Marcas da Copa – Erro dá azar, mas “erres” dão sorte! Bye, Inglaterra!

Mais uma edição da coluna retrô sobre as Copas do Mundo, o “Marcas da Copa”. Colunistas FNV e convidados vão descrever a emoção única de algum jogo marcante de Copa que ficou fincado na memória. Serão crônicas desde a época de Pelé, até os tempos atuais. E hoje é Deyvid Xavier quem nos contempla com suas lembranças. Confira abaixo:

BRASIL 2 X 1 INGLATERRA

Copa do Mundo de 2002, lá estava eu, com 10 anos, minha primeira Copa, sem conhecer tática, mas conhecendo a minha grande paixão: o futebol. A primeira Copa na Ásia, a primeira Copa dividida entre dois países, Coreia do Sul e Japão e, obviamente, horários atípicos de jogos. Brasil e Inglaterra jogavam às 3h30. Reclamar do horário? Nunca! Foi isso que deu charme aquele mundial.

O Brasil havia passado com grande tranquilidade pela fase de grupos, vencido os três jogos diante de Turquia, China e Costa Rica. Com um pouco mais de dificuldades passou também pelas Oitavas de Final despachando a Bélgica. Que venha a Inglaterra de David Beckham, Michael Owen e Heskey, que enchia de gols o Campeonato Inglês.

1º TEMPO

Começa o jogo e tudo muito estudado. Marcação forte dos ingleses e o talento brasileiro ainda não conseguiu o objetivo. Até que fazem um lançamento para Owen, mas Lúcio está na bola, tudo tranquilo. Nem tanto. Ele não domina, não chuta, a bola bate em sua coxa e escorre limpa para Michael Owen deslocar Marcos. “Caramba! Vamos ser eliminados assim?”. Um lance fácil, um erro bobo, um lance nosso e… Gol deles!

Foto: esporte.ig.com.br

Mas aqui é Brasil! Temos os melhores, sem dúvida. Ainda no primeiro tempo, Ronaldinho Gaúcho puxa contra-ataque no meio campo e pedala para cima do lateral esquerdo Ashley Cole, que sai “catando cavaco” no gramado, engatinhando para não cair de vez e deixar mais feia sua situação após o magnífico drible. Ronaldinho toca dentro da área para Rivaldo. A bola vai chegando e ele vai tirando o corpo, abrindo o ângulo para chutar rasteiro no cantinho do goleiro David Seaman. Empate e intervalo. A tristeza e a tensão dá lugar a alegria e a emoção. Empatamos ainda não primeiro tempo. Não há prejuízo.

Pouco mais de 4 da manhã. Chamo meu pai para ir até a rua. Já sabendo o quanto sou louco por futebol, aceita a ideia. Rua escura, fria, deserta. Mas é só bater na porta de algum vizinho que alguém sai de casa. Não há quem durma. É Copa! Um pouco de proza para disfarçar o nervosismo e… Opa, vai recomeçar o jogo, hora de voltar para casa!

2º TEMPO

O jogo segue difícil. Bola parada. Falta para nós. Hora de Lúcio se redimir. Fazer o gol de cabeça, nos colocar a frente do placar, nos dar a classificação. O mundo dá voltas. Enquanto penso em tudo isso querendo que o gol seja marcado pelo zagueiro. Ronaldinho Gaúcho se prepara para cobrar. Vai ser de cabeça, está muito longe para ir ao gol. “Cadê o Lúcio dentro da área naquele bolo de jogadores?”, procuro… “Cadê?”. Vem a cobrança e a bola viaja, viaja, viaja… “Cadê o Lúcio?”. Não! Não precisa. Foi direto. Foi gol. Golaço! No ângulo. Não importa onde está o Lúcio! É nosso!

Imagem da Internet
Foto: Getty Images

Ronaldinho Gaúcho corre na direção da bandeira do escanteio e grita “eu sou o cara” (claro que não foi isso, mas só tenho 10 anos). Depois, a “sambadinha” no melhor estilo brasileiro. Adeus, David Beckham!

(Photo by Alex Livesey/Getty Images)
Foto: The Sports Man
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