Palmeiras comemora os 68 anos de seu primeiro título mundial

Clube alviverde comemorou os 68 anos da conquista mundial da academia na ultima segunda-feira (22)
Palmeiras

Há exatos 68 anos, a torcida palmeirense parava para comemorar seu primeiro titulo mundial. Posteriormente, depois de vencer o primeiro jogo da decisão diante a Juventus por 1 x 0, o Palmeiras se fez campeão da competição após o jogo de volta terminar em 2 x 2. Do mesmo modo, o torneio ocorreu no Maracanã, em 22 de julho de 1951. De acordo com a FIFA, o título é considerado como o primeiro Mundial de Clubes da historia.

É a primeira competição futebolística interclubes com abrangência mundial, tendo sido criada antes mesmo da Copa Intercontinental.  Do mesmo modo, a competição foi organizada pela Confederação Brasileira de Desportos, com auxílio e autorização da FIFA, e tinha este nome por ter sido patrocinada pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Nesse ínterim, em 7 de junho de 2014, o Comitê Executivo da FIFA declarou o Palmeiras como detentor do título da primeira competição mundial entre clubes da história.

O TORNEIO

Copa Rio de 1951, também conhecida como Torneio Internacional de Clubes Campeões – Copa Rio, posteriormente chamado de Torneio dos Campeões na Itália,  foi uma competição internacional ocorrida entre 30 de junho à 22 de julho de 1951. Entre os participantes, oito clubes da Europa e América do Sul disputavam a campeonato. Eventualmente, sua sede foi no Brasil, nos estádios do Pacaembu e Maracanã.

Em suma, foi composto por dois grupos, denominados ¨Grupo Rio de Janeiro¨ e¨Grupo São Paulo¨. Respectivamente, do lado do grupo carioca, os clubes participantes foram o brasileiro Vasco da Gama, o português Sporting, o austríaco Áustria Viena e o uruguaio Nacional. Ao mesmo tempo, do lado dos paulistas, estava o Palmeiras, o italiano Juventus, o iugoslavo Estrela Vermelha e o francês Nice.

Todos os clubes participantes, por regulamentação do torneio, eram recentes campeões de seus países. Pelo grupo Rio de Janeiro, Vasco da Gama e Áustria Viena foram os classificados. Do mesmo modo, no grupo São Paulo, Palmeiras e Juventus triunfaram. Na semi, o Palestra avançou a final diante o Vasco. Do outro lado, a Juve avançou ente os austríacos. Enfim na final, após um vitória palmeirense no jogo de ida e um empate no de volta, a equipe se sagrou campeã mundial de 1951.

A CONQUISTA

Após a perda do título mundial da Seleção Brasileira para o Uruguai na Copa do Mundo de 1950, a Confederação Brasileira de Desportos, no intuito de amenizar o fracasso, organizou em 1951 o Torneio Internacional de Clubes Campeões, que depois ficou conhecida como a ¨Copa Rio¨ ou “Taça Rio”.

Com a conquista do Palmeiras, houve uma grande comemoração no Rio de Janeiro para celebrar o título. A equipe palmeirense desfilou em carro aberto pela cidade. Na volta a São Paulo, o clube foi recebido por uma grande multidão na extinta Estação Roosevelt. No trajeto ao antigo Parque Antártica, o povo aglomerou-se em todos os lugares possíveis para reverenciar os campeões.

Além de tratar o torneio como título mundial, a imprensa brasileira da época afirmou que a competição era o maior feito do futebol brasileiro. De certo, a conquista superou a importância do título vascaíno em 1948 no Campeonato Sul-Americano de Campeões.

OS PERSONAGENS DO PALMEIRAS DE 1951

Como toda conquista histórica, os personagens são as principais peças relembradas. E no Mundial de 1951 não foi diferente. Impossível não falar da conquista, sem citar o goleiro Fábio Cripa. O arqueiro chegou a competição como reserva de Oberdan e após falhas do titular, assumiu o elenco principal. Outro personagem foi Juvenal. Logo, o zagueiro chegou ao Palmeiras criticado, principalmente por ser um dos ‘vilões’ do Maracanazo do ano anterior. No Verdão, espantou as críticas e foi peça-chave para a conquista.

Sem dúvidas, a conquista do mundial foi recheada de heróis. Dentre tantas estrelas, Richard era um nome  desconhecido pela maioria dos palmeirenses. Mas, sem delongas, o posição foi vital durante a campanha de 1951. Atuou em três partidas e marcou duas vezes, diante Nice e Vasco.

Outro personagem foi Aquiles. O craque que já havia sido herói do Verdão no paulista de 1950, ao impedir o tri do São Paulo, no mundial marcou duas vezes. Era promessa para as semifinais contra o Vasco, mas uma lesão o tirou da competição. Em contramão, o artilheiro Liminha e Rodrigues Tatu tiveram papel fundamental na final ao marcarem nos dois jogos diante a Juventus.

Karine Gomes

Sobre Karine Gomes

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Olá, me chamo Karine Gomes. Sou paulista, estudante do 4º semestre de jornalismo pela Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo.


 

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