River Plate empata com Atlético Tucumán, vê Boca vencer e perde Superliga Argentina na última rodada

- Com o empate no José Fierro, River perde o título para o Boca Juniors, que venceu o Gimnasia y Esgrima em La Bombonera
River Plate

O River Plate não conseguiu vencer, no José Fierro, o Atlético Tucumán. Assim, com a vitória do Boca Juniors contra o Gimnasia y Esgrima, a equipe de Marcelo Gallardo perdeu o título da Superliga Argentina 2019/2020 para seu maior rival na última rodada da competição.

Assim, esse seque sendo o único título não conquistado por Muñeco a nível continental à frente do clube de Núñez.

O empate em 1 a 1 foi marcado por muitas polêmicas na arbitragem de Patrício Loustau, mas Javier Toledo, no primeiro tempo, e Matías Suárez, no segundo, foram as redes.

Mais uma fez o técnico Ricardo Zielinski se colocou como uma pedra no sapato do River Plate. “El Russo” era o comandante do Belgrano 2011, quando a equipe de Córdoba rebaixou o time Milionario.

1º TEMPO

Apesar do River Plate precisar do resultado, foi o Atlético Tucumán que assustou primeiro. Aos 3′, Cristian Erbes chutou de fora da área, exigindo grande intervenção de Franco Armani no canto inferior esquerdo. Na sequência do lance a primeira polêmica de arbitragem da partida. Javier Toledo se enrroscou dentro da área com Lucas Martínez Quarta, mas o árbitro Patrício Loustau nada marcou.

No momento em que o River construiu pela primeira vez, veio a segunda polêmica. Após excelente passe de Nacho Fernández, Rafael Santos Borré saiu cara a cara com Cristian Lucchetti e mandou para o fundo das redes, mas o tento foi impugnado por impedimento. Em posição ajustada, a arbitragem não pôde rever o lance no VAR, visto que a Superliga Argentina não disponibiliza a ferramenta para os árbitros.

Errática, a equipe de Marcelo Gallardo até monopolizava a posse de bola, mas não dominava as ações devido a forte marcação do Tucumán. Dessa maneira, à medida que o tempo transcorria os donos da casa se aventuravam no campo ofensivo.

Em uma dessas vezes, aos 19′, após escanteio cobrado por Nicolás Aguirre, Javier Toledo subiu mais do que Gonzalo Montiel no segundo pau e de cabeça mandou para o fundo das redes de Franco Armani, que saiu do gol, mas parou no meio do caminho. Festa no José Fierro e em La Bombonera, onde o Boca Juniors empatava sem gols com o Gimnasia y Esgrima. Nesse cenário, teríamos um Superclássico.

Imediatamente depois, o River finalizou suas primeiras bolas, com Nicolás De La Cruz e Matías Suárez. Todavia, nenhum dos arremates, ambos executados de fora da área, acertou o arco rival. Melhor na partida após o gol sofrido, quando construiu à sua maneira, de pé em pé, os Millionarios empataram.

Aos 35′, depois de boa associação entre Matías Suárez, Nicolás De La Cruz e Milton Casco, o lateral-esquerdo cruzou com açúcar para o próprio Suárez fazer de cabeça. Com o resultado, o título iria para o Monumental de Núñez, mas em caso de vitória do Boca, ficaria com a equipe Xeneize. Após o empate, o River acentuou ainda mais seu domínio, mas não conseguiu ir para os vestiários com a vantagem.

2ºTEMPO

A terceira polêmica veio seis minutos da etapa complementar. Nacho Fernández foi derrubado por Leonardo Heredia, que entrou na vaga de Aguirre, dentro da área. No entanto, Loustau nada marcou.

Com a partida parelha, nenhum dos dois se sobressaiam na partida. Nicolás De La Cruz em cobrança de falta assustou, ao passo que Javier Toledo em finalização de fora da área deu trabalho para Armani. Aos 12′, depois de exímio lançamento de Nacho Fernández, Matías Suárez errou no último passe para Borré, desperdiçando uma clara oportunidade de virar.

Objetivando acabar com o equilíbrio, Gallardo colocou Juanfer Quintero na vaga de Javier Pinola. Dessa maneira, o River foi remodelado taticamente, saindo do 3-5-2 e assumindo o 4-1-3-2. Aos 19′, a quarta polêmica. Em jogada pela esquerda, Matías Suárez passou por Guillermo Ortiz e caiu dentro da área. Mesmo com o puxão do defensor na camisa do atacante, Patrício Loustau mandou o jogo seguir.

Aos 26′, depois de bela jogada de Nacho Fernández pelo lado esquerda, Matías Suárez, dentro da pequena área, mandou a bola por cima da meta de Luccheti, perdendo ótima oportunidade de virar. Logo em seguida, em La Bombonera, Carlos Tevez abriu o placar para o Boca, que com a combinação de resultados, estava levando o título da Superliga 2019/2020.

Três minutos depois, em cobrança de falta, Quintero assustou. A resposta veio em dose dupla e pelo alto: Toledo e Guillermo Ortiz, ambos de cabeça, levaram perigo ao gol do River Plate. Precisando do resultado, Gallardo sacou Matías Suárez e promoveu o ingresso de Nacho Scocco, que, aos 37′, após linda enfiada de Quintero, perdeu outra boa chance para o River.

No tudo ou nada, Milton Casco saiu para a entrada de Lucas Pratto, que não balança as redes desde a final da Recopa Sul-Americana contra o Athetico Paranaense em abril do ano passado. Robert Rojas, após escanteio cobrado por Quintero, quase marcou, tal como Lucas Martinez Quarta, que já nos acréscimos, quase fez de bicicleta. Mas não foi o suficiente, com o empate e a vitória do Boca Juniors, o River Plate de Marcelo Gallardo ficou sem a conquista.

E AGORA?

Ambos voltam a se enfrentar no próximo domingo no Monumental de Núñez, às 17h45, pela fase de grupos da Copa da Superliga. Antes disso, na quarta-feira, River Plate recebe o Binacional-PER pela Copa Libertadores.

 

Pedro Ferri

Sobre Pedro Ferri

Pedro Rodrigues Nigro Ferri já escreveu 354 posts nesse site..

Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

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Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

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