Passaporte Rússia – Top 5 ídolos japoneses

Conheça os maiores ídolos da história da Seleção Japonesa
Passaporte Rússia - Top 5 ídolos japoneses

O Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o segundo de sete textos sobre a Seleção Japonesa desta edição. Confira os cinco maiores ídolos da história da Seleção Nipônica.

Eleger os cinco maiores ídolos de uma seleção não é nada fácil. Envolve paixão e cada um terá uma visão e motivo pela escolha de cada jogador. Mas, levando em conta quesitos técnicos, vamos tentar chegar a cinco nomes que, em nossa visão, são os maiores ídolos da Seleção Japonesa.

Vale lembrar que o Japão começou a desenvolver o futebol profissionalmente a partir dos anos 90, e só chegou a sua primeira Copa do Mundo em 1998. Com isso os ídolos e principais referências do futebol na terra do sol nascente, são bem recentes.

PASSAPORTE RÚSSIA – OS CINCO MAIORES ÍDOLOS DA SELEÇÃO JAPONESA

5 – Keisuke Honda

Quando criança, passou pelas categorias de base do Cerezo Osaka, mas precisando estudar resolveu sair do clube. Anos mais tarde, teve atuações espetaculares em um torneio escolar, tendo em seguida seu primeiro contrato profissional pelo Nagoya Grampus.

Foi lançado no clube como volante, sendo titular em 2006. No ano seguinte, quando foi adiantado como um meia atacante, deslanchou e fez uma grande temporada. Sef Vergoossen, treinador holandês, conheceu Honda quando comandava o Gamba Osaka, e ao ver a evolução do atleta japonês, resolveu contratá-lo para o clube que dirigia em 2008, o VVV-Venlo.

Após as boas aparições na Holanda, teve seu nome especulado no Ajax e no Liverpool, mas acabou acertando com o CSKA. Na Rússia, Keisuke também foi ídolo, conquistando uma Copa da Rússia e um Campeonato Russo nos três anos que atuou no clube de Moscou. Em 2014, acertou com o Milan, mas pouco tempo depois migrou para o futebol mexicano onde atualmente defende as cores do Pachuca.

Já com os Samurais Azuis, Honda teve seu melhor momento na Copa de 2010, onde chegou a ser considerado um dos melhores jogadores da competição na fase de grupos e esteve presente na Copa da Ásia 2011, na Copa das Confederações 2013 e na Copa do Mundo 2014. Até o momento, possui 70 internacionalizações e 28 gols.

Keisuke Honda, o número 5 da lista (Reprodução/Internet)

4 – Kazuyoshi Miura

Aos quinze anos de idade, Miura largou tudo no Japão e decidiu vir ao Brasil para arriscar a sorte no futebol. Conseguiu seu primeiro contrato com o Juventus, de São Paulo, onde profissionalizou-se. Foi apelidado de Kazu pelos companheiros de time e disputou torneios de base pelo “Moleque Travesso”, chamando a atenção do Santos, clube que o contratou em 1986.

Miura mostrava muita velocidade e faro de gol quando chegou ao Brasil, mas aqui conseguiu desenvolver boa técnica e dribles. Sem se firmar no Santos, foi emprestado para o Palmeiras, CRB, XV de Jaú e Coritiba, onde conquistou seu primeiro título, o Campeonato Paranaense de 1989. No começo de 1990, foi aproveitado pelo Santos no Campeonato Paulista e marcou dois gols. Ao fim da competição, recebeu uma boa proposta do Yomiuri, retornando ao seu país natal.

Em 1993, foi contratado pelo Verdy Kawasaki e com exibições espetaculares foi artilheiro e melhor jogador da J-League. O sucesso lhe rendeu um empréstimo ao Genoa, onde passou a temporada 1994/1995. Não teve o mesmo sucesso na Itália e foi devolvido ao Verdy, voltando a jogar bem. Passou também pelo Dinamo de Zagreb em 1999, e pelo Purple Sanga no ano seguinte.

Em 2001, teve uma nova fase boa pelo Vissel Kobe. Ainda jogou pelo Yokohama e Sydney FC, aposentando-se em 2005. Pela Seleção Japonesa, Kazu teve ótimas aparições. Foi artilheiro das eliminatórias para a Copa de 1994, mas com a perda da vaga na última rodada não pôde disputar a competição. Nas eliminatórias seguintes, Miura fez os dois gols que classificaram o Japão para a Copa de 1998, mas surpreendentemente, o técnico Takeshi Okada barrou o atacante para convocar o jovem Ono.

Kazu encerrou sua carreira sem disputar nenhum Mundial, para desgosto pessoal e de seus fãs. Ao todo, somou 55 gols em 89 jogos pelos “Samurais”. Atualmente, o atleta disputa torneios de futsal.

Kazuyoshi Miura, o número 4 da lista (Reprodução/Internet)

3 – Shunsuke Nakamura

Um dos maiores cobradores de faltas de todos os tempos. Nakamura sabe colocar a bola com força como poucos, fazendo o movimento e o chute perfeito para desnortear barreiras e goleiros. Além disso, é um meia ao estilo clássico, que sabe passar, lançar, chutar, driblar e tem uma visão de jogo apurada.

Com um talento nato, começou a treinar logo aos cinco anos de idade. Aos 19 anos fez sua estreia como profissional pelo Yokohama Marinos, seu clube de coração. Teve cinco temporadas brilhantes, batendo recordes de números de assistências, sendo vice-campeão e melhor jogador da J-League de 2000.

No ano de 2002, foi para a Europa, e com uma boa proposta do Reggina, chegou ao futebol italiano. Seus dois primeiros anos não foram os melhores, já que havia sofrido com lesões, mas no terceiro foi o destaque no time.

Na sequência, acertou com o Celtic, conquistando já no primeiro ano o Campeonato Escocês e a Copa da Liga Escocesa. A próxima temporada viria a ser ainda melhor, conquistando novamente o Campeonato Escocês e ainda a Copa da Escócia, na qual Nakamura marcou o gol do título em uma belíssima cobrança de falta.

Para completar, o japonês ainda foi eleito o melhor jogador da Escócia da temporada 2006/2007. Seu nome foi especulado no Liverpool, Arsenal e até no Barcelona, mas Shunsuke se sentia muito bem no Celtic, já que era idolatrado pela torcida e resolveu continuar sua saga no clube.

Novo ano chegou e novas conquistas: o tricampeonato do Campeonato Escocês e a Copa da Liga Escocesa, marcando novamente o gol do título. Em junho de 2009, acertou com o Espanyol, mas pouco ficou, já que ele e sua família não se adaptaram à Espanha e não gostaram do tratamento recebido.

Chegou a viajar para a Inglaterra para fechar com o Middlesbrough, mas com alguns desacordos entre seu empresário e o time inglês, voltou para seu país natal e firmou contrato com seu time favorito, o Yokohama Marinos.

Em 98 partidas com a camisa da Seleção Japonesa, anotou 24 gols. Disputou as Copas de 2006 e 2010, mas teve grande destaque na Copa das Confederações de 2003, onde marcou três gols, na Copa da Ásia 2004, sendo campeão, e na Copa das Confederações 2005.

Shunsuke Nakamura, o número 3 da lista (Reprodução/Internet)

2 – Kunishige Kamamoto

O primeiro grande jogador japonês. Atacante de boa estatura para os padrões japoneses, tinha uma facilidade incrível de marcar gols, mas também era habilidoso, veloz e bom passador. Em 1964, conciliava seus estudos de artes na faculdade com o futebol, sendo inclusive convocado para as Olimpíadas, onde foi o artilheiro e conquistou a medalha de bronze.

Ao retornar, continuou jogando por sua universidade até se formar e ser contratado pelo Yanmar Diesel (equipe que desde 1993 é conhecida por Cerezo Osaka). Kamamoto atuou por este clube toda sua carreira, completando quase 20 anos no time. É o maior jogador de sua geração, assim como maior ídolo, ultrapassando a marca de 250 partidas e 200 gols marcados.

Conquistou o Campeonato Japonês quatro vezes, foi artilheiro desta mesma competição em sete oportunidades e integrou a seleção do campeonato nacional quatorze vezes. Se aposentou em 1984 em um amistoso que contou com a ilustre presença de Pelé.

É o maior artilheiro da Seleção Japonesa, com a incrível média de 84 atuações e 80 gols anotados. Infelizmente, pelo fato do Japão não conseguir se qualificar a nenhuma Copa do Mundo neste período, Kamamoto é mais um craque histórico que nunca pôde comparecer em um Mundial. Desde 1995, o ex-atacante é um político, sendo eleito vereador, vice-presidente da Associação de Futebol Japonesa, entre outros cargos.

Kunishige Kamamoto, o número 2 da lista (Reprodução/Internet)

1 – Hidetoshi Nakata

O jogador mais completo da história do Japão. Nakata podia fazer qualquer função no meio de campo, marcando muito bem, dando passes primorosos, chegando com perigo à frente, tendo boas finalizações com as duas pernas, driblando com eficiência e sendo veloz.

Chegou a ser indicado para a Bola de Ouro da FIFA por quatro temporadas. Aos dezoito anos conseguiu seu primeiro contrato, assinado pelo Bellmare. Em três anos no clube, disputou três finais, conquistando a Liga dos Campeões da Ásia 1996.

Após ter boas atuações na Copa do Mundo de 1998, recebeu uma tentadora proposta do Perugia e transformou-se no segundo jogador japonês a jogar na Itália. Ficou por duas temporadas na equipe, agradando muito a torcida, os dirigentes e a crítica esportiva italiana.

Em 2000, foi contratado pela Roma por 42 milhões de libras, e conquistou o Campeonato Italiano ao lado de Totti, Batistuta, Cafú e cia. Por um valor ainda maior, cerca de 55 milhões de libras, trocou o time da capital italiana pelo Parma na temporada seguinte.

Foi peça chave no título da Copa da Itália 2001/2002, marcando um importante gol na final diante da Juventus. Nakata teve mais dois ótimos anos no Parma, sendo um dos ídolos da torcida. Jogou ainda por Bologna e Fiorentina na Itália, trocando de país em 2005 ao ser emprestado para o Bolton.

Na Inglaterra, Hidetoshi fez mais uma boa temporada e surpreendeu a todos anunciando sua aposentadoria do futebol aos 29 anos de idade, logo após a Copa do Mundo de 2006.

Pelos “Samurais Azuis”, o meia disputou três Mundias (1998, 2002 e 2006), duas olimpíadas e três Copa das Confederações, somando 77 jogos e 11 gols. Atualmente, o ex-craque viaja pelo mundo para conhecer novas culturas.

Hidetoshi Nakata, o número 1 da lista (Reprodução/Internet)
Andreas Borges

Sobre Andreas Borges

Andreas Borges já escreveu 35 posts nesse site..

Andreas Borges, 24 anos, estudante do último semestre de Jornalismo na Universidade de Ribeirão Preto e estagiário na rádio CBN. Louco por esportes principalmente futebol e desde pequeno acompanha os mais variados campeonatos ao redor do mundo.Procura entender como os fatores extra campo influenciam no rendimento de um time dentro de um jogo ou campeonato, também é apaixonado por analise tática e gestão esportiva.Fã do futebol de Cristiano Ronaldo, defende que Messi e CR7 não tem comparação por terem estilos diferentes e tem uma opção clara pela formação 4-4-2 diamante.

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