River Plate + VAR = RiVAR?

- A história do River com o árbitro de vídeo. O Futebol na Veia relembra as principais jogadas envolvendo ambas as partes
VAR

Do “utilizaram a tecnologia somente para uma equipe, fomos prejudicados” ao “estão negando a realidade” de Marcelo Gallardo. Do “inventaram o VAR” de Enzo Pérez ao “si revisaram tantas vezes e foi assinalado é porque foi pênalti” de Borré. Desde o final daquele outubro de 2017 até o início do mesmo mês, mas dois anos mais tarde. Desde a derrota frente ao Lanús pela semifinal até a vitória contra o Boca Juniors na primeira partida de outra semifinal de Copa Libertadores da América.

Em menos de duas temporadas, vários são os crossovers entre River Plate e o VAR. Entretanto, ultimamente, os adversários da equipe Millionaria, sobretudo, Grêmio e Boca, apontaram que a ferramenta errou em pró do atual campeão da América. Tomadas de decisão que o Futebol na Veia relembra logo em seguida.

LANÚS 4 X 2 RIVER PLATE – SEMIFINAL DA LIBERTADORES 2017

Lance de pênalti: com a partida 2 x 0 (3 x 0 no agregado), Ignacio Scocco tentou driblar Iván Marcone. Dentro da área, a bola tocou na mão direita estendida do atual volante do Boca. No entanto, o árbitro de campo, Wilmar Roldán, não considerou infração. Então, o VAR principal, o uruguaio Andrés Cunha, conversou com o colombiano pelo comunicador e orientou o prosseguimento do jogo.

Lance de Expulsão/gol: Román Martínez, em uma disputa de bola, acertou um soco no rosto de Ariel Rojas. Naquela altura do embate, o meia já havia sido advertido com um cartão amarelo. Todavia, a jogada transcorreu e resultou no tento de Lautaro Acosta, o terceiro do Lanús, que, naquela altura, estava a um da classificação. Roldán não marcou falta, bem como não expulsou o meia Granate.

Lance de pênalti: a princípio, o árbitro colombiano não observou que Gonzalo Montiel puxou a camisa de Nicolás Pasquini dentro da área. Dessa maneira, Cunha orientou a revisão do lance e, de maneira correta, Roldán voltou atrás e apontou para a marca da cal. A penalidade máxima foi convertida Alejandro Silva. A partir de então, o agregado era 4 x 3 para o Lanús, que se candidatou a disputar a grande final contra o Grêmio com esse resultado.

RIVER PLATE 3 x 1 INDEPENDIENTE – QUARTAS DE FINAIS DA LIBERTADORES 2018

Lance de pênalti: quando o marcador ainda não havia sido movimentado, ainda durante a primeira etapa, Pinola foi com força excessiva para cima de Martín Benítez e, dentro da área, derrubou o meia do Rojo com um carrinho. Pênalti claro, que o árbitro de campo, Anderson Daronco, não marcou. O VAR principal, que estava a cargo de Wilton Pereira Sampaio, analisou a jogada e conversou com o gaúcho através do comunicador. Entretanto, prevaleceu a decisão de campo. O Independiente protestou, mas o jogo seguiu com um lateral.

GRÊMIO 1 x 2 RIVER PLATE – SEMIFINAL DA LIBERTADORES 2018

Lance de pênaltia equipe de Marcelo Gallardo estava sendo eliminada até que Nacho Scocco ensaiou um voleio. A bola, que tomava o rumo do arco defendido por Marcelo Grohe, bateu na mão direita de Bressan e foi para a linha de fundo. Nem mesmo o próprio atacante protestou, mas o VAR principal, o uruguaio Leodán González, solicitou que Andrés Cunha revisasse o lance. Assim, após entender que se tratava de um movimento antinatural e de uma ampliação da zona corporal, o uruguaio assinalou o pênalti. Além disso, o defensor foi expulso pelo segundo cartão amarelo. Pity Martínez convertou a infração e colocou o River Plate na final. No dia seguinte, o Boca Juniors passou pelo Palmeiras…

RIVER 3 x 1 BOCA – FINAL DA LIBERTADORES 2018

Lance de pênalti: o Boca já havia inaugurado o placar com Darío Benedetto, quando Nacho Fernández levantou a bola em direção a área. Lucas Pratto chegou primeiro e Esteban Andrada derrubou o atacante. O correto seria a marcação da penalidade, e não da falta por parte de Pratto como o fez Andrés Cunha. O VAR não interferiu e a partida prosseguiu com vantagem Xeneize.

ATHLETICO PARANAENSE 1 X 0 RIVER PLATE – RECOPA 2019

Lance de Expulsão: Na Arena da Baixada, durante a partida de ida, Milton Casco deu um murro em Rony antes de uma falta. Wilmar Roldán não viu, mas foi orientado a revisar o lance pelo VAR. Desse modo, o colombiano expulsou o lateral-esquerdo. Contudo, não apontou a marca da cal, visto que a pelota ainda não havia sido colocada em jogo no momento da agressão.

RIVER PLATE 3 x 0 ATHLETICO PARANAENSE – RECOPA 2019

Lance de pênalti: com a partida 0 x 0 e o River pressionando para virar o marcador (0 x 1 na ida), já na etapa complementar, os argentinos despejam um escanteio dentro da área do Furacão. Em primeiro momento, a zaga rechaçou, porém a sobra ficou com Pinola. O zagueiro dominou e finalizou. A bola, no entanto, pegou no braço direito de Lucho González. O árbitro de campo, Roberto Tomar, foi chamado pelo VAR principal, Diego Haro, para revisar o lance. O chileno assinalou a penalidade, que Borré cobrou e fez o primeiro do conjunto Millionario.

RIVER PLATE  0 X 0 CRUZEIRO – OITAVAS DA LIBERTADORES 2019

Lance de impedimento: no início do segundo tempo, Marquinhos Gabriel escapou livre e cara a cara com Franco Armani deixou o Cruzeiro em vantagem. Entretanto, o VAR, de responsabilidade de Raphael Claus, impugnou o tento do jogador.

Lance de pênalti: o colombiano Orejuela tropeçou na área, a bola bateu em seu pé esquerdo, e, logo em seguida, resvalou em sua mão. No entanto, tanto o árbitro de campo quanto o VAR não entenderam o lance como sendo faltoso.

Lance de pênalti: Quatro segundos depois dos seis minutos acrescidos pelo árbitro Víctor Carrillo, Christian Ferreira cobrou escanteio pela direita. Dentro da área, Henrique puxou a camisa de Lucas Pratto. Assim, Raphael Claus solicitou a revisão do lance. Desse modo, o pênalti foi marcado, porém Matías Suárez desperdiçou a oportunidade no último segundo da partida.

RIVER 2 x 0 CERRO PORTEÑO – IDA QUARTAS DA LIBERTADORES 2019

Lance de pênalti:  já no começo da partida, Nicolás De La Cruz caiu dentro da área. O árbitro de campo, Víctor Carrillo, nada marcou. Entretanto, Raphael Claus, encarregado do VAR, solicitou que peruano revisasse o lance. Assim, a falta foi assinalada, bem como o zagueiro Larrivey recebeu o cartão amarelo. Cinco minutos e meio depois, Nacho Fernández colocou o River Plate na frente.

Lance de gol invalidado: Matías Suárez escapou pelo lado direito e, antes de cruzar para Nacho Fernández empurrar para o fundo das redes, tocou a bola com a mão. Nem o árbitro nem o assistente número um perceberam a infração. Somente o arqueiro do Cerro, Juan Pablo Carrizo, reclamou. Claus revisou o lance e seguiu a regra vigente: agora, qualquer toque na mão que resulte em gol, mesmo que acidental, deve ser assinalado.

Lance de pênalti: Em condição legal, Exequiel Palacios adiantou a bola e Carrizo derrubou o volante dentro da área. Carillo, imediatamente, apontou para a marca da cal. O VAR revisou o lance e, corretamente, não interferiu na decisão de campo.

Lance de expulsãono final do jogo, Enzo Pérez subiu com o cotovelo nas costelas de Larrivey. A infração, que era no mínimo para amarelo, não foi vista pelo árbitro de campo. Cabe ressaltar que o volante Millionario já havia recebido um cartão amarelo. Por sua vez, o VAR não pôde rever a ação, pois somente interfere em situações de vermelho direito.

CERRO PORTEÑO 1 x 1 RIVER – VOLTA QUARTAS DA LIBERTADORES 2019

Lance de expulsão: com os paraguaios à frente no marcador pela vantagem mínima, Haedo Valdez, o autor do tento, acertou um soco em Palacios. No entanto, Julio Bascuñán não o considerou como sendo brusco. Advertido pelo VAR, revisou a jogada, mas somente apresentou o cartão amarelo ao centravante paraguaio. Errou o chileno.

RIVER 2 x 0 BOCA – SEMIFINAL DA LIBERTADORES 2019

Lance de pênaltiNos minutos iniciais do Superclássico, Borré dominou a bola depois de Andrada conceder um rebote. Dessa maneira, o centroavante caiu. A princípio, Rafhael Claus nada marcou. No decorrer da jogada, o Boca construiu um bom contra-ataque, que podia ter terminado em gol. Depois da bola sair pela linha lateral, o VAR principal, Nicolás Gallo, solicitou a revisão do lance. Então, o árbitro de campo marcou pênalti de Emmanuel Mas em cima do colombiano. O próprio assumiu a responsabilidade e tirou o zero do marcador.

Lance de expulsãojá nos acréscimos, Capaldo, que havia sido advertido apenas com um cartão amarelo, foi expulso com o auxílio do VAR após solar o joelho de Enzo Pérez.

Pedro Ferri

Sobre Pedro Ferri

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Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

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Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

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