Sevilla e Ganso: a concretização de um sonho

Paulo Henrique de Chagas Lima, o Ganso, nasceu em Ananindeua, no Pará, no dia 12 de outubro de 1989. Sua carreira futebolística iniciou-se no Tuna Luso, clube paraense, onde jogou dos sete ao quinze anos de idade. Foi trazido para o Santos, em 2005, pelo ídolo Giovanni. Na época, o alvinegro paulista pagou R$ 900 mil. Já em 2008, disputando a Copa São Paulo de Futebol Júnior, foi apontado pelo jornal italiano La Gazetta dello Sport como uma das revelações do torneio e promessas do futebol brasileiro.
Inicialmente, o momento do clube santista não era bom: Ganso, assim como o resto do elenco, não se destacou. Mas com o mal momento de Lúcio Flávio, titular da posição, o meia ganhou espaço e destacou-se. O jogador ascendeu profissionalmente e a diretoria santista agiu para segurá-lo: multa rescisória de R$ 137 milhões e contrato válido até julho de 2014.
Mas a projeção de Ganso veio, efetivamente, em 2010. O Santos foi campeão do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. O time flutuava em campo, a terceira geração dos meninos da Vila encantavam. Ganso chegou à Seleção Brasileira e era considerado o maestro dessa nova geração. Ganso era um dos jogadores mais badalados de sua época. Ainda em 2010, ano de Copa do Mundo, criticou-se sua ausência na lista dos selecionáveis que disputariam o mundial na África do Sul. O maestro era considerado mais maduro que Neymar. Vivendo o melhor momento de sua carreira, entretanto, no dia 25 de agosto de 2010, contra o Grêmio, o camisa dez santista sofreu uma entorse no joelho esquerdo, lesão que o afastou dos gramados por seis meses.
A carreira do meia foi afetada por lesões. Ademais, sua lua de mel com a torcida santista chegou ao fim em um episódio envolvendo renovação de contrato. Ganso queria aumento, desejava ser mais valorizado, ter o mesmo status de Neymar, coisa que não ocorreu. O coro de mercenário vindo das arquibancadas colocaram um ponto final nesta novela. Ganso foi para o São Paulo, por dez milhões de euros. Saiu pela porta dos fundos.
No São Paulo, mais uma vez, Ganso foi alvo de críticas por falta de dinamismo. O meia alternava entre boas e más partidas. Ora dormia, ora tinha lampejos de craque. Rogério Ceni tentou fritá-lo, chegou a dizer que quando o meia estava em campo, a equipe jogava com um a menos. Mas com Muricy, o jogador reencontrou o bom futebol.
Independentemente de suas atuações, Ganso é craque, diferenciado e acima da média. Não esconde de ninguém o desejo de jogar na Europa. O ano de 2016 serviu para o jogador reencontrar o bom futebol: se outrora era criticado por não chegar à área para finalizar, passou a decidir jogos pelo Tricolor marcando gols. Embora não tenha atuado um minuto sequer na Copa América, voltou à Seleção.
As boas atuações fizeram com que o Sevilla viesse ao Brasil para levar o jogador. O técnico Jorge Sampaoli assumiu o clube espanhol e pediu a contratação do jogador. A proposta inicial, de oito milhões de euros, balançou o jogador. Aos 26 anos, seria esta a última chance do jogador de ir ao Velho Continente realizar seu sonho. Ganso pediu para ser negociado. O São Paulo, por sua vez, recusou a proposta. Com o intuito de aumentar a arrecadação, a diretoria pediu mais, ao menos nove milhões.
Na noite desta segunda-feira, o Sevilla aumentou o valor da proposta para 9,5 milhões de euros, aproximadamente R$ 35 milhões. O São Paulo dificilmente dirá não. O clube do Morumbi e o DIS, grupo que detém 68% dos direitos do jogador, discutem uma nova divisão dos direitos do jogador. A saída de Ganso é iminente. Seu sonho de jogar na Europa aproxima-se.
No Sevilla, sob o comando de Sampaoli, Ganso terá a grande oportunidade de sua carreira. Se bem lapidado, considerando sua qualidade técnica, única no futebol brasileiro, obterá projeção em nível mundial.
André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.


Que tal assistir a final da Libertadores no Chile? Cadastre-se e concorra:

Rexona


Forza Football

 

André Siqueira Cardoso
André Siqueira Cardoso
Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

Artigos Relacionados

Topo