Passaporte Rússia – Top 5 ídolos Sul-Coreanos

Conheça os maiores ídolos da história da Seleção Sul-Coreana
Passaporte Rússia - Top 5 ídolos Sul-Coreanos

Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o segundo de sete textos sobre a Seleção Sul-Coreana desta edição. Confira os cinco maiores ídolos da história dos tigres asiáticos.

Foram nove participações (dez agora) em Copas do Mundo, e apesar de apresentar campanhas não muito satisfatórias num contexto geral, alguns “Tigres Asiáticos” fizeram história. Confira quais são os cinco jogadores que deixaram sua marca na história da Seleção Sul-Coreana.

PASSAPORTE RÚSSIA – OS CINCO MAIORES ÍDOLOS DA SELEÇÃO SUL-COREANA

5 – LEE YOUNG-PYO

Seu desempenho no Anyang (clube sul-coreano) fez com que ele ganhasse a posição como titular na Seleção Sul-Coreana na Copa do Mundo de 2002. Jogador com muitas habilidades em campo, Lee Young-Pyo tinha uma ótima defensiva e mais ainda pelas laterais, destacando-se pelo ótimo cruzamento, boa marcação e tática exemplar. Posteriormente, foi para o PSV Eindhoven e durante as três temporadas que atuou, conquistou quatro títulos sendo dois dele pelo clube. Em 2005, Lee assinou contrato com o Tottenham (clube inglês) e em nenhuma de suas quatro temporadas foi jogador titular absoluto. Teve uma breve passagem pelo Borussia Dortmund (clube alemão) com poucas oportunidades, em 2008. Veterano, foi para o time da Arábia Saudita Al-Hilai e se tornou ídolo após conquistar o campeonato do país duas vezes. Em seu currículo possui 127 partidas pela Seleção da Coreia do Sul, cinco gols e três Copas do Mundo (2002, 2006 e 2010). Seus últimos jogos da carreira foram no Vancouver Whitecaps (clube canadense).
Argentina v South Korea: Group B - 2010 FIFA World Cup
Copa do Mundo de 2010 – Argentina 4 x 1 Coreia do Sul (Reprodução/Zimbio.com)

4 – AHN JUNG-HWAN

Velocidade, mobilidade e boa finalização são as três qualidades que melhor definem Ahn Jung-Hwan. Sua carreira no futebol teve início na Ajou University e seu primeiro contrato foi em 1998 com o Busan (clube sul-coreano). No ano seguinte ganhou destaque e como atacante foi eleito o melhor jogador do Campeonato Coreano. Seu desempenho fez com que ele chegasse à Seleção da Coreia do Sul e ganhasse olhares de alguns times europeus.

Em 2000 foi para o time italiano Perugia, rendendo boas atuações em duas temporadas. Já na Copa do Mundo de 2002, Ahn foi um dos principais nomes da equipe da Coreia do Sul, chegando às semi-finais da competição. Ironia do destino ou não, um dos adversários nas oitavas de final era a Itália, país onde atuava até então. Nos minutos finais da prorrogação, Ahn fez com que seu time fosse, pela primeira vez na história, às quartas de final. A alegria da conquista que logo se tornou tristeza ao descobrir que foi dispensado, publicamente, pelo próprio presidente da Perugia, por ter eliminado a Seleção da Itália da Copa do Mundo. Voltando para o continente asiático, acertou com o S Pulse e com Yokohama Marinos, ambos clubes japoneses, como artilheiro e, posteriormente, atuou em outros times pelo mundo como Metz (clube francês) e Dalian (clube chinês).

Em seu currículo, carrega 71 partidas pela Seleção e três Copas do Mundo (2002, 2006 e 2010). Se aposentou em 2011 e fez aparições como comentarista em uma emissora sul-coreana durante a Copa de 2014, além de alguns trabalhos como modelo e ator.

DAEJEON, SOUTH KOREA - JUNE 18: WM 2002 in JAPAN und KOREA, Daejeon; Match 56/ACHTELFINALE/KOREA - ITALIEN (KOR - ITA) 2:1 n.V.; JUBEL nach TOR zum 2:1 jung Hwan AHN/KOR (Photo by Andreas Rentz/Bongarts/Getty Images)
Copa do Mundo de 2002 na Coreia do Sul/Japão – Coreia do Sul 2 x 1 Itália (Reprodução/Top Eleven)

3 – HONG MYUNG-BO

Jogador que mais possui participações pela Seleção Sul-Coreana com 136 jogos e dez gols. Em toda sua carreira, disputou quatro Copas do Mundo, em 1990, 1994, 1998 e 2002, sendo a última a que mais se destacou ao receber o prêmio de terceiro melhor jogador mundial. Zagueiro e um grande cobrador de faltas, assinou contrato com o clube sul-coreano Pohang de 1992 a 1997 e logo em seu ano de estreia sagrou-se campeão da K League, liga principal do país. Depois atuou em clubes japoneses como o Bellmare e o Kashiwa Reysol venceu a Copa do Japão de 1999. Em 2002 retornou ao Pohang e já no ano seguinte, pela equipe americana Los Angeles Galaxy, disputou suas duas últimas temporadas da carreira. Em 2009 foi treinador das equipes de base da Seleção e ganhou ainda mais prestígio ao conquistar a medalha de bronze nas Olimpíadas de 2012. O desafio como técnico da Seleção principal foi no ano que antecedeu a Copa de 2014, mas o resultado insatisfatório durante a competição o fez sair do cargo. Atualmente é treinador do HangzHou da China. Vale ressaltar que em 2004, Hong Myung-Bo foi um doa 125 maiores jogadores de futebol vivos por Pelé.
Hong Myung-Bo South Korea
(Reprodução/Goal.com)

2 – PARK JI-SUNG

Jogadas individuais, dribles, velocidade e precisão. Quando com a bola nos pés, suas habilidades sempre chamaram atenção. Park começou sua carreira no futebol quando ainda cursava o quarto ano do ensino fundamental. Talento precoce, depois de sair da Myongji University, assinou seu primeiro contrato com o Kyoto Sanga do Japão e por causa de suas atuações em campo, foi convocado para a Copa do Mundo de 2002, sob a técnica de Guus Hiddink. Sua participação na maior competição do mundo rendeu um convite, pelo próprio técnico, para o PSV Eindhoven, localizado nos Países Baixos. O desafio de se adaptar a um novo estilo de jogo, fez com que Park sofresse lesões durante as partidas, não permitindo seu avanço no time. Em sua terceira temporada, já recuperado, se tornou destaque do clube na conquista do Campeonato Neerlandês de Futebol, conhecido como Eredivisie, de 2004/05.

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(Reprodução/The Bus by Babe)

Quatro milhões de euros foi o preço pago para Park ter seu nome ligado ao Manchester United. Houve especulação de que essa ação fosse uma jogada de marketing do clube inglês porque ele costuma investir sua marca no continente asiático. Mas Park fez jus ao seu talento e se tornou um dos jogadores mais importantes dos “Red Devils” no tempo em que defendeu a equipe. Foram sete temporadas e durante sua trajetória se tornou o primeiro capitão asiático assim como o primeiro jogador sul-coreano a vencer a Liga dos Campeões da UEFA e a Premier League pelo time. Foram mais de 200 jogos e 27 gols. De 2012 para 2013, foi emprestado para o clube inglês Queens Park Rangers, jogando ao lado de Júlio César e Fábio Silva, e voltou ao seu primeiro time, o PSV, após o QPR ser rebaixado para a segunda divisão inglesa. De volta à casa, jogou poucas partidas, sendo uma delas a última de sua carreira. Park Ji-Sung anunciou sua aposentadoria em 2014 aos 33 anos.

Park se tornou um grande ídolo nacional e, além da Copa do Mundo de 2002, esteve também em 2006 e 2010, como capitão. Foram três gols marcados contabilizados nessas três copas em que participou. Pela Seleção Sul-Coreana jogou 100 partidas e marcou treze gols.

1 – CHA BUM-KUN

De chuteiras aposentadas, ainda é considerado o maior artilheiro sul-coreano da história. Conhecido por “Tcha Bum”, era um atacante completo e, por isso, foi eleito o melhor jogador asiático do século XX. Em campo, se destacava pela velocidade que corria e pela forma que fazia gols: cobrando faltas, de cabeça e até chutando com as duas pernas. Pela Seleção Sul-Coreana, computa um total de 121 jogos marcando 55 gols. Em Copas do Mundo teve apenas uma participação, a de 1986, e nos jogos da edição, mesmo sem passar da primeira fase, os adversários da Coreia do Sul já conhecendo a fama de Cha Bum-Kun faziam a marcação no “Tigre” sempre com dois jogadores.

Seu currículo como jogador começou na Universidade da Coreia, posteriormente nas equipes do Korean Trust Bank e do Korean Air Force. Sempre idealizava fazer carreira em um clube europeu, mais precisamente o alemão, porque sabia que isso o faria crescer como jogador e poderia aprimorar o futebol de seu país.

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Copa do Mundo de 1986 no México – Argentina 3 x 1 Coreia do Sul (Reprodução/Pinterest)

No auge de seus 25 anos, em 1978, acertou com o time alemão Darmstadt, mas o período que permaneceu lá não foi como esperava. Isso fez com que ele buscasse uma outra experiência em outro clube alemão no ano seguinte: Eintracht Frankfurt. Foram quatro anos, 122 jogos, 46 gols e o suficiente para, já na primeira temporada vestindo a camisa alemã, ser considerado o “Homem do Jogo” (Man of the Match) pela sua atuação na final da Copa da UEFA, que é o maior título da história do time. Quando foi para o Bayer 04 Leverkusen, ainda na Alemanha e onde permaneceu por seis anos, teve sua carreira ainda mais acentuada depois de conquistar mais uma vez a Copa da UEFA, batendo recordes como o jogador estrangeiro a marcar o maior número de gols (52 em 185 jogos) na história da Bundesliga (liga profissional de futebol alemã). Por esta razão, se tornou uma lenda e a inspiração para diversos atletas, entre eles Ballack (alemão), Kahn (alemão), Owen (inglês), Klinsmann (alemão) e Luís Figo (português). Em 1989 se aposentou como jogador e deu continuidade em sua carreira futebolística como técnico de times como os sul-coreanos Ulsan Hyundai (antigo Hyundai Horang-i) e Suwon, Shenzhen (chinês) e a própria Seleção Sul-Coreana.

Beatriz do Vale

Sobre Beatriz do Vale

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Comunicativa desde pequena, graduada em Rádio e TV e também em Jornalismo pela FIAM, e pós-graduada pela Cásper Líbero.Tudo o que envolva pesquisa, escrita, locução, entrevista e criação, busco me aprimorar e fazer o melhor. Futebol na Veia surgiu sem qualquer pretensão e, hoje, me proporciona uma verdadeira imersão neste mundo esportivo, com ensinamentos pessoais e profissionais a cada dia. Sou paulistana, 30 anos, não sou parente do Luciano, mas vou experimentando...

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