Maradona: uma lenda eterna do futebol

A história de um dos melhores jogadores de todos os tempos, que se eternizou por suas emblemáticas jogadas e carisma

Um mágico com a bola nos pés. Esse é Diego Armando Maradona, alguém que nasceu para marcar história, inspirar gerações e se tornar uma lenda. Uma joia rara, um deus do futebol, alguém que se tornou uma religião – literalmente. Maradona marcou uma época e se eternizou para sempre na história do futebol.

A “IGREJA MARADONIANA”

Na Argentina, há um templo com sacerdotes, altar, cultos e mandamentos. Sim, Maradona virou uma religião. A “Igreja Maradoniana” foi criada por Hernan e Veron Alejandro, dois irmãos argentinos que queriam glorificar o nome do mito. Fundada na cidade de Rosário, a igreja existe há 10 anos e seus fundadores dizem haver mais de 100 mil seguidores em todo mundo. Além do mais, é cobrado dízimos para instituições de caridade e um dos principais mandamentos exigem que o fiel tenha um filho chamado “Diego”.

Mas por que Maradona se tornou uma religião? Há tantos motivos para enfatizar toda essa idolatria, inclusive momentos dentro das quatros linhas. Um fato que sempre estará no coração dos argentinos é o lance em que ele driblou o time inteiro da Inglaterra até marcar o gol mais emblemático da história das Copas do Mundo, justamente na época da “Guerra das Malvinas”.

A “GUERRA DAS MALVINAS” E COPA DO MUNDO DE 86

Maradona é história, é redenção. A redenção de um povo que teve uma guerra de forças armadas e saiu derrotado pela Inglaterra. A guerra foi entre 2 de abril e 14 de junho de 1982, totalizando 2 meses e 5 dias de conflito armado. Coincidência ou não, Argentina e Inglaterra se enfrentaram nas quartas de finais da Copa do Mundo 1986, iniciando uma nova batalha dentro das 4 linhas.

Na “Guerra das Malvinas”, Argentina e Inglaterra lutaram pela posse das Ilhas Malvinas, um pequeno arquipélago no Atlântico Sul. Com domínio dos britânicos desde 1883, os argentinos não aceitaram o controle dessas terras por parte dos Europeus e invadiram em 1982. O resultado final foi a vitória dos Ingleses pelo território e a morte de 649 argentinos.

Soldados mortos, povo em luto. Maradona pegou a bola e driblou o exército todo Inglês até colocar a bola no fundo do gol. Uma redenção para um povo que clamava por vingança. Maradona assumiu um sentimento nacional e se vingou de quem derrotou a Argentina quatro anos antes. Nas quartas de finais da Copa do Mundo de 1986, Argentina e Inglaterra se enfrentaram, jogo que foi esquentado pela rivalidade criada fora de campo. Maradona assumiu o posto de rei dos argentinos e coroou um povo rumo a glória máxima do futebol.

Além do mais, Maradona eternizou a “mão de deus” contra os ingleses. Pode ser um lance polêmico, condenado por muitos, mas no contexto do jogo e da época, essa foi a consagração máxima de Diego Armando Maradona. Em tempos de guerra, ele simplesmente driblou o time inteiro e apunhalou o cajado no coração dos Ingleses com sua mão para se tornar uma lenda. Nessa Copa do Mundo, carregou o time argentino nas costas e foi o herói do bicampeonato dos Hermanos.

Se consagrando com o “gol do século” e a “mão de deus” em 86, Maradona se destacou em outra Copa do Mundo. Em 1990, já consolidado como um dos melhores jogadores da história e sendo comparado a Pelé, levou a Argentina até a grande final para enfrentar, novamente, a Alemanha. Pelo caminho, acabou sendo o responsável por eliminar o Brasil nas oitavas de final e ganhar mais um grande capítulo no coração dos Hermanos. Portanto, na grande final, a Argentina foi derrotada e o sonho de mais um título terminou por ali.

A TRAGETÓRIA DE MARADONA NO NAPOLI

Se na Argentina Maradona é deus, em outras terras distantes o gênio também alcançou esse patamar. Em Nápoles, lugar de paixão extrema ao futebol, mas sem alguém que os representasse. Maradona chegou, mudou o time de patamar e se tornou o ídolo supremo do Napoli. Antes dele, não havia Napoli no mapa do futebol, e após ele a Itália foi conquistada justo na época do esquadrão do Milan e da Juventus de Platini.

Em 1987, um ano após vencer a Copa do Mundo com a Argentina, Maradona conquistou outras terras ao vencer o título do campeonato Italiano com o Napoli. Três temporadas seguintes, no ano de 1990, veio o bicampeonato Italiano, justamente no ano que o Milan de Van Basten, Maldini, Gullit e Rijkaard conquistou o bicampeonato da Champions League. Maradona derrotou um esquadrão para se tornar rei em mais um lugar. Fora as duas conquistas do campeonato Italiano, o Napoli de Maradona venceu ainda uma copa da UEFA (1989), uma copa da Itália (1987) e uma supercopa da Itália (1990).

Maradona ainda teve passagens por Argentino Juniors – clube que o revelou -, Sevilla, Newell’s Old Boys, Barcelona (onde venceu três títulos) e Boca Juniors (venceu apenas um título). Entre inúmeras conquistas individuais, foi considerado o segundo melhor jogador do século XX pela renomada revista “France Football” e eleito o melhor jogador do mundo de 1986 pela revista inglesa “World Soccer”.

O LEGADO

Há milhares de argumentos para enfatizar a grandeza de Maradona. No coração de argentinos, de napolitanos ou simplesmente de amantes do futebol, Maradona sempre será um mito, um deus do esporte. Suas jogadas e histórias estão eternizadas, como os deuses no Olimpo do futebol. Sempre terá seu nome lembrado entre gerações e sempre será inspiração de quem sonha em ser jogador de futebol. Maradona é uma lenda viva.

Paulo Sérgio

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