Quarentena: como alguns jogadores mantêm o condicionamento físico?

O Coronavírus paralisou o futebol no Brasil inteiro e na maior parte do mundo por tempo indeterminado
Quarentena como alguns jogadores mantêm o condicionamento físico

O Coronavírus (Covid-19) surgiu no fim do ano passado e vem causando estragos. Desde então, medidas vêm sendo tomadas para interromper o contágio do vírus por todo o mundo. O futebol, por exemplo, foi afetado com a paralisação das principais competições nos cinco continentes, e no Brasil todos os estaduais estão paralisados. Mas, como está a rotina dos jogadores em meio a quarentena forçada? O Futebol na Veia conversou com atletas para responder a essa pergunta.

Rizespor

Começamos a nossa jornada começa longe de casa, mais precisamente na Turquia, onde Braian Samudio atua. O campeonato local foi um dos últimos a paralisar, e vive a tensão do país em meia ao surto. Para o ponteiro, que se destacou no Brasil jogando no Guarani em 2017, o momento é de dificuldade, pois vive do futebol e está longe da família. Ele tentou voltar para o Paraguai, mas em conversa com a diretoria achou melhor ficar de quarentena na Turquia, para não expor seus entes e amigos queridos.

Conversei com os diretores para ver se eu poderia retornar para o Paraguai, mas é impossível porque tenho que entrar em quarentena e se o campeonato recomeçar a partir daí, não estaria lá. Estou mantendo a forma dentro de casa, atendendo ao pedido do clube. Temos que tomar muito cuidado, as pessoas não saem de suas casas, ruas vazias, supermercados vazios, enfim tudo parado por conta do surto – relatou.

Na Turquia até o momento, os números chegam a 2433 casos e 59 mortos pelo COVID-19.

Foto: (Divulgação/Rizespor)

São Bento

Do São Bento de Sorocaba, que disputa a Série A2 do Campeonato Paulista, o lateral Diego Tavares contou que os preparadores clube fizeram uma rotina de exercícios para a quarentena. Segundo ele, o momento é complicado, porém necessário.

“O pessoal da preparação física nos passou um protocolo de exercícios para que a gente possa estar mantendo o condicionamento, mesmo sem treinamentos no cube. É uma situação complicada, mas necessária nesse momento tão complicado que estamos vivendo. Espero que todos se conscientizem e permaneçam seguindo as orientações dos órgãos de saúde”, comentou.

Foto: (Divulgação/São Bento)

Inter de Limeira

Já em Limeira, e na Série A do Paulistão, a Inter que ocupa a 3ª posição do Grupo C segue o mesmo caminho do Azulão. Para Roger Bernardo, zagueiro do Leão, a paralisação pode ser boa, pois o atleta se recupera de lesão sofrida contra o Novorizontino na 8ª rodada do estadual. Ele conta que trabalha para estar apto para jogar na volta das competições nacionais.

“Obviamente que ninguém está satisfeito com toda essa situação, porém estamos passando por um momento atípico e isso exige paciência e compreensão de todos. Venho realizando todos os protocolos de tratamento que o departamento médico da Inter de Limeira me passou. O meu objetivo é me reapresentar em condições de iniciar os treinamentos normais com os demais atletas do elenco”, revelou.

River

Partindo para o Nordeste, o River do Piauí paralisou todas as atividades do clube desde o departamento de futebol, categorias de base até a sede social. Assim, outro zagueiro, Felipe Barros segue uma rotina de treinamentos em casa para não perder a forma física. A equipe técnica do Galo Carijó preparou um protocolo de exercícios para que seus atletas possam estar prontos para a volta aos gramados. Felipe conta mais:

“Não dá para ficar parado. Tenho um protocolo de exercícios e vou seguir fazendo mesmo estando em casa. Não sabemos até quando essa paralisação vai durar e precisamos estar preparados para quando tudo voltar a normalidade”, destacou o defensor.

Foto: (Divulgação/River-PI)

Atlético Mineiro

Seguindo orientações dos órgãos de saúde, o Galo liberou seu jogadores para evitar aglomerações. O meia Hyoran, aproveita a quarentena para ficar junto da família e fazer coisas que pouco tinha chances de fazer na correria do dia a dia. Uma delas é exercer a função de pai, cuidando dos seus dois filhos ao lado da mulher. Para ele, a correria ainda permanece, mas de um jeito diferente.

“Tem sido um período bem corrido. Isso é bom para ocupar a cabeça. Minha família é meu alicerce. Eles que estão do meu lado nos momentos bons e ruins. O Isaac não para. Ele quer ficar jogando bola o tempo todo. A Eloah é um pouco mais calma, mas nem por isso deixo de dar um suporte para a minha esposa neste momento. Troco fralda, dou banho e faço outras ações que auxiliam na rotina da nossa pequena. Estou ajudando a cozinhar também.

Foto: (Divulgação/AV Assessoria de Imprensa)

Mesmo assim, ele não deixa o lado atleta de escanteio, tentando manter o condicionamento físico, treinando em casa para manter-se em atividade. Para isso, seu filho mais velho é o seu principal incentivador.

“Nosso corpo é o nosso instrumento de trabalho. Por isso, precisamos estar sempre fazendo exercícios para quando retornarmos aos treinamentos não perdermos muito do nosso condicionamento. Até o meu filho, nessa energia plena dele em ficar jogando bola, me auxilia nesse momento”, explicou o meia, que tem 12 jogos pelo Atlético Mineiro.

Foto: (Divulgação/AV Assessoria de Imprensa)

Chapecoense

Por fim, indo para o Sul do Brasil, o zagueiro Joilson também nos contou um pouco mais da sua rotina. A academia, os treinamentos, jogos e concentração foram trocados pelo isolamentos social, parte das instruções dos órgãos de saúde. O defensor falou da mudança repentina na vida.

“É até estranho ficar tanto tempo em casa nesse período. Geralmente, essa é uma época em que estamos acelerando o ritmo para as decisões do estadual e planejando o Campeonato Brasileiro. Mas, infelizmente, por conta de toda essa situação que afeta o mundo inteiro, tivemos que mudar os planos. Agora é ter paciência e cumprir as orientações de ficar em casa, é o melhor que podemos fazer”.

Em período de quarentena, o defensor mantém as atividades físicas diárias, mesmo dentro de casa:

“A gente faz o que pode. Claro que limita bastante, mas sempre tem um jeito. A Chapecoense passou uma planilha de exercícios e estou seguindo para tentar amenizar o tempo que ficaremos sem poder treinar normalmente. Faz parte desse processo. Espero que todos fiquem bem durante esse período e que logo a situação volte ao normal em todos os países”, concluiu.

Foto: (Divulgação/Marcio Cunha/ACF)

No Brasil a situação é mais séria do que no país turco, pois já são 2567 casos confirmados da doença e 60 mortos, segundo o Ministério da Saúde.

Ruan Silva

Sobre Ruan Silva

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Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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Ruan Silva
Ruan Silva
Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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