Nacional em 2019: um título para cada cor

- O Tricolor mais uma vez bate Peñarol e é Campeão Uruguaio de 2019
Nacional

O Nacional se consagrou Campeão Uruguaio de 2019, nesta tarde de domingo (15), no Estádio Centenário. O título veio após o clube vencer, mais uma vez, o Peñarol em menos de uma semana. A vitória por 1 x 0 decretou o fim antecipado da temporada do futebol uruguaio, uma vez que, caso o Peñarol tivesse obtido êxito no confronto, haveria dois jogos finais. O Superclássico Uruguaio, com toda a certeza, colocou a frente os dois melhores times do país no ano. Cada clube levou um torneio e ambos foram os dois melhores time na tabela anual.

Todavia, é inegável a superioridade que o Tricolor teve sobre o seu maior rival no ano, não tendo perdido nenhum confronto nos seis encontros que tiveram em torneios oficiais. O título vem para coroar um ano que começou regular. Mas, que se finalizou de uma maneira incrível. O time conquistou três títulos em menos de um mês.

O primeiro do Tricolor aconteceu no dia 5 deste mês, onde foi o de campeão da tabela anual, coroando, assim, o time mais regular do ano. O segundo poderia ter vindo no mesmo dia, porém uma vitória dos Aurinegros no final do jogo obrigou a adiar em seis dias as comemorações. Teria que ser feito um confronto entre as duas equipes e ocorreu da mesma forma que aconteceu em todo o ano de 2019: o Nacional levou a melhor e, com 2 x 0 fora de casa, levou o troféu de campeão do Torneo Clausura.

Faltava, portanto, decidir quem seria o campeão nacional. Dessa maneira, uma vez que, o Peñarol havia levado o Apertura 2019. Então, neste domingo (15), ambos os times voltaram a campo. Logo, com a vitória dos Tricolores, mais uma vez, sua torcida pôde comemorar de vez o maior time do Uruguai no ano de 2019.

1º TEMPO

O jogo teve diversas mudanças, se comparado ao jogo de quatro dias atrás. No Peñarol, os titulares que ficaram de fora da partida anterior voltaram. As tentativas para evitar bolas áreas não surtiram efeito no primeiro jogo, e uma nova estratégia foi montada por Diego López. Com isso, o técnico dos Aurinegros trocou três peças no meio de campo, visando povoar a região e segurar a bola. Já no Nacional realizou apenas uma troca: a saída de Rafael García para a entrada de Felipe Carballo.

Dentro de campo, a partida também foi jogada de forma diferente. Ambos os times atacaram e com isso deixaram espaço. O jogo foi um verdadeiro clássico uruguaio. Os jogadores realmente mostravam ambição e vontade em ser campeões. Entretanto, mais uma vez, faltou criatividade e jogadas bem trabalhadas para construir o placar. A chuva e o campo molhado também foram impeditivos para um jogo de bom nível técnico. Os jogadores, sabendo disso, tentaram alguns chutes distantes, como por exemplo, o de Gonzalo Castro, do Nacional, no inicio da partida, que levou perigo.

Contra-ataques e cruzamentos eram os momentos de maior perigo de ambas as equipes. Sendo assim, em grande roubada de bola de Ignacio Lores, os Carboneros chegaram com um grande chute de Fabián Estoyanoff. Luís Mejía fez ótima defesa. Mejía foi o melhor jogador em campo. Além desta defesa, foi pontual também em defesas em sequência. O lance surgiu após cabeceada de Jesús Trindade, onde o goleiro defendeu, colocando para escanteio. Dessa forma, logo após o mesmo, Xisco apareceu para nova cabeceada, o panamenho mais uma vez salvou os Tricolores.

2º TEMPO

No retorno do intervalo, foi notável a dificuldade que ambos os clubes tinham para criar e se defender. O cansaço de final de temporada, junto com o primeiro tempo agitado, foram pontos centrais para o nível esportivo do jogo baixar ainda mais. Substituições foram feitas em ambas as equipes, com o intuito, de dar mais vida ao jogo. No entanto, muitas faltas e passes errados se tornaram a tônica do jogo.

A melhor jogada do Peñarol surgiu nos pés de Facundo Pellistre. Porém, lá estava Mejía para salvar a pátria tricolor mais uma vez. A torcida do Nacional, por sua vez, quase gritou gol quando, em jogada de Gonzalo Castro, Santiago Rodríguez quase colocou a bola para dentro das redes. O estouro enlouquecedor do torcedor dos albos veio aos 81′, quando um escanteio ruim, não teve sucesso. Na sequência, por falha da defesa do Peñarol, o Rey de Copas teve mais uma chance de cruzamento. Assim, Sebastián Fernandez cruzou rasteiro e encontrou Matías Zunino. Sozinho e na pequena área, o camisa 13 abriu o placar.

Após o gol, o Peñarol se desestabilizou. Com isso, Ignacio Lores e Kevin Dawson foram expulsos, respectivamente aos 84 e 89 minutos. No fim, foi consagrada a vitória e título do Nacional, que muito se deve ao trabalho de seu treinador Álvaro Gutiérrez. Ele voltou ao clube este ano e, assim como em 2015, foi campeão uruguaio. Dessa maneira, coube ao atacante e capitão do time Gonzalo Bergessio levantar a taça e finalizar a temporada de sucesso do clube, que interrompeu uma serie de bicampeonato do seu rival.

E AGORA?

Com a conquista de número 47 do Campeonato Uruguaio, o Nacional agora encurta a diferença de títulos do Peñarol, que possui 50. A temporada agora entrará de recesso e veremos como os clubes vão se sair na janela de transferências e na pré-temporada. Ambas as equipes estarão na Libertadores 2020, juntamente com Cerro Largo e Progresso. Assim, o Nacional volta a campo antes do Peñarol, quando vai enfrentar o Liverpool-URU, campeão do Intermedeo, pela Supercopa, no dia 26 de janeiro. Em contrapartida, o Peñarol volta a campo na semana seguinte, pela primeira rodada do Torneo Apertura 2020.

Foto destaque: Divulgação/Twitter Nacional

Yuri Murta

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Estudante de jornalismo e geografia, apaixonado por futebol e por tudo que o cerca. Isso define quem é Yuri Lima Murta. O amor pelo esporte vem desde pequeno e o gosto por relacionar ele com outros temas vem desde o colégio, não atoa a minha monografia na faculdade de Geografia tem como tema a “Chapecoense e a cidade de Chapecó: Como o clube reflete a cidade”

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