Show de horrores no empate entre Ferroviária e Santos

Times protagonizaram um dois piores jogos do campeonato paulista 2018

Ferroviária e Santos protagonizaram um dois piores jogos do campeonato paulista na tarde deste sábado de carnaval em Araraquara, diante de um estádio praticamente vazio – 3.861 torcedores estiverem presentes. Pelo futebol apresentado pelas duas equipes, o resultado, empate por 2 a 2, foi justo.

Com isso, a Ferroviária segue na lanterna do grupo C. O Santos, por sua vez, perdeu a liderança do grupo D para o Botafogo de Ribeirão Preto, que venceu o Ituano por 1 a 0. Na quarta-feira de cinzas, os times voltam a campo. O Santos recebe o São Caetano na Vila, às 19h30. No mesmo horário, os comandados de PC Oliveira enfrentarão o Santo André, novamente em Araraquara.

Primeiro tempo

Diante da fragilidade do time de Araraquara, o Santos dominou o primeiro tempo, mas o maior tempo com a bola nos pés não se traduziu em bom futebol. Sem Alison, Jair Ventura recuou Vecchio e promoveu a entrada de Jean Mota, para auxiliar o argentino na armação. Em tese, uma saída para que os atacantes fossem mais acionados, o que não vinha ocorrendo nas primeiras rodadas.

Entretanto, o Peixe insistiu em bolas longas, sobretudo para Arthur Gomes, e chuveirinhos, explorando a bola aérea de Eduardo Sasha que, apesar da baixa estatura, consegue se destacar neste fundamento. De tanto insistir, o gol saiu: aos 28, Daniel Guedes cruzou na cabeça de Sasha, que cabeceou no contrapé do goleiro Tadeu. Bola na rede após o 14º levantamento na área. 

O Santos não soube se impor e o time de PC Oliveira não oferecia perigo. Foi, então, que o péssimo Caju resolveu dar emoção ao jogo. Lento, atingiu Alisson, que se antecipou ao lateral-esquerdo. Bola na marca da cal. Velicka foi para a cobrança, mas Vanderlei salvou o Peixe, que desceu para os vestiários na frente do placar. 

Segundo tempo 

PC Oliveira mexeu em seu time e deu sobrevida à Ferroviária, que se aproveitou da passividade do Santos. Vanderlei foi exigido logo aos dois minutos da etapa complementar. Aos quatro, nova jogada de perigo dos donos da casa. Aos 18, a Ferrinha recuperou a bola e partiu para o contra-ataque nas costas de Caju, sempre ele. Wellington Júnior cruzou a bola para o atacante Léo Castro, que antecipou David Braz e empatou o jogo. 

A resposta do Peixe foi imediata. Daniel Guedes arrancou do campo de defesa, atravessou todo o campo e, com muita lucidez, serviu Gabigol, que fintou o zagueiro Luan e deslocou o goleiro Tadeu. 2 a 1 para os visitantes. O reestreante balançou as redes, mas sua partida foi abaixo da crítica. O período de inatividade na Europa pesou e o atacante mostrou falta de ritmo. Aos 23, o camisa 10 saiu na cara do goleiro adversário, que desta vez levou a melhor.

Daniel Guedes arrancou e serviu Gabigol, que marcou em sua reestreia | Foto: Globo Esporte

O menino Rodrygo entrou aos 27, no lugar de Arthur Gomes, que sumiu na segunda etapa. Tal e qual o resto do time, a atuação do garoto de 17 anos foi discreta.

Aos 31, o árbitro assinalou falta duvidosa de Daniel Guedes. Na cobrança, Velicka cobrou muito mal, mas a bola atravessou toda a área santista até sobrar para o zagueiro Luan emendar um belo chute no canto direito de Vanderlei. Tudo igual na Fonte Luminosa. 

Depois disso, nada de mais interessante aconteceu. No último lance do jogo, Léo Castro puxou um contra-ataque. Eram três da Ferrinha contra dois santistas. O atacante não soltou a bola e a zaga santista fez o corte. Fim de um jogo horroroso.

Análise dos times

A Ferroviária fez o que seu elenco a permite fazer. Sem nenhuma estrela, não correu riscos nem quando foi inferior ao Peixe na primeira etapa. O zagueiro Luan foi bem e o camisa 10, Velicka, mesmo tendo perdido um pênalti, é o expoente técnico da equipe.

Por outro lado, o futebol apresentado pelo Santos é preocupante. Jair Ventura teve uma semana cheia de trabalho, mas não houve evolução. O time segue pesado, sem velocidade e pouco criativo. Rodrigão saiu, mas Caju mantém a média de bizarrices executadas por partida. Jean Mota foi inoperante. Daniel Guedes, ao lado do sempre ótimo Vanderlei, foi o melhor em campo. Bruno Henrique faz uma falta absurda. O técnico santista tem muito trabalho pela frente. 

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.


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André Siqueira Cardoso
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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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