A raça da Libertadores

A Taça Libertadores da América ficou conhecida como o torneio da raça, onde a força de vontade supera a técnica e as camisas entortam varal.

Os torcedores se acostumaram a ver um futebol pegado, brigado, com muitas faltas e até violência em algumas partidas e as brigas se tornam parte da competição.

A frase que ficou famosa entre os torcedores foi “Isso é Libertadores!”. Uma forma de mostrar a virilidade da competição.
Nas últimas edições não vimos um futebol bem jogado, vimos times sendo campeões em um ano e fazendo campanha pífio no ano seguinte, como o San Lorenzo, que foi campeão em 2014 e parou na primeira fase de um grupo que tinha Corinthians e São Paulo e este ano vimos o River Plate cair nas oitavas para o modesto Independente Del Valle, time sem tradição na competição.
Mas o que vimos de diferente foi a partir das quartas de final. Só jogaço!

Vimos bons clássicos, além de times com tradição e equilíbrio, mostrando que a Libertadores volta a ser um torneio com bons times.

São Paulo x Atlético-MG, Nacional x Boca Juniors, Rosário Central x Atlético Nacional e Pumas x Independiente del Valle, foram os confrontos.

Os dois primeiros são clássicos de campeões da Libertadores, São Paulo venceu 3 vezes, Atlético 1 vez, Nacional 3 vezes e Boca Juniors 6 vezes. No terceiro confronto, um time de tradição na Argentina e um bicampeão da América. O último confronto é o mais fraco, mas que mesmo assim tem grande equilíbrio.

São Paulo 1 x 0 Atlético-MG – Estádio do Morumbi
Atlético-MG 2 x 1 São Paulo – Arena Independência

No primeiro confronto o equilíbrio se deu no meio campo, com um jogo muito truncado, pegado, de muitas faltas, pouco jogo e muita pancada. Nenhum dos dois atacou. Pouco trabalho para os goleiros, em que o SP venceu em um gol de bola parada.

No jogo de volta, o Tricolor Paulista precisa do empate para se classificar ou se fizesse 1 gol obrigaria o Galo mineiro a fazer 3 tentos. O Galo precisava de uma vitória simples para levar o jogo para os pênaltis ou vencer por 2 gols para se classificar. O time mineiro foi pra cima e com 11 minutos já tinha o resultado que queria, 2 x 0, revertendo o placar do jogo de ida, impondo a pressão ao time paulista, que não se abateu e diminuiu logo aos 14 minutos da primeira etapa. O jogo seguiu “toma lá, da cá”, com defesas dos goleiros, bolas passando perto, bolas na trave, faltas perigosas, tudo que não aconteceu no primeiro jogo, aconteceu no segundo, jogaço que deu a classificação ao tricolor.

Nacional 1 x 1 Boca Juniors – Estádio Centenário
Boca Juniors 1 x 1 Nacional – La Bambonera

De fato o confronto de maior equilíbrio. Duas camisas pesadíssimas no cenário sul-americano, brigando por uma vaga que acabou tendo que ser decidida nos pênaltis. Com boas defesas dos dois goleiros, a partida chegou nas alternadas e o goleiro Orion brilhou para o time argentino ao defender a primeira cobrança das alternadas e garantir o Boca na semi.

Rosário Central 1 x 0 Atlético Nacional – Estádio Gigante de Arroyito
Atlético Nacional 3 x 1 Rosário Central – Atanasio Girardot

Um confronto que prometia excelente futebol. Atlético Nacional era a melhor equipe da fase de grupos e o Rosário vinha sendo a melhor equipe da fase de mata-mata. No primeiro duelo o equilíbrio também foi notório, apenas do golaço do time argentino em casa.

No jogo de volta, situação parecida com o jogo de São Paulo e Atlético-MG, pois o Rosário jogava pelo empate e um gol para aumentar sua vantagem. E o fez. Abriu o placar em um pênalti muito contestado em que a bola bateu na mão do zagueiro que estava caído e usava o braço para se apoiar ao chão. Marco Rubén fez o gol e pôs a pressão no time colombiano. O Atlético veio pra cima, mas errava muito, mesmo assim conseguiu empatar no final da primeira etapa. No comecinho do segundo tempo, marcou mais um pra por fogo na partida. O jogo era bom, chances perdidas para os dois lados, eis que veio os acréscimos, mais 6 minutos. E aos 50, Bérrio fez o gol da classificação dos colombianos, um verdadeiro milagre, coisa que só acontece no futebol. Impressionante. Atlético Nacional classificado e pega o São Paulo nas semifinais.

Independiente del Valle 2 x 1 Pumas

O primeiro confronto equilibrado mostrou que a Libertadores está aberta e que qualquer um que permanece nela pode ser campeão, demonstrando não ter nenhum time acima da média.
A partida de volta acontece terça-feira, 24 de Maio, no México, o vencedor pega o Boca Juniors na semifinais,

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.

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