Parabéns, Rafael Moura: ele tem a força e o faro de gol

- De volta ao Goiás desde 2019, He-man tem sido referência no ataque do Verdão e ainda ajudou o time a dar a volta por cima no Brasileirão do ano passado

Neste dia 23 de maio, Rafael Moura, atualmente defendendo as cores do Goiás, completa 37 anos. Dessa maneira, a coluna Parabéns ao Craque faz uma homenagem ao atacante, que tem entre uma de suas principais caraterísticas a garra. Peça fundamental em todas as equipes pelas quais passou, He-man é decisivo na grande área. Natural de Belo Horizonte, começou sua jornada no Atlético Mineiro. Em contrapartida, há quem diga que começou no sub-9 do Cruzeiro. Entretanto, de família atleticana, nunca escondeu seu amor pelo Galo.

Ainda no Estado, vestiu a camisa também do América e do Villa Nova. O último, time com mesmo nome do maior rival do atual clube do atacante, foi a casa de Rafael ainda na base e, posteriormente, quando assinou seu primeiro contrato profissional, em 2000, com 17 anos, depois de ficar quase oito anos no Atlético. Já ao América, He-man chegou apenas em 2018. Antes disso, em 2017, na sua volta ao Galo, foram 49 partidas e 10 gols.

A torcida familiar é Rafael Moura Futebol Clube, mas eles nunca deixaram o Atlético de lado. É uma família muito atleticana. A história mais marcante é de quando eu tive de comprar um camarote na final da Libertadores [em 2013] para minha mãe e minha esposa saírem de Porto Alegre para ver o jogo, porque era o mais importante da história do Atlético”, comentou o atacante em entrevista em 2017, quando estava de volta ao Galo.

Rafael Moura nas categorias de base do Galo em 1999. Reprodução/ESPN

Rafael Moura: o poliatleta

Entre o Atlético Mineiro e o América, o camisa 9 percorreu muita estrada. Aliás, amante de corrida de rua, corre, em média, 10 km por dia. Somado a isso, ainda é craque no tênis. Inclusive, no final do ano passado, o atacante criou com amigos um campeonato da modalidade: o Torneio de Grayskull. Anteriormente, em entrevista ao GloboEsporte em dezembro de 2010, enquanto estava em sua primeira passagem pelo Goiás, Rafael falou sobre a paixão pelo esporte da raquete.

“Comecei a jogar tênis com meu tio. Jogamos muito durante a Copa [do Mundo FIFA de 2010] e depois fui campeão no torneio do meu condomínio. Meus ídolos são Guga e Nadal, mas jogo mais como o Federer (risos). Gosto muito do esporte em geral. Também jogo basquete, corro de kart. Acho que o futebol é o esporte em que tenho pior desempenho (risos)”, declarou bem-humorado.

Neste dia 23 de maio, Rafael Moura, atualmente defendendo as cores do Goiás, completa 37 anos.
Rafael, em 2010, com o troféu do torneio. Reprodução/Marcos Riboli

 

Ainda criança, o mineiro foi campeão de BMX (bicicross), em 1988. Inclusive, saiu numa pequena publicação de jornal: “Rafael Moura entre as revelações de 88”. O talento fez com que o garoto competisse numa categoria acima a da sua idade. Contudo, preferiu o futebol ao bicicross (ainda bem!).

“Eu andei dos três aos 13 anos [de BMX]. Fui campeão de tudo que poderia. Eu vivo esse mundo de concentração e viagens desde garoto. Todo final de semana passava por isso. Cheguei a competir fora do Brasil muitas vezes. Eu competia Sul-Americano, Estadual e Brasileiro. Mais tarde, eu não fazia mais os treinos e nem participava do qualyfing. Só queria saber de jogar bola em qualquer lugar que aparecia (risos). Até nas quadras dos hotéis. Meus pais, então, falaram que, se eu não estava mais animado, deveria ir para futebol. Acabei largando o bicicross, mas deu tudo certo”, finalizou Rafael ao site ESPN em 2017.

Neste dia 23 de maio, Rafael Moura, atualmente defendendo as cores do Goiás, completa 37 anos.
  Notícia de 1988 sobre Rafael Moura. Reprodução/ESPN

 

Neste dia 23 de maio, Rafael Moura, atualmente defendendo as cores do Goiás, completa 37 anos.
Vencedor da categoria de BMX. Reprodução/ESPN

Primeira passagem pelo Goiás

Chegou tímido ao Centro-Oeste depois de ter um atrito com a diretoria do Athletico Paranaense, em 2009, e, por isso, foi dispensado do Furacão. Anteriormente, em 2008, marcou nove gols em 16 partidas pelo clube do Paraná e, assim, ajudou o Rubro-negro a escapar do rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Por fim, em 2009, reergueu-se e venceu o Campeonato Paranaense, sendo o artilheiro com 14 gols e ainda foi eleito o craque da competição. Antes, vestiu a camisa do Corinthians e do Paysandu.

Por fim, depois da briga com dirigentes do Furacão, assinou com o Goiás até o final de 2010. No Esmeraldino, virou ídolo. Foi vice-campeão da Copa Sul-Americana de 2010 e artilheiro do torneio com oito gols. Entretanto, no final daquele ano, o Goiás foi rebaixado da Série A do Brasileirão. Posteriormente, passou por Fluminense (2011 e 2012), Internacional (de 2012 a 2015), Figueirense (2016), voltou ao Galo, em 2017, e, finalmente, foi para o América Mineiro (2018).

Volta por cima no Goiás

Depois de ser rebaixado para a Série B com o América no final de 2018, o jogador ficou sem clube. Em suma, amargava o quinto rebaixamento da carreira. Porém, juntamente com Ney Franco, Rafael voltou ao Goiás no ano passado para reerguer o Esmeraldino. No dia 12 de julho de 2019, o atacante foi anunciado. Posteriormente, um mês depois, o treinador voltou a comandar o Verdão.

Anteriormente, o auge da carreira do centroavante foi na primeira passagem pelo clube goiano. Depois ser emprestado para três equipes, o jogador, também por empréstimo, chegou ao Goiás, em 2010, como já citado. Em seu retorno, chegou em meio à desconfiança dos torcedores esmeraldinos, mas conseguiu conquistá-los, claro, com gols. Portanto, mesmo com contrato de produtividade, marcou 12 vezes em 27 jogos, em 2019,

Sendo assim, Rafael não se sentiu pressionado e respondeu colocando a bola nas redes adversárias. Com o He-man e com Ney Franco juntos, o Verdão melhorou no 2º turno do Brasileirão, conseguindo permanecer na elite do futebol nacional. Já neste ano, o dianteiro marcou três tentos em nove duelos no Campeonato Goiano. Antes da paralisação por conta da Covid-19, o Verdão se encontrava na 3ª colocação com 19 pontos, quatro atrás do Atlético Goianiense.

Foto destaque: Divulgação/Goiás Esporte Clube

Danyela Freitas

Sobre Danyela Freitas

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Sou goianiense, graduada em Letras pela Universidade Federal de Goiás (UFG), pós-graduada em Jornalismo Esportivo pela Estácio-SP e tenho três grandes paixões: a escrita, a leitura e o esporte (não necessariamente nessa ordem).

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Sou goianiense, graduada em Letras pela Universidade Federal de Goiás (UFG), pós-graduada em Jornalismo Esportivo pela Estácio-SP e tenho três grandes paixões: a escrita, a leitura e o esporte (não necessariamente nessa ordem).
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