Palmeiras: vale a pena manter Mano Menezes para 2020?

- Até aqui, a forma de jogar é a mesma, assim como a escalação
Palmeiras: Vale a pena continuar com Mano Menezes para 2020?

Com o empate no Dérbi contra o Corinthians, o Palmeiras viu o Flamengo abrir 10 pontos de vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro. Há chance de reverter, mas é bem improvável que isso aconteça. No momento em que Mano Menezes chegou ao clube Alviverde, a diferença para o Rubro-negro era de apenas três pontos quando Felipão foi demitido. Agora restando apenas seis rodadas (18 pontos), a chance da equipe voltar a ser bicampeão de um título nacional está cada vez mais distante.

Mano Menezes está há 16 jogos no comando do Verdão, sendo 11 vitórias, quatro empates e uma derrota – para o Santos. Ele chegou desconfiado por boa parte do torcedor palmeirense pelo vínculo com o rival, mas nada que cinco vitórias consecutivas não resolva. No entanto, por coincidência, foram partidas contra equipes muito inferiores e em má fase como a do Cruzeiro, na ocasião. Mano chegou falando em fazer a equipe se comportar de outra forma, com posse de bola, deixando de lado a fama de ‘retranqueiro’, mas não foi bem o que aconteceu.

PALMEIRAS DE FELIPÃO X MANO: O QUE MUDOU?

Um grande exemplo foi na vitória contra o São Paulo, por 3 x 0, no Allianz Parque. Um gol de ligação direta, outro de bola parada e o último num contra-ataque. Ficando apenas com 31% contra 69% de posse de bola para o Tricolor. Lembrando a equipe de Felipão, se abdicando da posse mesmo jogando um clássico dentro de casa.  Como foi Palmeiras 4 x 0 Santos, no Pacaembu – um gol de bola parada e três em jogadas de contra-ataque, duas delas realizadas por Dudu. Detalhe, 33% de posse de bola contra 67% dos santistas.

A pergunta que fica é: Qual foi a mudança que o Palmeiras teve com Mano Menezes? A ligação direta continua, no último clássico foram 42 realizadas, 21 certas. O cruzamento na área também, ao todo foram 33, apenas 10 certos. As finalizações da mesma forma, sem eficiência, 7 de 21 foram no alvo. Os últimos resultados mostram que não houve mudanças para surpreender os adversários, muito menos o Flamengo, cada vez mais hexacampeão. Pasmen, e a escalação não mudou nada…

GOLEIROS

Weverton é, por merecimento, o dono da posição, hoje já não há mais dúvidas em relação ao goleiro que chegou questionado. Prass, aparentemente, é a segunda opção, Jailson o terceiro. Da mesma forma que Luiz Felipe Scollari estava fazendo alternando quem ficava no banco de reservas, Mano manteve essa ideia.

LATERAIS

Marcos Rocha e Diogo Barbosa continuam sendo os titulares da posição. Mayke, boa parte da temporada lesionado, está retornando aos poucos e ainda teve a infelicidade marcar um gol contra no duelo com o Vasco. Já Victor Luiz fez apenas uma partida com Mano, também contra o clube carioca, por Diogo, assim como outros titulares, ser poupado para o clássico. Jean, hoje, é um jogador que ninguém entende motivo de ainda estar no clube, desde o Enea em 2016 não tem uma sequência positiva de jogos.

ZAGUEIROS

A dupla do Decacampeonato foi formada por Gustavo Gómez e Luan. Porém, com a chegada de Vitor Hugo, querido da torcida, já estava sendo titular da equipe com Felipão. Sendo assim, também não houve trocas na zaga. Luan é a primeira opção no banco, na ausência de um dos titulares ele entra em campo. Em contrapartida, o experiente Edu Dracena e Antonio Carlos sequer tiveram uma oportunidade com o ‘novo treinador’. Da mesma forma que é feito com os goleiros, os dois alternam as partidas no banco de reservas. E, Certamente, um ou os dois, no fim do ano, terá sua passagem encerrada no Palestra.

VOLANTES

Felipe Melo e Bruno Henrique seguem formando a dupla de volantes no meio campo. Thiago Santos é primeira opção caso o camisa 30 não esteja a disposição. Já Matheus Fernandes fez apenas três partidas, duas saindo do banco e uma como titular no time alternativo da última quarta-feira (6). Por outro lado, Ramires que foi titular na primeira partida de Mano no Palmeiras contra o Goiás, só agora está retornando de lesão.

MEIAS

Até então, Gustavo Scarpa é o titular, assim como já era o titular com Felipão, por sinal, artilheiro da equipe na Libertadores e na temporada. Apesar de algumas partidas irregulares é o que está demonstra melhores condições para exercer a função de meia armador do time. Raphael Veiga, apesar de ser elogiadíssimo por Scolari, era reserva e continua sendo com Mano. Ele vai entrando aos poucos, mas está devendo com a camisa do Verdão. Da mesma forma que Lucas Lima se comporta no clube desde o início 2018, até marcou um gol e deu duas assistências nos últimos jogos, mas é muito pouco do que se esperava dele.

ATACANTES PELOS LADOS

Dudu é indiscutível o melhor jogador ofensivo do clube desde 2015. Muito se critica a forma com que ele não se impõe nas entrevistas, pelas ausências em cobranças de pênaltis, mas fato é que ele faz a diferença (talvez o único). Zé Rafael vem sendo o titular da outra ponta no ataque, mas ainda longe de ter o melhor momento que teve no Bahia. Apesar de gols importantes, Willian Bigode também não está correspondendo, até por isso está entrando apenas no decorrer das partidas. Hyoran sempre que entra cria jogadas importantes e participa de gols, mas não tem uma sequência. Por outro lado, o Carlos Eduardo… Qual façanha explica sua contratação? Exceto o gol inútil contra o São Paulo ainda no Campeonato Paulista, nada fez, detalhe: 26 MILHÕES

CENTROAVANTES

A princípio, Deyverson seria a última opção de Mano, mas aos poucos, com a ausência de Luiz Adriano lesionado, está sendo titular da equipe. Assim como estava sendo o queridinha de Felipão, nesse 2º turno, em 10 jogos marcou dois gols, contra Athletico Paranaense e Avaí. O colombiano Borja, a maior contratação da história do clube, depois de oito jogos longe dos gramados entrou alguns minutos no Dérbi, faz sentido? Assim como Scolari não tinha, Mano Menezes não segue um critério para as substituições. Henrique Dourado tem apenas quatro partidas, todas saindo do banco de reservas e nem se sabemos se irá permanecer depois do empréstimo de 6 meses se encerrar. Luiz Adriano demonstra ser acima da média no futebol brasileiro, mas já ficou de fora, por conta de lesão, em oito partidas. É coincidência ou o azar de herdar a camisa 10?

QUAL PALMEIRAS PLANEJAR PARA 2020?

A mesma ideia de jogo de Felipão e até a escalação inicial não mudaram, ou seja, está claro que, até aqui, Mano Menezes nada fez de diferente no cargo de técnico do Verdão. Com vitórias magras contra equipes inferiores, como Botafogo e Ceará. Partidas fracas fora de casa, contra Santos, Athletico Paranaense, Avaí e Vasco. E falta de eficiência e resultado em jogos grandes, nos confrontos diante do Internacional, (Santos e Athletico também)  Atlético Mineiro e Corinthians, no último sábado (9).

As ligações diretas e bolas aéreas exageradas continuam, e a tal posse de bola também não existe, e a única forma de ganhar partidas é em contra-ataque e bolas paradas. Alexandre Mattos é o responsável por tal investimento fracassado na temporada. O que falam nos últimos dias é que para o ano que vem o “projeto” é se desfazer de atletas que não resolvem dentro de campo e trazer jogadores renomados. Mas será que vale a pena continuar com Mano Menezes para 2020, Alexandre Mattos? Afinal, se o problema de Felipão nos últimos dias como técnico do Verdão era de maus resultados e desempenhos, o que Mano mostrou de diferente?!

Foto em Destaque: Felipe Zito/GloboEsporte

Thiago Lopes

Sobre Thiago Lopes

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Thiago Lopes, 20 anos. Estudante de jornalismo - 5º semestre. Com a facilidade de escrever, expressar suas opiniões em debates futebolísticos e com uma cirurgia no menisco colateral direito aos 17, decidiu que seu objetivo profissional seria seguir na área esportiva. Frequentador de arquibancadas, pretende vivenciar e desfrutar o melhor que o futebol proporciona.

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