Phelipe ou Kevin Mier? Quem foi o melhor goleiro do Sul-Americano Sub-20?

Arqueiros dividem opiniões dentre veículos de imprensa que fizeram a Seleção do Campeonato e o FNV vai solucionar a disputa

Alguns goleiros se sobressaíram em nove jogos que compõe o Campeonato Sul-Americano Sub-20 2019, caso sua seleção tenha chegado ao hexagonal final, onde acontecem mais cinco jogos após os quatro da 1ª fase. Dentre os principais goleiros selecionamos quatro: Kevin Mier (Colômbia)Phelipe Megiolaro (Brasil)Moisés Ramírez (Equador) e Manuel Roffo (Argentina).

Estatisticamente, foram os goleiros menos vazados ou mais exigidos e que melhor corresponderam. Vale levar em conta que nem todo gol a culpa é do goleiro e que uma zaga bem postada ajuda a evitar gols, ou seja, nem toda melhor defesa do campeonato tem o melhor goleiro. Mier foi eleito pelo site Opta, para os 11 ideais do torneio, enquanto Phelipe eleito por Marca e OvaciónVeja a Seleção FNV do Sul-Americano Sub-20.

Kevin Mier (Colômbia)

O goleiro foi selecionado pelo site Opta como melhor de sua posição no torneio. O arqueiro teve, em nove jogos disputados, 26 chutes a sua meta, tendo interceptado 23 deles e sofrido apenas três gols. Com isso, segurou 88,5% dos chutes. Assim, sofria, em média, 2,89 chutes a gol por duelo e 0,33 deles entravam, ótimos números. Ficou seis jogos sem sofrer gols.

Contudo, como dito anteriormente, não é só o goleiro que faz parte da zaga, pois o time por completo faz parte disso, principalmente seus companheiros de defesa: a dupla de zagueiros, Andrés Reyes e Carlos Cuesta, estes que deram muita segurança ao arqueiro cafetero, sendo eles, inclusive, os autores de dois gols no torneio, um cada, dos quatro que a equipe fez (Iván Angulo fez os outros dois). Eram firmes, bons no jogo aéreo e facilitaram a vida da Colômbia. Tanto que Cuesta está em todas as seleções do campeonato.

Phelipe Megiolaro (Brasil)

Phelipe foi o goleiro mais exigido da competição e se não fosse por ele o Brasil poderia ter ido ainda pior na pífia campanha de 2019. O arqueiro teve sua meta vazada em sete oportunidades de 35 tentativas, ou seja, interceptou 28 chutes, tendo 80% de aproveitamento no quesito. Tendo disputado todos os jogos do campeonato, sofria, em média, 3,89 chutes por jogo, levando 0,78 por partida. Foram cinco jogos sem buscar a bola no fundo do arco.

Porém, diferente do rival, o camisa 12 canarinho não tinham bons companheiros de zaga, ou pelo menos os promissores atletas não se encaixaram durante a competição, batendo cabeça por diversas vezes, e levando diversos dribles e cometendo faltas tolas, como um pênalti na derrota para o UruguaiEste jogo é um exemplo de que o goleiro não teve culpa nos três gols do sofridos.

No primeiro porque voou na cobrança de falta milimétrica do camisa 10 Nicolás Schiappacasse, onde a bola bateu na trave e caiu no meio da pequena área, nos pés de Emiliano Gómez, sozinho, abrir o placar. No segundo pelo pênalti já mencionado, cometido pelo zagueiro Thuler em Schiappacasse. E no terceiro por total mérito de Pablo García, que acertou um chutaço de fora da área, sem chances para o goleiro, entrando no ângulo.

Phelipe fez as possíveis melhores defesas da competição na derrota para a Venezuela por 2 x 0. Primeiro num chute cruzado de Hurtado, carrasco da partida, no segundo jogo entre as equipes, já no hexagonal final da competição. O camisa 9 puxou contra-ataque, levou quatro marcadores brasileiros na velocidade ou no drible e tocou a esquerda do goleiro, que evitou o tento com uma linda defesa. No mesmo jogo, pegou uma bola que tinha como endereço o ângulo, no chute de Sosa, camisa 10 venezuelano, outra defesaça.

Moisés Ramírez (Equador)

Apelidado de Araña Ramírez, o goleiro equatoriano levou o título da competição com equipe que não tinha como ponto alto sua defesa, mas, sim, o seu ataque. Com 14 gols marcados, a La Tri passou apenas dois jogos sem marcar e ficou cinco deles sem sofrer gols. Porém, mesmo com uma grande pressão à frente, Moisés Ramírez fora bem exigido. Foram 34 chutes a gol e sete tentos sofridos nos nove jogos disputados.

Foram 27 defesas, tendo um aproveitamento de 79,4%, sofrendo 3,78 chutes por jogo, sendo que 0,78 entravam. Também com ótimo números, mas sem uma atuação de destaque. Vale a ele o prêmio de que fora emprestado do Independiente del Valle para o Real Sociedad, da Espanha, por uma temporada, com opção de compra ao final do contrato. O título do Sul-Americano o credencia, sim, como um dos melhores goleiros da competição.

Manuel Roffo (Argentina)

Também participou de todas as partidas de sua seleção no campeonato, tendo sofrido apenas seis gols nas nove partidas. Foi o terceiro goleiro mais exigido, tendo sofrido uma média de 3,22 chutes por jogo, 29 chutes diretos durante o torneio, interceptando 23 deles. Quanto a gols levados, sua média é de 0,67 por jogo.

Foram também quatro partidas sem ter sua meta vazada, numa competição em que o ataque da Argentina funcionava, tendo deixado de marcar gols em apenas dois jogos. Aliado a um bom sistema defensivo, principalmentepelo fato de ter à frente o zagueiro Nehuén Pérez, um dos melhores da competição, contribuiu para uma zaga mais segura.

Veredito

Se ainda não se convenceu se quem foi o melhor goleiro com o que foi relatado sobre cada um deles e sobre os vídeos, acesse a Seleção FNV do Sul-Americano Sub-20 e veja outros detalhes.

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

Eric Filardi já escreveu 1110 posts nesse site..

Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 25 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol.Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.


Que tal assistir a final da Libertadores no Chile? Cadastre-se e concorra:

Rexona


Forza Football

 

Eric Filardi
Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 25 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol.Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.
http://www.ericfilardi.com.br

Artigos Relacionados

Topo