Santos vive crise financeira e atrasa direitos de imagem

- Clube do litoral paulista já reduziu 70% do salário de seus funcionários
Santos

O Santos, há algum tempo, vem enfrentando enormes dificuldades financeiras, situação que se agravou desde o início da pandemia da Covid-19. O clube já havia anunciado, na semana passada, o corte de 70% nos salários dos funcionários que recebem mais que R$ 6 mil por três meses, devido a paralisação do futebol em virtude do novo coronavírus. Desse modo, a relação entre os jogadores e o presidente José Carlos Peres, que não era boa, se desgastou ainda mais. Além disso, no último dia 15, se acumularam três sem o pagamento dos direitos de imagem dos atletas.

O Alvinegro Praiano, ultimamente, tem acertado os vencimentos da CLT aos jogadores no dia correto, e, posteriormente, quitado os direitos de imagem. Entretanto, o clube da Vila Belmiro, desde abril, paga apenas 30% do salário integral do funcionário, e de quebra não acerta seus direitos de imagem. Estes deveres estão pendentes desde o mês de março para grande parte dos atletas, pois outros tem apenas dois meses atrasados.

Cada caso está sendo negociado individualmente pelo Peixe. Sendo assim, a ideia da direção é reduzir também o direito de imagem a 30%, em maio, junho e julho. O clube trabalha com a possibilidade de reembolsar 50% do corte aos jogadores no segundo semestre, numa futura rescisão contratual. Assim, é também estudada pela diretoria a venda de alguns Meninos da Vila, para aliviar a crise financeira vivida na baixada santista.

A REPERCUSSÃO DO CORTE SALARIAL

Os jogadores do Santos, entre eles o capitão Carlos Sánchez, compartilharam, na última quinta-feira (14), uma nota de repúdio do SIAFMSP (Sindicato dos Atletas Profissionais de Futebol do Município de São Paulo) sobre a decisão da diretoria de reduzir seus vencimentos. No texto, é exposto que o elenco considera “absurdo” o desconto de 70% e conclui que “não aceitará que péssimas gestões utilizem o Covid-19 para justificar falhas de planejamento anteriores à pandemia”.

Ainda na nota, consta que os dirigentes, anteriormente, haviam consultado os atletas sobre uma redução de 50%, que foi recusada e contraproposta a diminuição de 30% dos salários. Dessa forma, a definição do desconto de 70% nos meses de abril, maio e junho deixou os empregados do clube totalmente surpreendidos, e a relação direção-jogadores cada vez mais atritada.

Foto destaque: Reprodução/Guilherme Dionizio/Gazeta Press

Nestor Ahrends

Sobre Nestor Ahrends

Nestor Machado Fagundes Ahrends já escreveu 26 posts nesse site..

Estudante de jornalismo (ESPM-Rio). 19 anos. Nascido e criado em Petrópolis-RJ. Apaixonado por futebol e amante de esportes em geral.

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