O curioso caso da Regra da Morte Súbita

- O curioso caso da regra onde nenhum jogo podia terminar em empate
Morte subita

Houve-se um tempo no futebol onde analogamente era proibido que os jogos terminassem em empate. Sobretudo, havia um método utilizado para decidir o vencedor de partidas eliminatórias que terminassem em placares semelhantes. A prática consistia em adicionar dois tempos extras de 15 minutos e após o término do tempo regulamentar de 90, era sacramentado a vitória para a primeira equipe que marcasse um gol durante o período. Posteriormente, trata-se da Regra da Morte Súbita ou Bola de Ouro, onde partidas com placares terminados em empate não era tolerado.

MORTE SÚBITA NO JAPÃO

Primordialmente um dos países que mais se deleitaram da regra foi o Japão. Todo dramaticidade garantida pela “Morte Súbita” colaborou para a crescente popularidade do futebol na Terra do Sol Nascente. Era emoção a flor da pele. Todavia, a prática diferenciava a J-League, competição nacional do país, das competições do resto do mundo nos anos 90. A principio, no torneio não haviam partidas de retorno para eventual desempate.

Nesse ínterim, com a instantaneidade da regra, aumentava-se a pressão e expectativa de jogadores e de torcedores. Fazia-se todo um alarde na hora da decisão. Se houvesse empate no tempo regulamentar, ia-se para a prorrogação. E se o empate se mantivesse, a definição caminhava para os pênaltis – tudo no mesmo duelo. Porém, com o potencial crescimento da popularidade do esporte, novos times de alto nível competitivo surgiram no país e a J-League teve de ser modificada – diz-se  ampliada.

Desse modo então que em 1999 se criou a J-League Division 2, ou simplesmente J2. Simultaneamente, se compôs por 10 clubes que de certo modo, conquistaram o acesso através da Liga Semi-Profissional, popularmente conhecida como JFL. Assim, o futebol profissional no Japão passou a ser dividido entre os clubes da J1, e os da J2. Abrasileirando a temática, uma espécie de série A e B do Brasileirão.

Por fim em 2005, a J-League adotou o formato dos campeonatos de clubes europeus com partidas de retorno, ida e volta. Assim manteve-se a linha estipulada em 1999, como o critério de rebaixar as duas piores equipes da J1 e subir as duas melhores da J2. Posteriormente, com a popularidade do futebol, a Regra da Morte súbita acabou que por ser banida pela confederação do país e pouco tempo mais tarde do mundo.

A REGRA NO MUNDO

A regra também foi bastante utilizada no futebol mundial. Estima-se que seu primeiro registro tenha ocorrido durante a final da Cromwell Cup, em Bramall Lane Sheffield, no ano de 1968. Na época, a competição era uma das mais populares do mundo e embora o termo Goden Goal não tenha sido relacionado na partida, o gol de ouro foi marcado pela recém-formada equipe de  The Wednesday hoje conhecido como Sheffield Wednesday.

Justamente o termo golden goal, foi introduzido pela FIFA somente no ano de 1993, juntamente com a mudança de regra, porque o vocábulo alternativo “Morte Súbita” passava conotações negativas. A principio, o Gol de Ouro não era obrigatório, e as competições individuais usando o tempo extra poderiam escolher se aplicariam a regra em suas etapas.

Primordialmente, este método já não é mais usado em jogos autorizados da FIFA. Seu último registro ocorreu na Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. Entretanto, diretrizes do hábito ainda são utilizados. Porém não segue a mesma temática, em vista que, após a aplicação popularmente conhecido como ‘acréscimos' finalizar, parte-se para as penalidades.

De antemão, banido no futebol e muito reutilizado no futebol americano e no hóquei. A Regra da ​Morte Súbita é uma regra primordial no esporte de gelo e segue a mesma temática do futebol com alguns retoques pequenos. Se a pontuação terminar empatada a partida entra em tempo adicional com morte súbita. Durante o marco o tempo adicional deve ser jogado como anteriormente, mas o primeiro time a marcar um gol será considerado o vencedor

Foto de destaque: Otanix

Karine Valbusa

Sobre Karine Valbusa

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Jornalista em formação. Atualmente curso o 6° semestre em jornalismo pela Unicsul. Esporte sempre foi uma paixão, escrever foi um hobby descoberto. Desse modo, fiz do útil, agradável. Prazer, sou Karine Gomes 😉

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