Marcas da Copa – O biquinho sagrado

Brasil e Turquia protagonizaram uma bela rivalidade na Copa do Mundo de 2002

Mais uma edição da coluna retrô sobre as Copas do Mundo, o “Marcas da Copa”. Colunistas FNV e convidados vão descrever a emoção única de algum jogo marcante de Copa que ficou fincado na memória. Serão crônicas desde a época de Pelé, até os tempos atuais. E hoje é Pedro Rocha quem nos contempla com suas lembranças. Confira abaixo:

BRASIL 1 X 0 TURQUIA

Era 26 de junho de 2002, data de um jogo digno de Copa do Mundo. Nesse dia, os brasileiros acordaram cedo para sofrer e vibrar com a vaga garantida para final. Que jogo. Quantas lembranças. Em casa, mesma rotina de sempre: meus pais me acordando para vibrar com a nossa seleção. Não hesitava nem um segundo para sair da cama, mesmo aos 7 anos de idade.

Desde cedo minha família me incentivou a gostar de futebol e nunca reclamei. Acompanhava os jogos do meu time do coração e também adorava bater uma bola com os amigos.

Na Copa do Mundo, senti bastante a sensação de como era torcer pela seleção. Em 98, não tinha nenhuma recordação daquela derrota marcante para França. Porém, em 2002, era diferente. Mesmo pequeno, torci bastante por aquele título. Era uma mistura de torcer pelo Brasil, querer que todos saíssem nas ruas felizes e também pela simpatia por alguns jogadores, como Marcos, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo.

O mais engraçado dessa história, é que também não lembro qual era o motivo exato, mas adorava o time da Turquia. Rustu com sua cara pintada como se fosse para guerra, Hasan Saz, um carequinha que adorava usar no Winning Eleven e Han Sukur eram os meus favoritos.

Foto: Trivela UOL

1º TEMPO

Para ser bem sincero, não me lembro com perfeita exatidão. No entanto, existem alguns momentos da partida que recordo como se tivessem acontecido há alguns dias atrás.

Uma defesa do Marcos no primeiro tempo em uma cabeçada de um turco e uma defesa do Rustu no chute do Rivaldo e, em seguida, do Fenômeno, foram lances que mostraram que ambas as seleções queriam a vaga para final.

É claro que a Turquia, por ser tecnicamente inferior, recuou e esperou o Brasil tomar a atitude. Porém, ao contrário do que todos pensavam, os turcos também saíram para o jogo e deram perigo para o Marcão. O Brasil perdeu algumas chances e terminou o primeiro tempo empatado, 0 x 0.

Foto: Trivela UOL

2º TEMPO

A segunda etapa já tinha nome: Ronaldo. Como não esquecer o biquinho sagrado de Ronaldo Fenômeno.  No início do segundo tempo, ele achou um chute de bico cruzado que só ele poderia encontrar. Matador demais. Ele é o cara. Deu para ver na cara do Rustu a raiva pelo chute que o nosso artilheiro acertou.

Depois disso, o Brasil recuou e a Turquia não teve forças para reagir. Ainda teve a cena do Denílson. É um dos momentos inesquecíveis que tenho desse dia. Correndo com a bola para bandeirinha de escanteio com quatro turcos desesperados atrás dele. Joga demais. Comemoramos muito. Menos que a final, é claro.

Foto: Alaor Filho/Estadão Conteúdo
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Sobre Pedro Cunacia da Rocha

Pedro Cunacia da Rocha já escreveu 35 posts nesse site..

Paulista, da cidade de São Paulo, estudante de Jornalismo e apaixonado por futebol. Vivencio este esporte quase o tempo todo. Adoro escrever e comentar sobre isso. Colunista do portal Futebol na Veia, espero que você, meu leitor, goste e se encante cada vez mais pelo futebol.

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Pedro Cunacia da Rocha
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