futebol de várzea está presente em nosso território desde a primeira partida feita no Brasil, o termo surgiu pois as partidas iniciais eram disputadas nas várzeas (beiradas) do Rio Tiete. Os tempos passaram e os campos não beiram mais os rios, eles se espalharam e se difundiram dos arredores para dentro das comunidades do Brasil.

Essa modalidade já revelou nomes importantes para o futebol, além de ao longo dos anos, ter se mostrado a porta de entrada de projetos sociais a diversas comunidades carentes em todo o pais. Mas se esse tipo de futebol tem todo esse potencial, por que veem sendo tão desvalorizada?

A resposta talvez esteja na falta de oportunidade dada aos jovens que jogam nestes tipos de time, ou até na preferência dos clubes ás escolinhas montadas pelos times profissionais. Os espaços que antes eram usados para esses fins estão cada vez mais escassos, e as comunidades cada vez mais cheias de prédios, ao invés dos tão tradicionais campos abertos. E a mercê disso estão os jovens que não podem pagar pela mensalidade desses espaços e enxergam aos poucos, aquilo que possuíam sendo transformado e suas opções se diminuindo.

Existem comunidades que investem nestes espaços, e tentam ao máximo valorizar a várzea, como por exemplo, as comunidades da zona sul de São Paulo que criaram a Copa Kaiser, que é disputada todos os anos entre os times dos bairros vizinhos. O campeonato já contou com a participação de jogadores como Leandro Damião, Denilson ex-volante do São Paulo e até David Luiz, zagueiro do Chelsea. A copa conta até com torcidas organizadas que apoiam seus times ao longa da disputa, e é hoje um dos maiores exemplos de valorização desse tipo de futebol.

A várzea sobrevive bravamente, defendida por seus mais fieis seguidores, filhos, pais e avós que veem e defendem que são nestes nestes campos, que as tradições de campo são passadas e a mais simples e forte alternativa para se incentivar e plantar o amor pelo futebol.

Raquel Almeida

Sobre Raquel Almeida

Raquel Almeida já escreveu 4 posts nesse site..

Raquel Almeida Alves, 19 anos, apaixonada por esportes,filha de um baiano conhecido como quase Casagrande. Ávida acompanhante do futebol de várzea desde criança e eterna enamorada pelo jornalismo, cursando desde 2015, tenta conciliar na rotina emprego e faculdade.

Raquel Almeida
Raquel Almeida
Raquel Almeida Alves, 19 anos, apaixonada por esportes,filha de um baiano conhecido como quase Casagrande. Ávida acompanhante do futebol de várzea desde criança e eterna enamorada pelo jornalismo, cursando desde 2015, tenta conciliar na rotina emprego e faculdade.

Artigos Relacionados

Topo