Passaporte Rússia – A liderança do polivalente Victor Moses

Meio-campista ou atacante? O atleta do Chelsea é o grande nome do time alviverde

Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o quinto de sete textos sobre a Seleção Nigeriana.

Primeira nação africana classificada à Copa do Mundo 2018, a Nigéria participará do mundial de seleções pela sexta vez em sua história. A equipe é uma das melhores do continente na competição, embora os últimos desempenhos estejam longe de alcançar a fama dos elencos formados nas copas de 1994 e 1998.

Na Copa do Mundo de 2014, sediada no Brasil, a Seleção Nigeriana não passou das oitavas de final após revés para a França. Alguns atletas daquela edição estão entre os 30 pré-convocados pelo técnico Gernot Rohr para a Rússia, como o zagueiro Omeruo, os meias Onazi e John Obi Mikel e o atacante Musa. No entanto, um atleta desta lista merece destaque: Victor Moses, meio-campista do Chelsea.

No meio de nomes como Iwobi, Lokosa, Nwankwo, Ndidi e Iheanacho, atletas que podem fazer a diferença para o time alviverde na competição, Moses é visto pela imprensa mundial como “o cara” da Seleção Nigeriana nesta edição. Seu principal título pelo país é a conquista da Copa Africana de Nações de 2013, após vitória por 1 a 0 contra a África do Sul na decisão.

Ao lado de Obi Mikel (esq.), Moses foi campeão da Copa Africana em 2013 (Reprodução/Sydney Mahlangu/BackpagePix)

Início de carreira

Após perder os pais em conflitos religiosos na Nigéria, Moses chegou à Inglaterra como solicitante de asilo aos 11 anos. Com dificuldades de adaptação à cultura local no início, o nigeriano jogava futebol por diversão e, integrado ao time londrino Cosmos 90 FC, chamou a atenção dos ingleses, que se encantaram pelo seu futebol.

Depois disso, a ascensão ainda na juventude permitiu atuações pelas categorias de base do Crystal Palace e da seleção inglesa, embora tenha optado por defender seu país de nascimento após a profissionalização. Seu “boom” no futebol da Inglaterra foi consumado após grande atuação pelo Wigan Athletic na edição de 2011/12 da Premier League, cuja qual marcou seis gols.

O desempenho de Moses, com 21 anos na época, despertou o interesse do Chelsea. O atleta chegou aos Blues, que haviam conquistado a UEFA Champions League daquela temporada, pelo preço de nove milhões de libras. Seu início na equipe azul, no entanto, não foi dos melhores: após não ser aproveitado por Rafa Benitez e José Mourinho, o nigeriano acumulou empréstimos para Liverpool, Stoke City e West Ham entre as temporadas 2013 e 2016.

Moses teve passagem “apagada” pelo Stoke City (Reprodução/Getty Images)

Volta por cima

Com a chegada de Antonio Conte ao comando técnico do Chelsea antes do início da temporada 2016-17, o atleta teve a oportunidade de dar a volta por cima. Naquele tempo, Moses foi peça fundamental dos Blues na conquista da Premier League com recordes. Recentemente, o nigeriano foi campeão da Copa da Inglaterra em cima do Manchester United, sacramentando seu título de amuleto no esquema 3-4-3 do treinador italiano.

Moses tem como principais características a força, o dinamismo e a solidez em suas funções táticas. O nigeriano é capaz de jogar em múltiplas posições ofensivas, tendo inclusive atuado como ponta nos últimos duelos tanto pelo Chelsea quando pela Seleção. Esta será a segunda Copa do Mundo do atleta de 27 anos, convocado pela primeira vez à Nigéria em 2012. Com a camisa alviverde, são 11 gols em 32 exibições.

O nigeriano levou o Chelsea ao sexto título inglês do clube (Reprodução/Getty Images)
Angelo Neto

Sobre Angelo Neto

Angelo Neto já escreveu 28 posts nesse site..

Paulistano com raízes baianas e paranaenses nascido no Dia do Futebol e no ano que nossa Seleção trouxe o tetra para o Brasil na voz marcante de Galvão Bueno. A facilidade com a escrita surgiu naturalmente durante o colégio, e uni-la ao amor pelos esportes trouxe a paixão pelo jornalismo como profissão. Devoto de São Marcos, acredita que o clubismo é passado de pai para filho e tenta nas pelejas recreativas ter o mesmo sucesso como redator.

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