Para Leco, o poder trouxe cegueira

Cartola são-paulino não consegue enxergar a realidade do clube que preside
Para Leco, o poder trouxe cegueira

Nesta quarta-feira (20), o presidente do São Paulo, Leco, esteve presente na vitória do clube que dirige sobre o Pinheiros, pelo NBB 12. Mas com o que talvez ele não contasse fosse a recepção pouco amistosa de torcedores que, ao saber que o comandante máximo do Tricolor Paulista estaria no local, organizaram um protesto contra a sua administração do “chefão” tricolor. Assim, na manhã do dia seguinte, 21, em entrevista à ESPN, Leco afirmou que se tratava de “um pequeno grupo de torcedores que ataca a gestão” e que era, ainda em suas palavras, “uma forma injusta” de avaliar o seu trabalho. Enquanto isso, a torcida emplacava a hashtag #Somos18MilhoesForaLeco entre os principais tópicos do Twitter. Em entrevista ao repórter Victor Ferreira, da Rádio Poliesportiva, parceira do FNV presente no evento, Leco preferiu focar as atenções no jogo:

Opinião

A fala de Leco é completamente avessa ao bom senso e à realidade. O poder que adquiriu no clube, chegando ao posto máximo em um momento de profunda crise administrativa e de títulos, fez com que passasse a enxergar a realidade de forma absolutamente distorcida. Mas a impressão que temos é a de que Leco simplesmente não ouve, lê, conversa ou se dá minimamente ao trabalho de perguntar a qualquer um do clube, como está a satisfação do torcedor com a sua gestão. Claro que o inconformismo e surpresa da torcida com sandices são maiores com aquilo que se é verbalizado, pois personaliza a bobagem. Porém, o descolamento com o sentimento do torcedor tricolor já pôde ser notado em diversas atitudes.

Viajar com um número maior de conselheiros do que de jogadores, como foi feito antes da partida contra o Talleres. Cobrar ingressos para a apresentação de um ídolo. Aumentar os preços dos ingressos, mesmo com a seca de títulos, somente porque Daniel Alves chegou. Aumentar os preços dos ingressos sem nenhuma justificativa, para uma partida com transmissão em TV aberta. Pedir para tocar na taça do Paulistão e levar o torcedor ao constrangimento frente os rivais. Estes são apenas alguns exemplos de ações que só podem ser tomadas por alguém que não faz a menor ideia da realidade à sua volta.

O cego da vez

O pior, para o torcedor do São Paulo, é que não se trata de uma exclusividade de Leco. Fosse isso, a bonança estaria próxima. Porém, este é um comportamento comum entre os chamados “cardeais”. Por ter um estatuto ultrapassado, o bastão é passado pelas mesmas mãos há décadas. Nomes como Leco, Aidar, Juvenal, Mesquita Pimenta etc, são vistos desde décadas atrás. As eleições são como dança das cadeiras, sendo a última a do presidente. E quanto mais se alternam, menos enxergam a torcida. E o cego da vez é Leco.

Foto destaque: Reprodução/@VolpiMilGrau

Thiago Petrin

Sobre Thiago Petrin

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Thiago Petrin, pai do Rafael, articulista esportivo, redator publicitário e comentarista no canal Smells Like Futebol. Apaixonado pelo esporte bretão, fez cursos de especialização, tática e modelo de jogo no The360 e Universidade do Futebol.

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