Torcedoras: a paixão das mulheres pelos 20 maiores clubes do Brasil – Edição São Paulo

Número de torcedoras cresce e futebol brasileiro vive novo cenário entra as torcidas

Acompanhar seu time do coração no estádio e no meio da torcida pode parecer algo natural e comum no universo masculino. No entanto o cenário é diferente quando se é uma torcedora. As arenas de futebol costumam ser um ambiente hostil para as mulheres que frequentam, muito por conta dos xingamentos e até situações constrangedoras. Contudo, elas estão ganhando cada vez mais espaço num lugar antes dominado pelos homens, já é habitual encontra-las nas arquibancadas e muitas vezes dentro das quatro linhas exercendo funções nas equipes de arbitragem.

Nesta sessão semanal conheceremos 20 torcedoras dos clubes que disputam a séria A do Campeonato Brasileiro de 2017, afinal, amor pela camisa também é coisa de mulher. Começando pelo estado de São Paulo

Bianca Sgobbi – Palmeiras

(Foto: Arquivo pessoal)

Filha e neta de palmeirenses, Bianca já nasceu em verde e branco. “Com uns quatro anos eu já era a louca do Palmeiras, o amor foi crescendo, está no sangue”, conta a torcedora fanática.

Fã de Gabriel Jesus, ela revela que seu maior sonho é ver um derby no Allianz Parque. “Com direito a Prass ou Jaílson pegando pênalti e com gols do Deyverson, que chegou bem e pode nos ajudar muito”.

Em relação à fase atual do Alviverde, Bianca aponta fatores que atrapalharam o clube na Libertadores e culminaram na eliminação frente ao Barcelona de Guayaquil. “Acho que houve um abalo muito grande com a troca de treinadores, brigas internas e jogadores dando trabalho”.

A torcedora vive a expectativa de terminar o ano feliz com o seu time do coração. “Quero que termine em boa fase, elenco fechado, time entrosado e jogadores lidando bem com determinadas situações, e claro, campeão né”.

Tainara Santos – São Paulo

(Foto: Arquivo pessoal)

Decepções no futebol são comuns para torcedores apaixonados pelos seus times, mas e quando uma derrota para um rival se transforma em um dos jogos mais inesquecíveis?

“Um jogo que me marcou bastante foi a semifinal do Paulistão de 2013. São Paulo x Corinthians, nos pênaltis, quando o Pato cobrou, Rogério Ceni defendeu e o juiz mandou voltar porque ele havia se adiantado”.

A torcedora tricolor conta que a paixão veio de outra mulher, sua mãe. “Ela sempre gostou muito de futebol e assistia aos jogos, eu fui aprendendo com ela. A paixão foi aumentando até se tornar fanatismo”.

Apesar de todo amor pelo São Paulo, Tainara revela uma frustração. “A única vez que fui ao Morumbi foi durante as férias dos jogadores, depois não tive outra oportunidade; mas é meu maior sonho, se possível assistir um São Paulo x Corinthians”.

Lívia Abreu – Santos

(Foto: Arquivo Pessoal)

Fazer uma camiseta com um tweet de um ídolo estampado não é para qualquer torcedor. “Fiz isso (escreveu no twitter) para chamar a atenção do Gabigol e ele respondeu. Eu fiz a camiseta e toda vez que a coloco alguém para pra ler”, conta a santista orgulhosa do episódio.

Filha de pai santista, Lívia conta que a vitoriosa geração de Neymar e Ganso a fizeram acompanhar ainda mais o time do litoral paulista. “Foi muito emocionante poder ver o Santos ser tricampeão (Libertadores), por causa da campanha difícil e ainda mais com aquela geração de meninos da Vila, que me fizeram apaixonar de fato pelo futebol.”

Lívia acredita que as mulheres devem ganhar cada vez mais espaço no futebol. “Eu acho muito importante e necessário, principalmente para acabar de vez com o machismo e as pessoas entenderem que se foi o tempo em que o futebol era um esporte predominantemente masculino”.

“Como dizem, lugar de mulher é onde ela quiser. Apoiaremos nosso time, de perto ou de longe, porque sentimos o mesmo amor e paixão que um homem torcedor sente”, finalizou.

Patrícia Fernandes – Corinthians

(Foto: Arquivo pessoal)

Para muitas pessoas o futebol é mais que um jogo, é quase uma filosofia de vida; chorar nas derrotas e sorrir nas conquistas é do esporte. Para Patrícia, a recuperação do Corinthians significou muito mais que uma boa fase do seu time do coração.

“Aos 12 anos eu era a pré-adolescente com a pior autoestima da turma. Por ironia do destino, o Corinthians estava péssimo e caiu para a segunda divisão. Um dia resolvi falar na sala de aula que eu era corinthiana, veio uma avalanche de brincadeiras, mas a frase que mais me marcou foi ‘nunca serão’”, conta a torcedora que se espelhou em seu time do coração.

“Mais ou menos nessa época eu contei para minha família que queria ser jornalista, ouvi coisas como ‘você não serve para isso, você é tímida’. Aí eu me apeguei ao Corinthians e a cada campeonato que ganhava eu acreditava mais em mim”.

Patrícia conta que a conquista da Libertadores em 2012 significou muito mais para a torcedora natural de Jardinópolis, interior de SP. “Eu chorei tanto que ninguém entendeu, representava a minha liberdade. Naquele dia o Corinthians me ensinou a não parar de lutar e sempre jogar com raça e com o coração”.

A torcedora descreve a sensação de acompanhar um jogo das arquibancadas da Arena Corinthians. “É surreal. Eu acredito que a alma do futebol é a arquibancada, a energia é linda, estar na Arena é como estar em casa”.

Arnaldo Santos

Sobre Arnaldo Santos

Arnaldo Santos já escreveu 11 posts nesse site..

Arnaldo Santos, 25 anos, estudante do último semestre de Jornalismo naUniversidade de Ribeirão Preto. Apaixonado por futebol, começou aacompanhar as ligas internacionais em 2005. Escreve desde 2013 para sitesde blogs esportivos. Pesquisador de estatísticas, tenta traduzir o futebol emnúmeros. Defende que não se deve comparar Pelé, Maradona e Messi, vistoque jogaram em épocas diferentes. Fã assumido do 4-2- 3-1.

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Arnaldo Santos, 25 anos, estudante do último semestre de Jornalismo naUniversidade de Ribeirão Preto. Apaixonado por futebol, começou aacompanhar as ligas internacionais em 2005. Escreve desde 2013 para sitesde blogs esportivos. Pesquisador de estatísticas, tenta traduzir o futebol emnúmeros. Defende que não se deve comparar Pelé, Maradona e Messi, vistoque jogaram em épocas diferentes. Fã assumido do 4-2- 3-1.

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