Luca Toni, o oportunista da Azzurra, completa 43 anos

- Atacante é marcado pelo seu faro artilheiro e história na seleção, nos clubes da bota e no Bayern de Munique
Luca Toni

A coluna Parabéns ao Craque homenageia um dos maiores atacantes da seleção italiana de todos os tempos. O artilheiro Luca Toni completa 43 anos nesta terça-feira (26). O atleta é um dos futebolistas que mais fizeram gols na história da Serie A TIM. O jogador passou por times como Roma, Juventus, Palermo e Genoa, mas foi com a camisa da Fiorentina, Palermo e do Bayern de Munique que o centroavante marcou época e deixa os torcedores com muita saudade até hoje.

COMEÇO DE LUCA TONI

Natural da região de Modena, Luca Toni nasceu no dia 26 de maio de 1977. Seu início de carreira não poderia ser outro. O jovem, em 1994, realizava seu sonho de infância e começava sua trajetória como jogador de futebol, exatamente no clube da cidade onde cresceu. Além disso, parecia estar predestinado a ser um atacante de sucesso. Seu primeiro técnico, ainda na adolescência, foi o brasileiro Chinesinho. Ou seja, o faro de gol tupiniquim já estava presente no italiano desde suas raízes.

Apesar de sua carreira não ter decolado de imediato, passando por outros clubes da bota, os deuses do futebol pareciam não querer desperdiçar seu talento e seu faro de gol. Apenas estavam lapidando o atacante para apresentá-lo da melhor forma ao mundo. Após rodar por equipes como Empoli, Vicenza e Brescia, Luca Toni desembarcou na Sicília, terra que respira futebol, e encantou Palermo. Uma campanha incontestável do Rosanero na Serie B 2003/04, que resultou no título do torneio, e na artilharia da competição para o craque.

No ano seguinte, a magia do artilheiro não só se resultou em bola na rede, como resultados incríveis para o Palermo. Luca Toni marcou 20 gols em 35 jogos na Serie A  2004/05, que resultou no 6º lugar da equipe rosanera, e a vaga na então Copa da UEFA, um feito histórico, que teve muita influência pelos tentos do craque italiano. Dessa forma, a Viola queria fazer seu som com o faro do atacante, e 10 milhões de euros foram suficientes para isso.

A PASSAGEM POR FLORENÇA, AO SOM DA VIOLA

Chegando em agosto de 2005, mal sabia o torcedor da Fiorentina o que estava por vir, com Luca Toni. O atacante foi o principal nome da campanha histórica do clube de Firenze naquela temporada na Serie A. O time terminou na 4ª posição com 74 pontos. Entretanto, devido ao Calciopoli, caiu para 9º, perdendo mais de 40 pontos. Porém, o que centroavante fez naquele ínterim jamais será esquecido. O atacante foi o artilheiro do Campeonato Italiano, conquistou prêmios individuais importantes, e ultrapassou nomes da história da Viola, como nada menos que Gabriel Batistuta, e levando seus adeptos ao delírio.

Sendo assim, devido ao seu faro de gol, Marcelo Lippi o chamou. Luca Toni foi o camisa 9 da Azzurra na Copa do Mundo em 2006, que levantou a taça na Alemanha. Como se não bastasse o troféu, o atacante foi o artilheiro de sua seleção no torneio. Além disso, voltando a Viola pós copa, provou-se ser de alto nível quando mesmo com lesões, ainda anotou 16 gols naquela temporada, o que chamou atenção de um gigante alemão.

LUCA TONI NA BAVIERA E SUA PASSAGEM MARCANTE NA ALEMANHA

Chegando na Alemanha, os torcedores bávaros se encantam com seu oportunismo, logo em suas estreias em cada torneio que o Bayern de Munique disputava. Luca Toni balançou as redes em todos. Enfim, ao final da temporada, o italiano contribuiu com a artilharia da Bundesliga para ajudar o time alemão a conquistar o troféu daquele ano. No ano seguinte, mesmo com a equipe em baixa, o atacante foi decisivo e ainda deixou seus gols. Se despediu em 2010, quando em meio as lesões, foi buscar abrigo em seu país natal, na capital.

VOLTA AO FUTEBOL ITALIANO E FINAL DA CARREIRA

Assim como todo o craque, Luca Toni já estava com seu auge próximo do fim. Dessa forma, voltou para a Itália onde jogou pela Roma, Genoa e Juventus, mas devido as lesões, seu desempenho não foi como o de seus anos de glória. Dessa forma, após um período no mundo árabe, o atacante resolveu voltar para sua equipe querida, onde foi feliz: a Fiorentina. Seu vínculo com a Viola era tão forte que em sua reestreia, precisou de apenas 87 segundos para achar o caminho das redes contra o Catania.

Enfim, encerrou sua carreira em 2016, pelo Hellas Verona, aos 39 anos com uma marca histórica de 157 gols na história da Serie A, um dos maiores artilheiros da competição em todos os tempos. Ao todo, 288 tentos na carreira, em 595 partidas. Uma Copa do Mundo em seu currículo, e amor em torcidas tanto na Itália, como na Alemanha. Luca Toni sem dúvidas, senão é um dos maiores atacantes da história do futebol mundial, é um dos maiores que o Calcio e a Squadra Azzurra já viram.

Foto destaque: Reprodução/UOL

Caíque Ribeiro

Sobre Caíque Ribeiro

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Olá, eu sou Caíque Ribeiro, tenho 19 anos e a paixão por esportes corre em minhas veias, sobretudo, o futebol. Um amante do futebol tanto brasileiro, quanto europeu e ainda sim, do alternativo. Tendo como maior jogador que vi jogar, Ronaldinho Gaúcho e grandes memórias futebolísticas. Estou cursando jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Quando criança,sonhava em ser jogador de futebol,mas a vida me planejou outros rumos. Desde então, decidi juntar duas paixões: a paixão por escrever e a paixão pela pelota, e seguir nessa jornada,sempre disposto a trazer a informação de forma correta e apurada ao público. Além de futebol, escrevo e sou comentarista sobre basquete na Rádio Poliesportiva. Instagram: @caiqueribero, Twitter: @CRSousa5

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