Um pedaço do jornalismo morre! Adeus Ricardo Boechat!

Um dos jornalistas mais renomados, respeitados e admirados do Brasil, morre em acidente de helicóptero em São Paulo

No início da tarde de hoje (11), por volta do 12h14 (horário de Brasília), um helicóptero caiu na Rodovia Anhanguera, em São Paulo, perto do quilômetro 7 do Rodoanel, sentido Castelo Branco. Nele, o piloto Ronaldo Quattrucci e seu passageiro, o jornalista Ricardo Eugênio Boechat, morreram. A aeronave se chocou com um caminhão quando chegava próximo ao chão e pegou fogo, com ambos morrendo carbonizados. O motorista do veículo, no entanto, sofreu apenas ferimentos leves. O apresentador estava dando uma palestra na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, e retornava para a capital hoje, quando o helicóptero caiu.

Mestre do Jornalismo

Nascido em Buenos Aires, na Argentina, no dia 13 de julho de 1952, era, sim, brasileiro, e daqueles do tipo que lutava pelos direitos de todos ativamente e cobrava ao vivo por melhorias. Este “carioca da gema”, como se considerava, fez parte dos principais jornais do país como: O Globo, O Dia, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Trabalhou também como diretor de jornalismo na Band, e era, atualmente, âncora do Jornal da Band, além de apresentador da rádio BandNews FM e colunista semanal da revista ISTOÉ.

Tinha três prêmios Esso (mais importante distinção conferida a profissionais de imprensa no Brasil). De acordo com o Portal dos Jornalistas, as vitórias foram: 1989Reportagem pela Agência Estado, com Aluízio Maranhão, Suely Caldas e Luiz Guilhermino; 1992, Informação Política por sua coluna em “O Globo”, com Rodrigo França; 2001, Informação Econômica, novamente por sua coluna em “O Globo”, com Chico Otávio e Bernardo de la Peña.

Foi também recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se, e único vencedor de três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV). Foram 18 prêmios no total: Âncora de Rádio (2006, 2008, 2010, 2016 e 2018), Âncora de TV (2007, 2010, 2012 e 2014), Colunista de Notícia (2008, 2010, 2012 e 2018), Nacional – Mídia Falada (2013, 2015, 2017) e Nacional – Mídia Escrita (2015 e 2017), sendo considerado “Mestre de Jornalismo” em quatro delas, com exceção da Mídia Escrita, da qual faltou uma conquista.

O JORNALISTA MAIS QUERIDO DO BRASIL

Em 2014, uma pesquisa foi feita com executivos de Comunicação Corporativa de todo o Brasil, pela Jornalistas & Cia e Maxpress, buscando eleger os 100 jornalistas mais admirados do Brasil, dentre os mais de 55 mil profissionais em atividade. Na votação, Ricardo Boechat ficou na 1ª colocação com 3.640 pontos, com 60 votos a mais que a 2ª colocada, Miriam Leitão. O pódio foi fechado com Elio Gaspari, com 2.770 pontos.

Com um olhar atento aos jovens jornalistas, era o tipo de pessoa que se importava com o futuro do paísincentivando ajudando os mais novos, e criticando o que não pensava ser correto sobre o Brasil e o Mundo. Fazia um jornalismo mais humano, se importando realmente com um bem maior, e não com o que pensariam sobre ele e nunca fugindo de polêmicas, as encarava, se necessário fosse. Perspicaz, usava muito bem a ironia para criticar, seja um ladrão, seja um presidente.

BRASIL DE LUTO: ADEUS AO PELÉ DO JORNALISMO

Era considerado um dos melhores jornalistas do país, se não o melhor. Com isso, o Brasil está de luto. O respeito era incomensurável. Sua autenticidade era única. Brigava pelas injustiças e se posicionava sobre elas, arriscandose a errar, mas sempre falando o que pensava, de forma firme e convicta. Fez desafetos e inimigos perseguindo a boa notícia e uma informação precisa. Se colocava a favor do que era verdadeiro e era sinônimo de ética, apesar de também, como todo jornalista, receber duras críticas.

Com sua verdadeintensidadeseriedadeinteligência e integridade, de fato, FEZ ESCOLA NO JORNALISMO. Além disso, tinha um bom humor sadio e uma humildade ímpar. Todo mundo gostava dele, sejam companheiros de trabalho ou de profissão. Era nítida sua paixão pelo jornalismo, por informar e pela forma completa que fazia isso, podendo transitar em todas as editorias, como o jornalismo esportivo também, do qual já participou de mesas redondas e fez a abertura de grandes eventos.

VAI FAZER FALTA NO MUNDO

Formador de opinião, Ricardo Boechat era casado com Veruska Seibel e tinha seis filhos. Como dito anteriormente, tinha uma veia cômica, tendo, inclusive, “descido do salto” das notícias para dublar uma onça pintada na versão brasileira da animação Zootopia, do qual o animal era um apresentador de telejornal chamado Boi Chá.

Segundo companheiros de profissão, era uma graça tê-lo ao lado. Boris Casoy, antigo âncora e jornalista da Band, disse: “Não é porque morre Ricardo Boechat que vira ícone do jornalismo. Já era em vida e continuará sendo pós-morte”.

companheiro diário da manhã de milhares de paulistanos que ouviam a BandNews FM, líder de audiência nas rádios jornalísticas, principalmente pelo âncora, Ricardo Boechat, deixará “órfãos”.

Em entrevista ao Pânico na Band, antigo humorístico da TV Bandeirantes, Boechat afirmou já ter apresentado o Jornal da Band de chileno Havaianas. Na mesma entrevista, afirmou conseguir ler qualquer notícia sendo rir, quando perguntado pelo entrevistador, Rodrigo Vesgo. No entanto, não se aguentou com a notícia dada e riu, com todo seu bom humor.

Dono de um Twingo 2001, Boechat era livre de luxos, sendo motivo de chacota entre amigos e companheiros de trabalho pelo fato de seu carro ser velho. Sua esposa, inclusive, se recusava a andar no veículo, dizendo ser cheio de lixo. Em sua defesa, afirmava que o carro só tinha duas funções: levar e trazer, e isso ele fazia muito bem.

RICARDO BOECHAT: FUTEBOL NA VEIA

Amigos e personalidades disseram que o jornalista era um bom jogador de futebol e que amava este esporte. Já segundo o próprio “jogador”, era um peladeiro de m….. O companheiro de profissão e amigo, José Luiz Datena, comentou que Boechat “tinha o dom do amor” e que, durante a apresentação de um programa esportivo na rede Bandeirantes, juntamente com Neto, o convidou para o programa e afirmou que Boechat foi o melhor da mesa redonda, mesmo não sendo do jornalismo esportivo.

Alguns times, associações, veículos, amigos, fãs e jornalistas esportivos manifestaram notas de pesar sobre a morte de um dos maiores jornalistas do país pelo Twitter:

https://twitter.com/SantosFC/status/1094991256265068545?ref_src=twsrc%5Etfw

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia.Sou Eric Filardi, paulistano de 25 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.

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