Miguel Ángel Russo, técnico do Boca Juniors, comenta mudança na regra de substituições

- Agora podendo fazer até cinco mudanças durante o jogo, medida temporária visa resguardar o condicionamento físico dos jogadores
Miguel Ángel Russo

Recentemente, a FIFA autorizou uma mudança em uma das regras do futebol. Trata-se da que fala sobre o número de substituições em cada partida. Assim, a partir de agora, federações e ligas do mundo todo podem optar por liberar até cinco substituições por clube durante o jogo. Dessa forma, a intenção com a alteração é dar mais proteção ao preparo físico dos jogadores em campo. No entanto, a decisão não agradou alguns envolvidos com o esporte. Entre eles, o atual técnico do Boca Juniors, Miguel Ángel Russo.

Com a palavra, o professor…

Logo, em entrevista ao jornal Diário Olé, da Argentina, o treinador campeão da última Superliga Argentina deu sua opinião sobre a mudança. Assim, contrário a medida, ele enxerga que isso deixará o futebol menos natural:

Me parece que descaracteriza o jogo, se perde a forma. A experiência que temos a esse respeito são os amistosos. Isso seria semelhante. E em um torneio oficial, a essência do futebol seria perdida. Isso não é bom para o desenvolvimento, não é bom para crescimento e não é bom para essência do jogo. O futebol é um jogo cujas mudanças são feitas para dar maior agilidade, velocidade e intensidade. Isso é um retrocesso.” – afirmou Miguel Ángel Russo.

Pensando nisso, a nova regra estipula limite nas vezes em que poderá realizar as alterações. Dessa forma, apenas em três momentos os treinadores poderão mexer nas equipes. Assim, a decisão é válida até 31 de dezembro desse ano visando o melhor condicionamento físico dos atletas com os prejuízos que devem ser experimentados pós-pandemia da Covid-19. Logo, Miguel Ángel Russo comentou:

Com cinco mudanças, você tem maiores possibilidades de tudo, para o bem e para o mal. Sempre vai depender dos momentos. Se você está ganhando, se está perdendo, é a mesma coisa. Vou para outro ponto: é muito difícil, com cinco mudanças, que tudo se encaixe, mesmo taticamente. (Dessa forma) Os clubes poderosos teriam mais recursos para mudar uma partida.” – completou o treinador.

MIGUEL ÁNGEL RUSSO

Dessa forma, como jogador, Miguel Ángel Russo teve toda sua carreira dedicada ao Estudiantes de La Plata. Assim, começou em 1975 e se aposentou do futebol em 1988, jogando 418 partidas e marcando 11 gols sendo campeão argentino em 1982 e 1983. Além disso, atuou pela Seleção Argentina já no final da carreira entre os anos de 1983 e 1985, realizando 17 jogos, anotando um tento.

Em seguida, Miguel Ángel Russo iniciou a jornada como treinador no Lanús em 1989. Logo, suas maiores alegrias no comando técnico aconteceram em clubes argentinos. Sendo assim, foi campeão da Primera B Nacional pelo Granate, Estudiantes e Rosário Central. Além disso, no Boca Juniors, alcançou a maior glória ao conquistar a Libertadores da América, em 2007, e a Superliga Argentina 2019-2020. Enquanto que na única passagem pelo futebol da Colômbia, foi duas vezes campeão nacional pelo Millonarios.

Atualmente, após o encerramento da temporada na Argentina devido a pandemia do novo Coronavírus, o Boca Juniors segue trabalhando nos bastidores para reforçar o elenco para a próxima temporada.

Foto destaque: Reprodução / Diário Popular

Ricardo do Amaral

Sobre Ricardo do Amaral

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"Alvíssaras! Sou Ricardo Accioly Filho, pernambucano de 27 anos, advogado e estudante de jornalismo pela Uninassau. Tenho como mote que “no futebol, nunca serão apenas 11 contra 11”; é arte, é espetáculo, humanismo, tem poder de mover multidões e permitir ascensões sociais. Como paixão nacional do brasileiro, o futebol me acompanha desde cedo, entretanto como nunca tive habilidade para praticá-lo, busquei associar duas vertentes de minha vida: o prazer pela leitura e o esporte bretão. Foi nesse diapasão que encontrei no jornalismo esportivo o elo de ligação que me leva a difundir e informar o que, nas palavras de Steven Spielberg, é o “mais belo espetáculo de imagens que já vi”."

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