A solução vem do Boca?

O São Paulo vinha com um problema em seu ataque no começo de 2016. Luis Fabiano tinha ido embora e Alan Kardec vinha de lesão e má fase. A diretoria logo tratou de trazer o atacante do Boca Juniors, Jonathan Calleri, que logo caiu nas graças da torcida, que ecoava um grito de apoio ao jogador durante os jogos:

“Ôoooooo, ôoooooo, toca no Calleri que é gol!”

O atacante argentino então foi artilheiro da Libertadores da América de 2016 com 9 gols e totalizou 16 tentos em 31 jogos pelo tricolor, uma excelente marca em menos de 6 meses de clube. Após a eliminação na competição continental o atacante se transferiu para o West Ham, da Inglaterra, deixando saudades no torcedor são-paulino, tanto com gols quanto na entrega em campo, pois corria, dava carrinho e se dedicava na marcação, tudo que torcedor gosta. Sobrou Alan Kardec como solução, mas o centroavante acertou sua ida para a China, foi jogar no Chongqing Lifan.

Sem opções para ser o matador do time, a diretoria trouxe Gilberto, do Chicago Fire, ex-Santa Cruz e Vasco. Mas, ainda sem confiança, precisa de alguém mais renomado e novamente a solução veio do Boca Juniors, trata-se do atacante argentino Andrés Chávez.

Chávez fez boa temporada no Boca quando Calleri ainda era titular do time argentino, onde fizeram boa dupla, em que Calleri era centroavante e Chávez jogava aberto pela esquerda, mas com a chegada de Tévez, perdeu espaço no time de Buenos Aires e uma transferência ao São Paulo era vista como ideal.

Logo que Chávez chegou assumiu a titularidade do time, pois Gilberto estava machucado. Mesmo sendo um jogador de lado de campo, também faz a função de centroavante e foi testado nesta função pela carência do time nesta posição. No primeiro jogo diante da torcida tricolor, contra o Atlético Mineiro, no Morumbi, marcou um golaço logo aos 3 minutos da primeira etapa, em que chutou da intermediária direita após o quicar da bola e encobriu o goleiro atleticano Victor, que estava adiantado e nem esperava o chute, fazendo o único gol do time na derrota em casa por 2 x 1, causando boa impressão na torcida.

Em seu segundo teste, fora de casa contra o Santa Cruz, no Arruda, em Recife, marcou os dois gols do time na vitória por 2 x 1 sobre os pernambucanos. O primeiro demonstrando presença de área em correr para cabecear o cruzamento de Mena e o segundo demonstrar oportunismo após dividir bola com dois zagueiros do Santa Cruz em passe de Cueva. O argentino ainda deu um passe preciso para o peruano Cueva, que saiu cara a cara com o goleiro, mas perdeu o gol.

O novo camisa 9 são-paulino tem a pressão de assumir o lugar de seu compatriota Calleri e já começou bem, igualando o número de gols dele em menos partidas. Calleri marcou 3 gols em 5 jogos, Chávez já fez 3 em 2 jogos como titular, além da precisão em chutes certos, a cada 3 chutes, um é gol.

Pode ser que seja só um bom início ou talvez seja a solução de gols do tricolor, fato que os estrangeiros no São Paulo tem dado certo. Tanto Calleri agradou, quanto Cueva e até Chávez, vem agradando a torcida e os gols saindo, a torcida gostando e o time vencendo, é o que mais importa. Resta saber como o novo treinador armará o time daqui pra frente.

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 25 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol.Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.


 

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