Palmeiras x Corinthians – Derby na Libertadores de 2000

- Há exatos 20 anos, Palmeiras e Corinthians protagonizavam Derby emocionante que ficaria imortalizado na Libertadores
Palmeiras e Corinthians protagonizam Derby na Libertadores

São Paulo, 06 de junho de 2020. Vivemos uma pandemia causada por um vírus da família  Covid. Estamos parados, perdidos no tempo. Está tudo fechado, inclusive o futebol, não há Derby. Nunca estivemos tão no mesmo barco como estamos hoje: Corintianos, palmeirenses, são paulinos e santistas.

No entanto, a memória sempre nos brinda com algo que podemos comemorar. Há 20 anos a rivalidade entre Palmeiras e Corinthians crescia. A tensão entre alvinegros e alviverdes era potencializada pela obsessão: Libertadores. O Derby se mostrava cada vez mais presente.

Imaginem os dias anteriores a esse Derby: claro que os palmeirenses não haviam engolido a final do Paulista de 1999, com as embaixadinhas de Edilson, e a briga generalizada em campo. Que era apenas a desforra da derrota sofrida para o rival, meses antes na Libertadores. As mãos de Marcos agarraram a classificação do Palmeiras naquele 99.

Do lado verde, Marcos, Rogério, Argel, Roque Júnior, Júnior, César Sampaio, Galeano, Alex, Pena, Marcelo Ramos e Euller foram os jogadores que entraram como titular naquela noite de 06 de junho em 2000, comandados por Felipão.

Do outro lado, Oswaldo de Oliveira trazia aos gramados Dida, Daniel, Fábio Luciano, Adilson, Kléber, Vampeta, Edu, Marcelino e Ricardinho, Edilson e Luizão. Os dois clubes com seu plantel montado. O Corinthians precisava apenas segurar a vitória conseguida na partida anterior. Enquanto o Palmeiras precisava vencer para garantir a classificação.

TENHAM RAIVA DO CORINTHIANS!

A frase que intitula esse subtítulo foi dita por Felipão, momentos depois da primeira partida em uma palestra para os jogadores, e que depois foi reproduzida pela Folha de S.Paulo na ocasião. O que acontece é que no primeiro jogo o Corinthians venceu a partida por 4×3, com grande atuação de Marcelinho Carioca, Ricardinho e Luizão.

No entanto, o que tirou o professor do sério foi, mais uma vez, uma das provocações de Edilson, que deu um tapa em Júnior. Além disso, as provocações estavam cada vez mais constantes e aquela rivalidade não poderia ser diferente.

A Libertadores valia muito para as duas equipes. Essa seria a segunda vez que eles se encontravam nesta competição. Ambos queriam provar que eram os donos da América, assim como o Palmeiras havia sido no ano anterior, após derrotar o rival e eliminá-lo também em uma semifinal.

Contudo, o Corinthians não queria deixar que sua chance de vencer a Liberta ficasse mais uma vez nas mãos de Marcos. No entanto o camisa 12 queria ser eternizado no seu clube de coração. Além disso Felipão estava lá, rancoroso e bufando nos pescoços tensos daquela grande equipe de 2000, trazendo a rivalidade que o Derby merece.

https://www.instagram.com/p/CBGXE50Hm0O/?igshid=wq96621fi3n9

A DANÇA MAGNIFICA NO GRAMADO DO MORUMBI

Ninguém falava de outra coisa na cidade. Se esse não é o maior clássico de São Paulo, eu não sei qual é. O Derby sempre foi questão de rivalidade, de superstição. Desde seu primeiro embate, lá em 1971, no Parque Antártica, até jogos que valiam o momento de sair da fila, como em 93. E era hora de saber quem reinaria na virada do século. Tem palmeirense que jura que nunca usa nada nas cores do rival em dia de clássico.

Além disso, a torcida cantava e gritava naquele Morumbi lotado. Palmeiras e Corinthians entravam em campo para sentir aquela energia. Cada um com a sua pressão, e com a sua motivação para dar sempre o melhor de si. Naquela ocasião, era o jogo da vida de cada um.

Logo depois, Marcos sentiu o ombro e preocupou. Hoje, nós sabemos que a noite seria dele, mas se imaginem há 20 anos… pois é. Marcelinho não foi expulso ao acertar Júnior, e aos 13 minutos Alex perdeu sua primeira grande chance.

Além disso, a qualidade técnica e a beleza das jogadas fizeram com que o Derby passasse a ser uma bela dança em campo. Aos 34, Euller recebeu um lançamento de Júnior: ajeitou para a direita e chutou cruzado, estufando as redes de Dida. Só mais um gol já daria ao Palmeiras o gosto da classificação. Mas em uma falha da zaga, Luizão empatou o jogo para o Corinthians e tirou mais uma vez o gostinho dos Palmeirenses.

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AINDA TERIA EMOÇÃO NO DERBY

No fim do primeiro tento, Felipão poderia explodir de raiva, e Alex ainda perdeu mais um golaço. A história do futebol também é contada por caminhos sinuosos, que nem sempre são claros para onde vão.

Mas, logo aos sete minutos, o que os palmeirenses menos queriam, aconteceu: Edílson capetinha ampliou o placar para o Corinthians. “Não ele, não hoje” é o que muitos torcedores pensaram naquele exato momento. No entanto aos 14, Euller mostrou-se novamente O Filho do Vento e deixou tudo igual.

A torcida do Palmeiras cresceu. O Verdão estava vivíssimo no clássico! Logo depois, com passe de Alex, Galeano marcou o gol da virada. A segunda virada do jogo! Palmeiras 3 x 2 Corinthians. Placar de 6 x 6 no agregado.

https://twitter.com/palmeiras/status/1269344375634645004?s=21

DERBY: NAS LUVAS DE SÃO MARCOS

Mais uma vez na história do Derby, Palmeiras e Corinthians selariam seus destinos através dos pênaltis. Marcos e Dida em ascensão, e goleadores natos do outro lado da bola. Era homem contra homem. Milhares de olhos voltados a eles.

Marcelo Ramos, Roque Júnior, Alex e Aspirilla marcaram pelo Palmeiras. Ricardinho, Fábio Luciano, Edu e Índio converteram seus chutes para o Corinthians. Junior bateu o último do time alviverde e marcou o quinto gol. Agora seria o último penal da série de 5 do Corinthians. Se Marcelinho fizesse, a sequência continuaria. Se ele errasse, ou Marcos pegasse, o Palmeiras estaria classificado.

Além disso, há quem diga que a bola pune. O camisa 7 do time alvinegro ajeitou a bola. Marcos se colocou no meio do gol. Marcelinho correu para bater. O goleiro pulou para a direita e defendeu o forte chute desferido pelo rival. O Camisa 1 ainda olhou a bola saindo e saiu para comemorar a classificação.

https://twitter.com/i/status/1269252704435679232

Foto: DANIEL AUGUSTO JR./LANCEPRESS!

 

 

 

Valéria Contado

Sobre Valéria Contado

Valéria Contado já escreveu 162 posts nesse site..

Eu sou a Val Contado, finalmente jornalista (uhul!), apaixonada por futebol há 24 anos, desde quando meu pai colocou em mim o uniforme do nosso time do coração. Adepta da arte da resenha, falar e respirar futebol é o que eu mais gosto de fazer.

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