Um caloroso adeus aos eliminados

A primeira fase da Copa do Mundo terminou, e alguns grandes nomes do futebol mundial, também ficaram para trás

De quatro em quatro anos eu abro a porta da minha casa para que milhões de pessoas possam se hospedar, por um mês, em minhas terras. Sou nômade, sempre mudo de lugar, mas amo receber pessoas de todos os continentes. Na minha casa, não há distinção de cor, raça, língua. Homens, mulheres e crianças estão sempre juntos e colorem com todas as cores os cômodos da minha residência. Eu sou a Copa.

Neste ano estou hospedada em lugar frio, mas, que pela minha chegada, está fervendo. Estou pela minha primeira vez na Rússia. Desta vez, infelizmente, não tive a honra de receber alguns convidados que estava acostumada a receber como a Itália, a Holanda, o Chile, os Estados Unidos, mas, tive a honra de receber 32 convidados que alegraram minha casa.

Alguns tiverem que ir embora, e, para eles deixarei meu agradecimento. A Arábia Saudita veio me visitar após 12 anos sem aparecer, e foi valente até seu último dia de hospedagem nas minhas terras. Não deixou se abater pelos problemas que passaram durante a visita. O Egito trouxe um rei para que eu pudesse conhecer, e foi um prazer enorme poder acompanhar o desfile de Salah e de seus súditos em meus campos, pena que foram chamados antes do que eu imaginava.

Pela segunda vez seguida pude receber o Irã e olha que eles não fizeram feio. Por mais que não tenham a grandiosidade de Espanha e Portugal, mostraram um orgulho e uma garra enorme, e encararam as adversidades. Assim como o Marrocos, que após 20 anos sem aparecer por aqui, veio e também me honrou com a sua bravura e coragem.

Jogadores do Irã (Reprodução/Gazeta Esportiva)

Os Australianos até tentaram ficar um pouco mais por aqui, mas não conseguiram. Agradeço pela dedicação e pelo carinho com que tratou a todos no tempo em que esteve aqui. O Peru que após 36 anos conseguiu aparecer na minha festa emocionou não só a mim, mas também a todos em sua triste despedida. Foi muito gratificante ver a luta que travaram para que Paolo Guerrero pudesse participar desta visita e fiquei muito feliz em recebê-lo, pois, sem você, a seleção não seria a mesma.

Desta vez tive a Islândia me visitando pela primeira vez, e como são simpáticos esses meninos. Chegaram surpreendendo a todos, achei que até fosse ficar por mais tempo, mas tiveram que pegar o avião e voltar para casa, espero que nos encontremos mais vezes viu?! Teve também a Nigéria, que com toda a sua alegria e sua vontade de vencer me encheu de orgulho. Quase que aprontaram e acabaram mandando embora da festa um convidado muito especial, mas não conseguiram e quem teve que partir foram eles.

Torcida nigeriana (reprodução/Trivela)

Ah Costa Rica! Esperava que pudesse fazer como há quatro anos, onde me surpreendeu e ficou por muito mais tempo do que eu havia programado, mas desta vez você não conseguiu e infelizmente deixou a minha festa mais cedo, mas me mostrou como se deve lutar sempre, independente do que tiver acontecido. A Sérvia da última vez que havia me visitado há oito anos, lutou até o último segundo para ficar por mais tempo em minha casa, mas não deu. Quem sabe a gente não se encontra na próxima festa hein?

Coreia do Sul também esteve presente, e quando achei que ela iria embora sem que ninguém lembrasse que havia passado por aqui, ela me aprontou a maior surpresa da minha festa até aqui. Muito obrigada pela coragem e por sempre dar o máximo dentro dos meus gramados, por não deixar de lutar até que o sino toque e os convoque novamente para casa. Até quem eu tinha certeza que ficaria muito mais tempo em minha casa, me deixou.

Alemanha, você que já me conquistou quatro vezes, que nunca havia me deixado tão cedo assim, que na última vez que nos vimos, fez com que a terra onde eu estava ficasse anestesiada diante do seu feito. É Alemanha, você me deixou, e deixará muitas saudades aqui. Müller, Neuer e Reus, que pela primeira vez me visitou, estão voltando e espero que em 2022 a gente se encontre novamente.

Outro convidado que jamais havia me visitado foi o Panamá. Eles são alegres demais, me divertiram e coloriram meus campos com suas bandeiras e com a sua festa. É sempre muito bom receber me minha casa convidados assim, que se emocionam em participar da festa, mesmo que só por pouco tempo. A Tunísia também esteve nos meus gramados. Após 12 anos sem aparecer ela veio e se mostrou uma convidada muito forte e corajosa.

Torcida panamenha (Reprodução/Revista Veja)

Senegal, você só me visitou uma vez e já fazia 16 anos que não aparecia por aqui, mas quando veio trouxe toda a alegria de um povo que sabe fazer festa, que se anima em estar na minha casa e que volta para casa com a certeza que fez o melhor que pode. A última a ir embora foi a Polônia, que alguns esperavam que ficaria por mais tempo por aqui, mas que por alguns problemas, teve que ir embora antes. Muito obrigado por me deixar ver Lewandowski de perto, mesmo que ele não tenha apresentado o que todos sabem que ele pode.

Aos outros 16 convidados que ainda estão peço que aproveitem a festa, pois no sábado terei que mandar embora mais oito.

(Reprodução/Internet)
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Sobre Yan Arvani

Yan Arvani já escreveu 45 posts nesse site..

Formado em Jornalismo pela UNIP, em seus 22 anos de vida sempre esteve ligado ao futebol, seja assistindo com o vô todos os jogos que passam na TV (como faz até hoje) ou indo aos estádios, o futebol corre em sua veia. Apaixonado pelo rádio e pela escrita, está sempre em busca de conhecer ainda mais sobre esse esporte fascinante.

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Yan Arvani
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