Parabéns, Morumbi!

- Estádio do Tricolor Paulista celebra 59 anos de muita história, conquistas e memórias
morumbi celebra 59 anos

Palco de momentos inesquecíveis para a torcida tricolor, o Estádio Cícero Pompeu de Toledo completa 59 anos nesta quarta-feira (2). No dia 2 de outubro de 1960 nascia o Morumbi, sob o lema de “se é um sonho, que seja grande”. De proporções astronômicas, a casa são-paulina pode abrigar até 72 mil pessoas – o maior estádio particular do Brasil. Assim, quase seis décadas depois, o lar dos tricolores acumula inúmeras memórias e conquistas.

HISTÓRIA

O sonho do estádio próprio foi materializado por Cícero Pompeu de Toledo, ex-presidente e idealizador do projeto. Desse modo, para a construção, o São Paulo precisou vender seu terreno no Canindé para a Portuguesa. Em consequência disso, o clube teve de contar com a doação de um lote distante no bairro do Morumbi. O Tricolor ainda sofreu uma seca de 13 anos sem títulos, já que o investimento era totalmente destinado à obra. A prefeitura chegou a propor uma troca do Pacaembu pelo inacabado Morumbi. Porém, o então presidente Laudo Natel foi assertivo: “O sonho do são-paulino não cabe no Pacaembu”.

Após desconfianças dos rivais, tiração de sarro e muito apoio da torcida, foi idealizada a inauguração do estádio. Desse modo, o Sporting de Lisboa foi convidado para celebrar o novo empreendimento. Com grande emoção, o primeiro gol na casa tricolor aconteceu aos 12 minutos do primeiro tempo. Peixinho consagrou a alegria são-paulina e marcou o único tento da partida. Logo na estreia, o Morumbi já estabeleceu um recorde – era a maior renda da história do futebol brasileiro.

“Hoje sou o mais feliz de todos os são-paulinos. Quando vi a bola ‘beijar' as redes, senti vontade de chorar, rir, pular feito um doido. E acho que não era para menos. De qualquer forma, meu nome vai ficar na história do nosso grande estádio. E eu, como jogador de futebol e como são-paulino, não quero mais nada na vida!”, declarou Peixinho.

MOMENTOS INESQUECÍVEIS

Além das decisões do Campeonato Paulista, a primeira grande conquista são-paulina no Morumbi foi a Libertadores de 1992 sobre o Newell's Old Boys. Após ser derrotado por 1 x 0 na Argentina, o São Paulo encontrava-se pressionado por um bom resultado em casa. Assim, os paulistas conseguiram a vitória pelo placar mínimo e a decisão partiu para os pênaltis. Com muito sofrimento, a equipe treinada por Telê Santana viveu a glória após Zetti encaixar o último chute dos adversários. Quase 120 mil são-paulinos puderam prestigiar este momento histórico.

Treze anos depois, o Tricolor Paulista voltava à sua casa em busca do terceiro troféu da Libertadores da América. Desse modo, diferentemente da primeira conquista, a decisão aqui foi entre brasileiros – São Paulo x Athletico. No jogo de ida, um empate deixou a dúvida de qual equipe se consagraria campeã. Quase imbatível, o time treinado por Paulo Autuori marcou quatro gols e faturou o título sob as mãos do eterno ídolo Rogério Ceni. Meses depois, o São Paulo ainda foi em busca de seu terceiro mundial de clubes.

Em meio a conquistas do Brasileirão e a emblemática Copa Sul-Americana de 2012, o Morumbi foi sede de um dos momentos mais emocionantes para a torcida são-paulina. Assim, em 2015, uma parte vital da história tricolor pendurou as chuteiras. Em uma festa inesquecível, Rogério Ceni se despediu dos gramados com direito a uma bela partida entre os campeões mundiais de 1992, 1993 e 2005. Eterno capitão e artilheiro, o Mito brilhou no gol, na linha e ainda arriscou nos vocais com a banda Ira. Além disso, recentemente, o estádio foi sede da apresentação de Daniel Alves – ocasião em que mais de 40 mil torcedores marcaram presença.

CURIOSIDADES

• O estádio são-paulino foi palco de uma partida com apenas 29 pagantes – quase o mesmo número de jogadores em campo. Dessa maneira, o jogo aconteceu em 1994. Na ocasião, o Tricolor recebeu o Araçatuba e saiu vitorioso por 4 x 0. Mas o baixo público tem uma explicação: a equipe em campo foi inteiramente reserva, já que os titulares atuariam – horas depois – no Chile, pela Copa Libertadores;

• O Morumbi também esbanja o maior público da história da Libertadores. Assim, no triunfo de 1992, mais de 105 mil pagantes prestigiaram a vitória tricolor;

• Desde a inauguração, o São Paulo acumula 20 títulos no estádio – de Campeonatos Paulistas à Libertadores;

• O maior artilheiro da história do Cícero Pompeu de Toledo é Serginho Chulapa. Desse modo, o ex-jogador acumula 135 gols em 185 partidas no estádio. Em segundo lugar, Luis Fabiano possui 114 tentos em 148 jogos. Rogério Ceni é o quinto da lista, com 73 gols – um a mais que Raí.

Maria Luisa Araki

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