Óscar Tábarez completa 200 jogos à frente do Uruguai

- El Maestro consolidou seu trabalho na Seleção Uruguaia
Tábarez

Óscar Tábarez atingiu nesta segunda-feira (24), quando o Uruguai bateu, no Maracanã, o Chile, a marca de 200 partidas à frente da Celeste Olímpica. Desse maneira, o treinador se configura no homem que mais vezes dirigiu uma Seleção nacional na história do futebol. Ao todo, somando suas duas passagens, acumula 99 vitórias, 48 empates e 53 derrotas. Nascido em Montevidéu, o técnico não apresenta um currículo rico em conquistas, porém os títulos levantados pelas equipes sob seu comando foram demasiadamente importantes.

CARREIRA

Iniciou sua carreira dentro da área técnica em 1980 nas categorias de base do Bella Vista, clube no qual pendurou as chuteiras dois anos antes. Contudo, antes de seguir na profissão, lesionou em três escolas primárias da capital uruguaia. Por isso, dispõe da alcunha de El Maestroou seja, professor. Desse modo, chegou ao comando da Seleção sub-20 uruguaia e foi campeão dos Jogos Pan-Americanos de 1983. Quatro mais mais tarde, aceitou o convite do Peñarol, do qual é torcedor, para assumir a equipe principal. Então, os Carboneros conquistaram naquela temporada seu quinto título de Libertadores da América, logo Tábarez se configurou no principal treinador do país.

Assim, no ano seguinte, estava em sua primeira passagem à frente do Uruguai. No entanto, após a perda da Copa América na final para o Brasil e eliminação para a Itália na Copa do Mundo em 1989 e 1990, respectivamente, acarretaram em sua demissão. Então, desembarcou na Argentina para treinar o Boca Juniors, o qual vivia um jejum de 11 anos sem conquistas, e botou um ponto final na fila Xeneize ao levantar o caneco do Apertura em 1992. A projeção internacional levou Tábarez ao velho continente, onde treinou Cagliari e Milan, na Itália, assim como o Real Olviedo, na Espanha. Porém, sem sucesso retornou a América do Sul, mais precisamente ao Velez Sarsfield.

CONSOLIDAÇÃO URUGUAIA

Em uma entrevista ao jornal argentino “La Nación”, El Maestro se autodefiniu como:

“Sou um ladrão de ideias e de pensamentos, mas faço questão de analisar e interiorizar tudo para que depois não transmita coisas vazias, mas consiga dize-las de forma bonita”.

Óscar Tábarez arquitetou sua criação a partir de um método de trabalho que objetivava a retomada dos princípios originais da Escola Uruguaia de Futebol: jogar com bem, com atitude, organização e a La Garra Charrua, mas sem violência. Em 2006, empeçou sua segunda passagem no comando técnico do Uruguai. Desse modo, a Celeste nunca esteve ausente da Copa do Mundo e, em 2010, na África do Sul, alcançou a 4ª colocação. Além disso, sagrou-se campeão da Copa América no ano posterior. Contudo, a consolidação assusta, uma vez que os uruguaios não possuem uma perspectiva positiva do dia seguinte a saída do técnico de 72 anos, o qual sinalizando que seu tempo na Seleção está perto do fim.

“Não existe um projeto Uruguai. O projeto Uruguai é o projeto Tabárez. Nós jogadores temos receio do futuro. Cobramos e estamos tentando fazer com que a federação tenha uma visão mais ampla, mais transparente. O Maestro mostrou que podemos ser competitivos”, disse Diego Lugano, durante evento no Hotel Sofitel, em Ipanema, no Rio de Janeiro, onde foi dado o pontapé inicial para a Semana Uruguaia no Brasil.

“A prova que o Uruguai não tem um projeto é que os clubes não conseguiram assimilar esses ensinamentos do Maestro para serem competitivos”, completou.

RENOVAÇÃO DA SELEÇÃO

Nos bastidores, um projeto de renovação da Seleção é discutido. Todavia, a pauta diz respeito somente ao campo de jogo e não ao comando técnico. A título de comparação, dos 23 selecionados para a Copa América , 12 terão mais de 30 anos na Copa do Mundo do Qatar, em 2022. Assim, a expectativa é que o processo de renovação do elenco tenha princípio em março do próximo ano, quando as Eliminatórias para o Mundial se iniciam.

“Já faz um bom tempo que o Uruguai está pensando em uma transição com Tabárez. Não é fácil. O que ele conseguiu é inédito, especialmente na América do Sul. Tem muito pouco a ver com futebol. Tem a ver com a gestão, com institucionalização das seleções de todas categorias do país a médio e longo prazo. Um projeto sério, claro e ético, com valores dentro de uma federação que era uma bagunça e chegou a sofrer interferência da Fifa no ano passado por causa da má administração”, ressaltou Lugano.

Na Copa América, Óscar Tábarez e seu Uruguai voltaram a campo no próximo sábado (29) pelas quartas de final, quando enfrentaram o Peru, na Fonte Nova, às 16hs (horário de Brasília).

 

 

 

Pedro Ferri

Sobre Pedro Ferri

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Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

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