Japão bate Colômbia e faz história na estreia do mundial da Rússia

Com o resultado inédito, o Japão marca três pontos e pode sonhar com classificação já na próxima rodada

Se na Copa do Mundo do Brasil o Japão foi goleado pela Colômbia por 4 x 1, a história foi bem diferente nessa terça-feira (19), na estreia das duas seleções no mundial da Rússia. O time asiático contou com a segunda expulsão mais rápida da história das Copas para se vingar e, de quebra, conseguiu ser a primeira seleção asiática a derrotar uma seleção sul-americana na história dos mundiais, em duelo disputado na Arena Mordovia, em Saransk.

Provavelmente nem o torcedor japonês mais otimista sonhava com um roteiro tão impressionante para a seleção de seu país diante de um adversário sul-americano, isso porque, em todos os outros 18 confrontos no qual a equipe japonesa enfrentou algum time da América do Sul, o retrospecto não era muito favorável. Anteriormente, as seleções da sul-americanas haviam vencido 14 vezes e empataram três, além de ter marcado 37 gols e sofrido 10.

Torcida japonesa em Toquio
Festa da torcida japonesa em Tóquio (Reprodução/Reuters)

1° TEMPO

Mas esse cenário começaria a mudar logo no início da partida. Isso porque aos dois minutos, Osako saiu na cara do goleiro Ospina, que espalmou, no rebote, Kagawa bateu para o gol, mas viu a bola ser desviada intencionalmente pelo braço de Carlos Sánchez, que recebeu o cartão vermelho direto. Na cobrança do pênalti, Kagawa chutou no meio, rasteiro, e abriu o placar para o time asiático.

Kagawa abre o placar sobre a Colômbia
Kagawa abre o placar sobre a Colômbia (Reprodução/Reuters)

Com a desvantagem numérica já no início de partida, o time colombiano tentou se reorganizar, após a expulsão, com a entrada do volante Barrios na vaga do meia Cuadrado, e passou a ter como principal jogada os lançamentos e a bola aérea para tentar empatar a partida.

Porém, foi com o bola no chão que a Colômbia conseguiu o empate. Em disputa pelo alto, Falcão García cavou uma falta perto da entrada da área, mais para a ponta direita. Quintero cobrou rasteiro, à la Ronaldinho, a bola passou por baixo da barreira e entrou no gol, mesmo com Kawashima alegando que ela não havia ultrapassado a linha, mas com a ajuda da tecnologia, o juiz validou o gol.

Colômbia x Japão Quintero
Quintero festeja o gol de empate contra o Japão (Reprodução/Reuters)

Entretanto, com um jogador a mais desde o início, os japoneses conseguiram ter mais chances reais de gol, ao todo foram 13 finalizações, assim oferecendo perigo constante para o goleiro colombiano Ospina.

2° TEMPO

No segundo tempo, os colombianos não conseguiram impor o ritmo que tiveram no final da primeira etapa e o número de finalizações não aumentou quase nada, permanecendo em apenas cinco tentativas. E a falta de um homem em campo foi crucial para a seleção colombiana. A equipe deu bastante espaço, foi pressionada durante os 45 minutos finais e não conseguiu sair no contra-ataque.

Já os samurais azuis foram amplamente dominantes, assim como na primeira etapa. Com paciência e coordenação das jogadas, souberam o memento exato de tentar o gol e, com isso, foram desenhando o gol da vitória. Embora tenham tentado diversos cruzamentos que, na maioria das vezes paravam em Ospina, foi através de uma cobrança de escanteio que o gol chegou.

Osako subiu baixo, em meio a quatro zagueiros colombianos, meteu a cabeça na bola e venceu Ospina. Com o apito final, muita emoção entre os japoneses com a primeira vitória sobre um time sul-americano em Copas do Mundo.

Osako gol Japão x Colômbia
Osako comemora o gol da vitória sobre a Colômbia (Reprodução/Reuters)

CURIOSIDADE

Além disso, durante todo o jogo, os japoneses tiveram forte domínio nas estatísticas, como, por exemplo, na posse de bola. A equipe asiática quase 60% da posse da bola, contra 40% dos colombianos, número que surpreendente até certo ponto, já que umas das características do time japonês é oferecer a bola ao adversário e tentar explorar os contra-ataque em alta velocidade, o que o principal ponto forte do time.

Outro aspecto negativo para a seleção colombiana, está relacionado diretamente com o segundo gol do Japão. Apesar de estarem com um jogador a menos desde o começo, os colombianos tiveram um grave erro de marcação, principalmente na bola aérea, por onde o Japão fez o gol da vitória, e isso é um fato que deve ser levado em consideração, já que o time japonês tem uma das médias de altura mais baixa dessa edição da Copa do Mundo.

Por fim, uma outra estatística também jogaram contra os Colombianos, e que foi determinante para o resultado da partida, foi o número de cartões vermelhos. Com a expulsão do volante Carlos Sánchez, com três minutos de jogo, mudou totalmente a situação da partida.

Vale ressaltar que essa foi a segunda expulsão mais rápida da história das Copas do Mundo, atrás apenas do cartão do uruguaio José Batista, em 1986, que conseguiu ser expulso com 54 segundos de jogo.

Cartão vermelho Sánchez
Sánchez no momento da expulsão (Reprodução/Reuters)

E AGORA?

Pela próxima rodada da Copa do Mundo, Japão e Senegal irão se enfrentar pelo primeiro lugar do Grupo H, no próximo domingo (24), às 12h, em Ecaterimburgo e, no mesmo dia, às 15h, Colômbia e Polônia tentarão se reabilitar em Kazan.

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Andreas Borges

Sobre Andreas Borges

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Andreas Borges, 24 anos, estudante do último semestre de Jornalismo na Universidade de Ribeirão Preto e estagiário na rádio CBN. Louco por esportes principalmente futebol e desde pequeno acompanha os mais variados campeonatos ao redor do mundo.Procura entender como os fatores extra campo influenciam no rendimento de um time dentro de um jogo ou campeonato, também é apaixonado por analise tática e gestão esportiva.Fã do futebol de Cristiano Ronaldo, defende que Messi e CR7 não tem comparação por terem estilos diferentes e tem uma opção clara pela formação 4-4-2 diamante.

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Andreas Borges, 24 anos, estudante do último semestre de Jornalismo na Universidade de Ribeirão Preto e estagiário na rádio CBN. Louco por esportes principalmente futebol e desde pequeno acompanha os mais variados campeonatos ao redor do mundo.Procura entender como os fatores extra campo influenciam no rendimento de um time dentro de um jogo ou campeonato, também é apaixonado por analise tática e gestão esportiva.Fã do futebol de Cristiano Ronaldo, defende que Messi e CR7 não tem comparação por terem estilos diferentes e tem uma opção clara pela formação 4-4-2 diamante.

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