Malcom pode ser vendido pelo Zenit após atos racistas

Clube russo vem negando e estão minimizando o acontecido
Malcom vestindo a camisa do Zenit, na última partida do time contra o Krasnodar

Recentemente, Malcom deixou o Barcelona e foi vendido ao Zenit. No entanto, apesar de mal ter chegado no clube, o brasileiro já pode deixar a equipe. Tudo isso é motivado por manifestações racistas por parte dos torcedores do clube. Os atos preconceituosos aconteceram na estreia do atleta, durante o sábado (3). Sendo assim, o clube de São Petersburgo deve vender o ex-Corinthians na próxima janela, em janeiro.

Durante a partida entre o Zenit e Krasnodar, a torcida do clube de São Petersburgo deu um show de preconceito. Os Ultras – conhecidos como os torcedores mais radicais da Europa – estenderam uma faixa, onde estava escrito ironicamente“Obrigado aos diretores por respeitarem nossas tradições”. Além disso, os mesmos teriam emitido um comunicado, deixando claro que é uma tradição da equipe não contar com jogadores negros na equipe. Assim também, o Zenit seria conhecido no mundo todo por esse costume.

Após o acontecimento, uma agência russa publicou que Malcom deve ser vendido na próxima janela de transferências. Ou seja, o jogador deixaria o clube já em janeiro. “Talvez o Zenit venda o Malcom já em janeiro (na próxima janela de transferências) devido aos problemas de racismo. Os torcedores do Zenit não o aceitam”, declarou uma fonte à agência RIA Novosti.

O QUE O ZENIT DIZ

O Zenit emitiu um comunicado sobre o ocorrido. Eles afirmam saber da existência da faixa na partida contra o Krasnodar. No entanto, os russos acabaram minimizando a situação. Segundo os dirigentes do clube, a faixa dos torcedores teria sido “mal interpretada pela mídia”. 

“O Zenit Football Club sabe que uma faixa foi revelada por um pequeno número de pessoas e que o significado desta declaração foi deturpado. E com base nessas deturpações, conclusões incorretas foram tiradas que não têm base na realidade. O Zenit tem uma longa tradição de convidar os melhores jogadores de todo o mundo para o clube, independentemente do seu passado, etnia ou nacionalidade.”

Além disso, o clube afirma que sente muito pelo o que foi disseminado pelos meios de comunicação. “Ao mesmo tempo, gostaríamos de expressar nosso profundo pesar de que os meios de comunicação no exterior e outros, incluindo clubes de futebol, tenham denunciado incorretamente o assunto, e esperamos que o avanço dessas organizações possa verificar completamente os fatos antes de fazer quaisquer declarações depreciativas ou acusações.”, continuaram em seu comunicado.

A PRESSÃO VINDO DOS TORCEDORES

Além da faixa, os torcedores fizeram uma carta-manifesto. Dessa maneira, os mesmos espera pressionar os dirigentes do clube. Organizada pelos Ultras, a carta foi assinada por outros torcedores do time russo. Na mesma, os torcedores listam critérios para contratações do clube. Sendo assim, entre eles, está o de não aceitar jogadores negros ou de “minorias sexuais”, entre outros argumentos racistas e discriminatórios.

Em um trecho, os torcedores dizem que os jogadores negros estão sendo impostos pelo clube. Dessa maneira, isso não estaria agradando os mesmos. “Agora, os jogadores negros de futebol estão sendo impostos quase pela força ao Zenit. E isso causa apenas uma reação adversa. Deixe-nos ser o que somos”, diz um trecho do manifesto. Além de Malcom, o brasileiro Douglas Santos integra a equipe do Zenit.

“Não somos racistas e, para nós, a ausência de jogadores negros é uma tradição importante, que enfatiza a identidade do clube e nada mais. Nós, como o clube mais a norte das grandes cidades europeias, nunca estivemos mentalmente ligados a África, assim como com a América do Sul, Austrália ou Oceânia. Não temos nada contra os habitantes desses países e de outros continentes, mas, ao mesmo tempo, queremos jogadores que seja espiritualmente próximos ao Zenit”, afirmam em mais um trecho da carta.

Lauren Berger

Sobre Lauren Berger

Lauren Berger já escreveu 509 posts nesse site..

Lauren Berger, gaúcha e apaixonada por futebol. Cresci vendo grandes nomes do Brasil em campo e um sentimento especial cresceu em mim. Vi Ronaldinho Gaúcho, Fernandão, Cristiano Ronaldo, Iniesta e foi amor à primeira partida. Estudo na Universidade Luterana do Brasil-RS.

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