Infutfobia: o medo de não ter futebol

- O termo ganhou repercussão na mente do jornalista Eric Filardi durante a quarentena de 2020, não tendo nenhuma comprovação científica
Infutfobia: o medo de não ter futebol

De acordo com a ciência, Fobia é um tipo de “perturbação” causada pela ansiedade, medo ou aversão persistente a algum objeto ou situação. Os afetados lutam para evitar e até superar tal situação ou objeto, mas, às vezes, não é possível e acontece de ter certa aflição, sinais de desespero e, em determinadas fobias, até ataques de pânico. Assim, a coluna Dicionário do Futebol visa explicar o termo Infutfobia, que nada mais é do que o medo de não ter mais futebol.

Tal fobia, não comprovada pela ciência, fora notada pelo jornalista esportivo Eric Filardi, que vos escreve, durante a Era da Extinção do Futebol, no período Coronavíricus. Foi uma época em que um vírus, conhecido como Coronavírus (ou Covid-19), assolou o mundo matando milhares de pessoas. Como consequência para tentar “amenizar” os efeitos do vírus, a OMS (Organização Mundial da Saúde) indicou que todos os países afetados utilizassem a quarentena como método para evitar a disseminação do vírus.

Assim feito, obviamente e inteligentemente, o futebol, no ano 2020 A.c. (Antes de covid-19), parou todas as suas atividades para que jogadores, comissões técnicas, torcedores e todas as pessoas que “vivem” ou frequentam o meio do futebol, respeitassem as orientações da OMS de distanciamento social e evitassem aglomerações. Deste modo, torcedores não tinham como ir aos estádios e nem tampouco ver jogos pelas televisão. Isto porque, diferentemente do que acontece em finais de temporada, não havia partidas em outros países, jogos festivos e muito menos peladas ou rachões entre amigos. Olimpíadasque nunca havia sido adiadasforam!

Leia também

Infutfobia: o medo de não ter futebol

Infutfobia é uma junção do prefixo In (privação, negação) Fut (abreviação de Futebol) + Fobia (medo). Tal fobia não fora “descoberta” de imediato. Como há períodos do ano em que não tem jogos, no começo parecia que seria a mesma coisa. Porém, os dias de quarentena foram aumentando, logo, a volta do futebol ficou mais distante. No Brasil, a princípio, “substituíram” o maior esporte do mundo pelo Big Brother Brasil, sendo o programa de entretenimento a “amante” do torcedor local. Lives Sertanejas, séries e filmes de streamings, e reprise de jogos também tentaram dar um afago ao coração dos fanáticos, mas só durou um tempo.

O real torcedor começou a ficar inquieto dentro de casa. Vídeo Games como jogos de futebol, como FIFA e PES, também serviram durante um tempo e até os próprios times organizaram para que seus atletas disputassem campeonatos jogando estes games. Todavia, também passou. Tristeza não era um sentimento demonstrado, porque era pouco. Frustração acontecia frequentemente, pois a esperança da volta do futebol era esperada, mas sempre postergada. A raiva chegava com força e as reclamações no Twitter, Instagram e em grupos de Whatsapp se tornaram cada vez mais frequentes.

Sintomas de Infutfobia

Eis então que batia a Infutfobia. A quarentena se estendia, o futebol era adiado e o medo de não ter mais futebol assombrava a mente dos aficionados. O entretenimento, o desestresse, o passatempo e para alguns até a vida (no caso dos mais fanáticos), ia ficando cada vez mais distante. Um fio de esperança batia como luz no final do túnel, mas uma nuvem negra de mais pessoas contaminadas pelo Coronavírus fazia com que o sonho do retorno se tornasse um pesadelo para sociedade, inviabilizando a volta.

O pico da Infutfobia era quando chegavam os finais de semana. Isto porque durante a semana as pessoas, mesmo que de quarentena e isoladas, tinham que dar atenção ao trabalho e normalmente não assistem tevê, na grande maioria dos casos. Contudo, quando se aproxima do sábado, o desespero começa. Não há grama verde para ver na TV, não há ingresso a se comprar, não há

PS: O termo não deve ser confundido com Futfobia, medo de jogar futebol, geralmente sentido por pernas de pau, perebas, caneludos ou recém-lesionados.

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

Eric Filardi já escreveu 1197 posts nesse site..

Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.

0 0 vote
Article Rating
365 Scores

BetWarrior


Eric Filardi
Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
http://www.ericfilardi.com.br

Artigos Relacionados

Subscribe
Notify of
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Topo
0
Would love your thoughts, please comment.x
()
x