Negriazules: conheça a história do Liverpool Montevideo, finalista do Intermedio Uruguaio

Conhecidos como Negrizul por conta de suas cores, a equipe tem a chance de conquistar seu primeiro título na 1ª divisão
Negriazules: conheça a história do Liverpool Montevideo, finalista do Intermedio Uruguaio

Neste domingo (8), às 15h (horário de Brasília), acontece a grande final do Intermedio Uruguaio 2019 entre Liverpool Montevideo e River PlateE nenhuma das equipes, até então, tem um título de expressão em sua história. Ambas já venceram mais de uma vez  a 2ª divisão, mas ainda falta a afirmação. Assim, ela pode vir neste domingo. Para alimentar ainda mais o interesse por esta final, vamos conhecer um pouco mais dos Negriazules.

Liverpool Montevideo (Negriazules): campanha

Os Negriazules vem de quatro vitórias consecutivas e marcando 13 gols nestes jogos. Têm o melhor ataque disparado do Intermedio, com 18 gols, e também da tabela geral com 47. Não a toa contam com o artilheiro do Campeonato, Ignácio Ramírezautor de 17 gols em 19 jogos. O time ainda contam com Federico Martínez como sétimo melhor marcador com 10 tentos. Sua defesa sofreu muitos gols no início do Apertura, mas nos últimos 10 jogos sofreram apenas oito gols, enquanto fizeram 22. Chegaram a final por liderarem o Grupo B, com 18 pontos, sendo seis vitórias e um empate.

História

Fundado em 15 de fevereiro de 1915, o sonho de criar um clube nasceu em 1908, quando os estudantes do Colegio de los Padres Capuchinos Nuevo París pensaram em organizar um time de futebol e começar a jogar contra outras instituições. O desejo não teve muitos problemas para acontecer e foi assim que tornou-se realidade o surgimento do clube. A escolha do nome se deu de forma curiosa. Reza a lenda que José Freire, um dos fundadores do time, pegou um mapa da Inglaterra, mostrou o nome Liverpool e lembrou que a cidade era o porto de carvão mais importante na Inglaterra, de onde zarpavam quase todos os barcos ingleses que vinham para Montevidéu.

As cores e o apelido

As cores preto e azul foram levadas como uma homenagem àqueles que haviam sido os grandes times da região: o azul do Titán, que havia se tornado campeão da Liga da Constituição, e o preto da Defensa, outro time poderoso da época. Consequentemente o apelido vem das cores do clube, preto (negro) e azul. Dessa forma, a junção em espanhol fica Negriazil. Também são conhecidos como El Negro de la Cuchillasendo Cuchilla umas colinas ondulantes de baixa estatura (não excedendo 500 metros) e colinas rochosas, que constituem as formas de relevo mais frequentes no território uruguaio, em especifico onde o clube está localizado. O Rio Negro passa por ela. Coincidência com o apelido?

Os primeiros passos

O time chegou a elite uruguaia em 1920, tendo conquistado o acesso no ano anterior. Terminaram seu primeiro ano na 1ª divisão em 8º lugar. Mas à época ainda era o período amador do esporte (que só passaria ao profissionalismo em 1932). Depois disso (profissionalismo) ainda não havia ascensão direta. O campeão da segunda divisão jogaria com o último colocado da 1ª divisão. Caso o time que buscava o acesso vencesse, aí sim trocavam de lugar. Nenhum time subiu até 1938, quando os Negriazules vingaram os da Série B ao ser o primeiro time a conseguir o acesso na era profissional, ao bater o Racing.

Batalha contra o River Plate

As equipes fazem a final neste domingo (8) protagonizaram uma troca de lugares. Em 1966, após três anos na Série B, o Liverpool retornou à elite vencendo o River Palte, no Saroldi, ganhando a promoção e rebaixando o rival.

A década de 70

A primeira metade da décade de 1970 foi de bom proveito para o clube. A começar pela turnê que fizeram na Europa em 1971. Foram 12 jogos para entrar para a história do modesto clube. Três vitórias, seis empates e três derrotas. Assim, foram o primeiro time uruguaio a alcançar uma série inicial de oito jogos sem perder em uma turnê no exterior. Grandes resultados, como um triunfo esmagador contra o Werder Bremen, por 4 x 1, e um 2 x 1 no Sevilla. Um empate com o Atlético de Madrid nas margens do Manzanares e com o Sporting Lisboa na estreia.

1971 também foi um ano especial para o Liverpool, tendo brigado pelo título, terminando em 3º lugar. Foram 22 jogos, 10 vitórias, nove empates e apenas três derrotas. Os Negriazules terminaram aquele campeonato com a melhor defesa do torneio, com somente 16 tentos sofridos. Para um time com muito menos orçamento chegar em 3º, atrás de Nacional e Peñarol, respectivamente, é como ser campeão.

Em 1974, o clube repetiu o feito e novamente chegou em 3º lugar. Mas neste ano a campanha fora ainda melhor pois, em pontos, igualou o Nacional, ambos com 31. O time só ficou em 3º porque sofreu quatro gols a mais e, mesmo tendo feito dois gols a mais que o rival, ficou com 18 contra 20 no saldo de gols. Teve o segundo melhor ataque com 47 gols, quatro a menos que o Peñarol. Em ambas as temporadas os Negriazules bateram de frente com os gigantes uruguaios, mas ficaram com um gostinho de quero mais.

O Apertura de 1990 na trave

No Apertura Uruguaio de 1990 o time fez mais um campeonato épico. Os Negriazules novamente bateram de frente com Nacional e Peñarol e, inclusive, deixando os Tricolores para trás. O Liverpool ficou em 2º lugar do Apertura e igualdo em pontos com os Carboneros, ambos com 25. A dupla também teve a melhor defesa, com nove gols sofridos. Contudo, o líder e vice-líder fariam a final, da qual o Peñarol saiu vencedor por 2 x 0 e deixou o Liverpool na saudade mais uma vez.

Século XXI: A Era de Palma

Entre altos e baixos, o time voltou a fazer uma boa campanha em 2003, quando conseguiu mais um vice-campeonato. A equipe ficou na 9ª colocação no Apertura, mas na vice-liderança no Clausura. O grande feito daquele ano foi de Alexander Medina, atacante do Liverpool, que colocou o nome do clube na história do Campeonato Uruguaio ao ser artilheiro do torneio com 22 gols. Era o início da Era Palma, do presidente José Luis Palma, à frente do clube. O Liverpool começou a expandir seus objetivos esportivos. Iniciou-se o objetivo de acessar a concorrência internacional.

Em 2009, conseguiram terminar em 4º lugar no Campeonato Uruguaio de 2008-09. Assim, garantiram vaga na Copa Sul-Americana de 2009, junto ao River, rival de domingo (8). Mas na 1ª fase foram eliminados pelo modesto Cienciano, de Cuzco, no Peru, por um 2 x 0 no placar agregado. Empate sem gols em casa e 2 x 0 fora, se despedindo sem marcar nenhum gol. No campeonato 2009-10, terminaram em 3º lugar, atrás dos gigantes novamente. Dessa foram, conseguiram se classificar para a 1ª fase da Copa Libertadores de 2011. Mas a sorte não estava ao lado dos uruguaios. Após empatarem em casa por 2 x 2, perderam em Porto Alegre por 3 x 1 e saíram no primeiro confronto.

Rebaixamento inesperado

Com um investimento significativo pelo tamanho do clube, acabou que caíram em 2014. Este declínio marca o fato de que, em 15 de fevereiro de 2015, o clube comemorou seu centenário disputando o Torneio da Segunda Divisão.

Foto destaque: Reprodução/Internet

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 25 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol.Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.


 

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