Novas diretrizes para o futebol

Nos últimos anos, os inúmeros acontecimentos negativos que rondaram o futebol serviram para abalar a paixão do povo por um dos esportes mais prestigiados. Os escândalos de corrupção na Fifa e na CBF, a acachapante derrota brasileira para a Alemanha, a ruim safra de jogadores e a falta de padrões táticos bem definidos afastaram o torcedores do futebol.

Mas neste cenário obscuro, uma proposta surge como alternativa para estabelecer novas diretrizes no futebol brasileiro. Trata-se da Primeira Liga, também chamada de Liga Sul-Minas-Rio, campeonato o qual conta com doze times, quais sejam: América-MG, Atlético-MG, Atlético-PR, Avaí, Coritiba, Criciúma, Cruzeiro, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Grêmio e Internacional.

É verdade que a Primeira Liga não tem obtido o sucesso esperado. O ânimo inicial foi substituído pela desorganização entre os próprios dirigentes, os quais foram responsáveis por dar oportunidade para a CBF reagir, haja vista a tentativa de punir os clubes que entrassem em campo.

Entretanto, a Primeira Liga é mais importante fora de campo. Trata-se da oportunidade de estabelecer novos padrões ao futebol brasileiro, isto é, romper com o modelo arcaico no qual a CBF, juntamente com as federações estaduais de futebol organizam esquemas para o próprio benefício. Fala-se muito que as federações ajudam financeiramente os clubes pequenos, mas na verdade o que se vê são clubes falidos, com poucos recursos e que recorrem a jogadores rodados para compor um elenco para a disputa de um único campeonato. Além disso, os clubes grandes levam enorme vantagem, tanto no quesito técnico, quanto na distribuição de renda.

A Primeira Liga é a oportunidade de dar maior autonomia aos clubes. O torneio que inicialmente contava com o apoio de clubes sulistas, mineiros e cariocas, agora já desperta o interesse de outros clubes da região Sudeste.

Apoiar a Primeira Liga implica em lutar por uma revolução no futebol. A CBF é o símbolo mais corrupto e ultrapassado deste esporte. Derrubar tal instituição e proporcionar maior autonomia aos clubes significa se opor a um modelo de campeonato semelhante ao espanhol, no qual dois clubes levam enorme vantagem frente aos concorrentes.

A primeira edição deste torneio é fundamental para que se possa espalhar a iniciativa e, assim, destronar os patriarcas do futebol brasileiro.

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.


 

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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