Márcio Mossoró: uma experiência de sucesso no futebol

O experiente Marcio Mossoró é um dos destaques do Istanbul Basaksehir, time que ocupa a quinta posição da Super Lig na Turquia e joga a Liga Europa, segundo maior campeonato do continente. Com uma carreira vitoriosa, o meia deu uma entrevista exclusiva ao site Futebol na Veia contando um pouco de sua trajetória no futebol do Brasil e do mundo.

O início

Nascido em Mossoró, interior do Rio Grande do Norte, o experiente meia de 34 anos teve passagens por apenas cinco clubes em toda sua carreira profissional: Paulista, Internacional, Maritimo, Sporting Braga, Al Ahli e agora o Istanbul. Mas o que nem todo mundo sabe é que antes da carreira como jogador, Marcio ajudava o pai como eletricista, mas sempre jogava uma pelada quando podia. Ele nos contou um pouco mais dessa experiência e não esconde o orgulho de poder ajudar a família:

Foi um momento de aprendizado, de dar valor as pequenas coisas. Tenho meus pais como muito orgulho para mim. São o espelho da família. Nesse momento que ajudava ele, jogava futebol em Mossoró também até despertar o desejo de jogar mesmo. 

Não esquecendo os primeiros passos no futebol, Marcio relembra sua chegada ao tradicional Ferroviário de Fortaleza. No Ferrão, como é conhecido o time cearense, ele chegou aos 17 anos e jogou na base do clube, mas a base não parou por aí. Começava a surgiu um jogador de sucesso para o futebol nacional:

Com 17 anos eu saí da minha cidade e fui jogar em Fortaleza, no Ferroviário. Fui jogar no sub-17. Depois passou um ano fui para São Paulo, jogar num time de empresários. Disputei uma Taça Rio e fui muito bem. Dali apareceram algumas oportunidades em times do baixo escalão de São Paulo, terceira e quarta divisão. Ali as coisas começaram a acontecer e vi que estava próximo de poder me profissionalizar. Ai veio o Paulista e depois tu já sabe o que deu.

O sucesso

Realmente sabemos no que deu. Ao chegar em outro clube de tradição que é o Paulista, Mossoró se juntou ao elenco e mal sabia que ajudaria o clube a escrever uma das mais gloriosas paginas da história do hoje clube centenário. O inimaginável título da Copa do Brasil de 2005, a cada adversário vencido a conquista parecia ainda mais certa. O nosso entrevistado conta mais detalhes sobre o heroico título:

Na verdade a cada jogo que passava víamos a preocupação das demais equipes e víamos também o sentimento de cada atleta do Paulista em querer ganhar a Copa do Brasil. O time foi crescendo a cada duelo. se motivando, com muita união e muita vontade de querer alcançar um sucesso, porque ali muitos eram jovens e o título foi a visibilidade que muitos precisavam.

Foto/reprodução

Marcio relata que essa união foi o principal ingrediente dessa receita de sucesso que foi o Paulista de Jundiaí, mas somado a outros elementos:

Foi a união, sem dúvida. Jogadores experientes mesclando com a juventude. Receita de sucesso para qualquer time vencedor.

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Dali surgiu outros nomes que foram revelados para o mundo. Além do nosso entrevistado, jogadores como Cristian, volante do Corinthians, Réver, zagueiro que hoje defende o Flamengo e o treinador Vágner Mancini, que defende as cores do Vitória da Bahia atualmente, foram alguns dos destaques que seguiram outros diferentes ao do time interiorano. Marcio por exemplo, em 2006, foi parar no Internacional de Porto Alegre. Em terras gaúchas ele se manteve jogando em bom nível, resultando assim em títulos ainda mais importantes como a Libertadores daquele ano e a Recopa Sulamericana no ano seguinte. Mossoró conta a sensação de preencher o currículo com esses títulos relevantes:

São os principais títulos que conquistei, juntamente com a Copa do Brasil, pelo Paulista. Isso engrandece demais o currículo do atleta. É a sensação boa, de dever cumprido, de mostrar que naquele momento fomos os melhores.

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Foram quatro temporadas no clube brasileiro, sendo que no meio desse tempo, houve uma ida rápida a Portugal para jogar no Marítimo. Sem imaginar que Portugal fosse sua casa por um bom tempo, pois logo depois do término do empréstimo, Mossoró se transferiu para o Sporting Braga e lá fez história novamente.

Consagração em Portugal e recomeço na Turquia

Assim como no Paulista, Marcio ajudou o clube a se erguer no cenário do futebol português, se consolidando como uma das forças do país. No time ele conquistou uma Taça da Liga de Portugal na temporada 2012/13, além de ter levado o Braga a uma final de Liga Europa, numa final dramática contra o Porto. O nosso entrevistado não esquece de sua passagem pelo Maritimo, mas ressalta toda essa trajetória em Portugal.

A final da Liga Europa foi sem dúvida nosso grande título que deixamos escapar, mas vencemos a Taça da Liga também, que foi uma conquista importante para o clube. Elevamos o Braga ao topo nacional, foi a quarta força, e em alguns anos, a terceira, a frente do Sporting, que não esteve em boa fase. Todo o meu período no Braga foi importante, mas também não posso deixar de destacar a passagem pelo Marítimo, que foi o clube que abriu as portas para o cenário internacional e tendo no Braga me consolidado.

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Para se ter uma ideia do quão foi importante a passagem dele em Braga, a torcida não esquece de um dos seus principais ídolos da história recente do clube. No mês passado o Istanbul jogou contra o time português pela Liga Europa, e no Estádio Municipal, Mossoró recebeu diversas homenagens da torcida do rival naquela noite. O Istanbul acabou derrotado naquele dia, mas o meia do time turco saiu de campo feliz com a atitude dos torcedores, que até pouco tempo, o apoiavam. E Jundiaí também não fica para trás quando o assunto é homenagem:

É muito gratificante. Recebo muitas mensagens de adeptos do Braga até hoje e foi muito comovente o meu retorno a Braga, defendendo as cores do IBFK. Fizeram uma homenagem muito linda para mim e que não esquecerei jamais. Em Jundiaí também sou muito bem recebido. Fizeram uma festa tempos atrás, lembraram de mim, então isso dinheiro nenhum paga. Fico muito feliz por todo esse reconhecimento e tô ajudando o Istanbul também para ser reconhecido aqui no futuro.

Mesmo jogando longe a um bom tempo, Mossoró não deixa o país de origem de lado, claro tendo sua família e amigos, mas não deixa também de acompanhar o Campeonato Brasileiro e principalmente o Inter na Série B, lógico, quando o fuso horário dá uma forcinha.

Sempre quando dá tento acompanhar ao máximo os jogos no Brasil. Acompanho o Inter, por onde joguei, torço para o clube subir e acredito que irá conseguir. Assisto alguns jogos da série A também. Quando o fuso horário ajuda, sempre acompanho.

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Sobre o fim, ninguém sabe…

Com toda essa história de sucesso Márcio Mossoró termina a nossa entrevista falando sobre o que mais aprendeu jogando futebol até agora e afirma que ainda não sabe quando, como ou onde deverá encerrar sua carreira, mas deixa claro que dá um passo de cada vez.

Dê o seu melhor dentro de campo que será sempre recompensado. Não gosto muito de fazer pretensões futuras. Vivo a cada ano. Preciso da resposta do meu corpo. Ainda não sei o que fazer quando encerrar. Sempre penso nisso, mas ainda não decidi.

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Ruan Silva

Sobre Ruan Silva

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Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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Ruan Silva
Ruan Silva
Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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